Livros e seus inimigos: o retorno do mal

Analfabetismo Funcional segunda-feira, 06 de Abril de 2009

Então, só pra finalizar o que comecei a umas semanas atrás, vou continuar/terminar de falar sobre os inimigos dos livros. Mas vou tentar recapitular o que foi dito naquela semana de maneira bem simples:
Traças são cocozentas
e…
O tempo não é manipulável.

Bom, basicamente, é isso. Se mesmo assim não entendeu, o problema é seu. Leia o texto na íntegra e tenha uma idéia do que isso significa.
Mas é claro, esses dois motivos aí são aqueles que se encaixam na categoria inevitáveis, eles vão acontecer aos 12 ou aos 300 anos de idade. Idade do livro é claro. Você não vai viver tanto assim, se sobreviver até os 50, fique feliz.

Uma das coisas que podem ser consideradas inimigas dos livros pode ser encontrada em todos os cantos. Companheira de montanhistas, otakus e alguns mendigos, elas também tem seus perigos.

Não, não é a solidão.

Tá certo que os 3 exemplos acima sempre estão sozinhos na maioria das vezes, mas sempre junto a eles em 90% das ocasiões você pode encontrar uma mochila!

A maioria das maneiras usadas para medir a capacidade de uma mochila são feitas usando a medida litro. Como eu acho essa medida completamente inútil, criei minha própria, que se baseia em calcular quantas cabeças caberiam (CABERIAM) dentro de minha mochila. A minha atual cabem 3 cabeças, mas é algo que eu nunca cheguei a provar realmente. Nunca achei cobaias suficientes para tal teste.
Mas voltando, como que um objeto tão normal quanto esse pode ser considerado um inimigo dos livros? É simples, jovem mancebo, siga o raciocínio e se lembre de seus tempos de colégio, aquela época que ou você era zoado até a morte (deles ou sua) ou tentava se manter fora de problemas.

Presumo que você estudou pelo menos, a não ser que você seja um daqueles superdotados que viveu com guaxinins até uma certa idade e aprendeu a ler observando as caixas de cereal que encontrava no lixo e depois do nada foi descoberto num bueiro e levado pra uma algum lugar para observação.

Bom, deve se lembrar que qualquer livro de colégio, caderno, revista, apostila e seja lá o que mais você colocava na sua mochila tinha a tendência de ter suas bordas viradas pra um lado, acabando por ter o formato de um “(“. ou quem sabe um “)”, depende de muitas coisas.

Livros numa mochila tem essa tendência até hoje em dia, de tomarem essa forma, se não for tomado o cuidado necessário. E quais cuidados seriam esses?

Bom, eu costumo carregar muitos livros em minha mochila, mas todos eles estão protegidos por pacotes plásticos. Podem ser aqueles de alimentos ou aqueles de plástico mais grosso, que podem ser comprados em lojas de embalagem. Só isso já resolve metade dos problemas, pois deixam eles certos, alinhados e protegidos de chuva ou qualquer coisa que possa acontecer superficialmente com sua mochila. Sei que essas capas são impermeáveis a conhaque, vodka, tequila e aquelas batidas baratas de um real que você encontra nos piores botecos.

Mas continuando, e finalizando, pois só tem mais uma coisa que pode ser considerada um inimigo de livros, e essa coisa são pessoas que não tem o costume de ler.

Aquele livro que pra você é tão prezado, para essa pessoas, ele não significa nada, só um negócio emprestado. Não devolvem, não cuidam e ainda por cima, fazem questão de não usar marcadores dobrando as páginas de maneira revoltante e nojenta.

Um conhecido meu disse que um livro emprestado devia seguir o protocolo 4V’s: “Vai e Volta, Viu Viado”. Pessoalmente, discordo dele, pois esse mesmo FDP ainda está com meu “A arte da guerra” e sem previsão de devolver. E ainda por cima, alguns tem uma certo costume de marcar os livros com alguma marca pessoal. já falei de meu amigo que estourava espinhas nos livros por aqui, mas existem outros piores. Ouvi recentemente uma história de um cara que tinha um certo problema nasal, que se ele ficasse com a cabeça inclinada por algum tempo, o nariz dele começava a sagrar. Isso quando ele lia era um problema, pois ele ignorava isso e continuava a leitura, virando a página e prensando o sangue como se nada mais tivesse ali.

Então, cuidado para quem você vai emprestar seus livros, as vezes pode não ser uma coisa tão boa assim…

Fico por aqui e quando tiver mais algo pra escrever sobre isso, eu volto. Vocês querendo ou não.

Antes de comentar, tenha em mente que...

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  • Ches

    Emprestar livros é algo que não faço freqüentemente…
    Mas,ao contrário,pego livros empretados,e já quando pego aviso:”Véi,eu gosto de ler o livro sem ter a OBRIGAÇÃO de devolve-lo com “data” marcada.”
    Normalmente levo umas 3 semanas,para ler um livro “pequeno”,livros maiores levo uns 2/3 meses e olhe lá.
    O bom é você estar com o livro,e lê-lo em um ritimo bom,e sem pressa de devolve-lo.

  • Por isso que eu quase nunca empresto meus livros e quando o faço é só se conheço BEM a pessoa.

    Lembro até hoje quando fui emprestar Rei do Inverno para um amigo. Dentro do livro havia um papel com ameaças pessoais a vida dele, a principal ameaça era: O que você fizer com a capa desse livro eu farei na sua cara.

    Não preciso nem dizer que o livro voltou impecável, certo?

    Plus, eu SEMPRE tenho um livro na mochila, às vezes sem plástico, mas eles nunca amaçam. Eu sou ninja (H)

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