Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania)

Cinema quinta-feira, 24 de setembro de 2015

 O Hotel Transilvânia é um resort cinco estrelas que serve de refúgio para que os monstros possam descansar do árduo trabalho de perseguir e assustar os humanos. O local é comandado pelo Conde Drácula (Adam Sandler), que resolve convidar os amigos para comemorar, ao longo de um fim de semana, o 118º aniversário de sua filha Mavis (Selena Gomez). O que ele não esperava era que Jonathan (Adam Samberg), um humano sem noção, fosse aparecer no local justo quando o hotel está repleto de convidados e, ainda por cima, se apaixonasse por Mavis.

Serei honesto: Eu nunca liguei muito pra Hotel Transilvânia. A despeito da premissa promissora, um hotel feito pelo conde Drácula para monstros terem férias sem humanos enchendo o saco [Quem nunca quis férias sem humanos enchendo o saco?], sempre me pareceu um daqueles filmes feitos só pra cumprir com cronograma, bater meta, ou algo assim. O tipo de coisa que se diz que é só pra cumprir tabela. E eu acabei descobrindo estar enganado, mesmo com a participação de Adam Sandler [Apesar da dublagem dele não estar tão reconhecível assim, ou talvez por isso mesmo].

A história não é nada de novo: A menina monstro-vampiro-gótica Mavis [Que eu não sei porque, me lembra a Aline] foi criada pelo pai superprotetor Drácula, depois que a mãe morreu. Ai ela conhece um humano, que na cabeça do pai dela é igual todos os outros: Boçal. Eles se apaixonam, blá blá blá. Mas o filme vale muito mais pela comédia de situação [Ou sitcom, se preferir] do que como romancezinho mela cueca de humano e vampiro. Se você quer esse tipo de abominação, vai ver Crepúsculo. Ou melhor, não vai ver nada, faz um favor pra humanidade e nunca mais interaja socialmente.

Claro, não vai ter nada de politicamente incorreto [Talvez se você for um monstro, o que é uma possibilidade, já que você está lendo o Bacon], mas são umas piadas bacanas de monstro, se você não esperar uma profundidade da Pixar ou aquela cara de sempre da Dreamworks.

 Isso aqui. Se você não manja de inglês azar o seu.

Mas não, isso aqui é trabalho da Sony Pictures Animations, que corre por fora pra ganhar uns trocados. E aparentemente eles não estão tentando se tornar uma terceira força, já que isso não faz a menor diferença, em termos práticos. A galera só quer fazer o trabalho dela e ganhar um trocado com isso. E há de se considerar que o trabalho dos caras não tá ruim, no quesito visual. A animação não tem nenhum problema grave, até onde eu reparei. Claro, não é pra ser algo realista, mesmo porque isso dá um trabalho do cão e não costuma gerar resultados muito bons. É feita pra ser fofinho, pra criançada, pra família toda. Pra gerar “óuns” nas cenas bonitinhas e “eca” nas cenas de nojinho. Mas um eca bem leve, porque gerar rejeição não dá dinheiro.

Os personagens são aqueles monstros clássicos de sempre: Vampiro, Frankenstein, múmia, lobisomem. Mas o modo como eles são tratados, como se eles fossem só um grupo de pessoas esquisitas, e não monstros sedentos por sangue e destruição, acaba gerando bons momentos, como os filhos do lobisomem, que são hiperativos e não deixam ele dormir. Mas o grande personagem é a mochila de Jonathan, com mais profundidade e atuação que todo mundo.

Hotel Transilvânia

Hotel Transylvania (91 minutos – Animação)
Lançamento: EUA, 2012
Direção: Genndy Tartakovsky
Roteiro: Peter Baynham e Robert Smigel, baseados na história de Todd Durham, Dan Hageman e Kevin Hageman
Elenco: Adam Sandler, Andy Samberg, Selena Gomez, Kevin James, David Spade, Steve Buscemi, Cee-Lo Green e Molly Shannon

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