Histórias e seus contadores

Analfabetismo Funcional segunda-feira, 09 de março de 2009

Essas semanas atrás, eu falei sobre cartas e tudo o mais. Um comentário feito ali me fez mudar de idéia e dar um pouco mais de atenção para esse tipo de escrita. Mesmo assim, ao ler algumas e escrever algumas observações, percebi que tem que existir um certo interesse nisso, saber o que procurar, arranjar um sentido para o que se diz ali. E nisso tudo de pensar em cartas e histórias contadas nelas e diários e tudo o mais, consegui chegar a uma conclusão meio falha, mas foda-se, vou colocar ela aqui assim mesmo. É tão idiota que pode ser que tenha alguém que concorde comigo, nunca se sabe.

Escrever fatos sobre você, situações que merecem ser compartilhadas é algo que motiva algumas pessoas. Viver intensamente cada momento para que eles valham uma história depois é algo que as faz seguir em frente. Sou uma dessas pessoas, tiro o que há de melhor de cada situação, achando algo para se contar delas. Uma passeada pela cidade, uns minutos sentado num banco de praça, uma discussão com um mendigo bêbado, tudo isso rende uma boa história, se for bem contada. O que nos leva ao centro da questão e ao título desse texto, finalmente.

Andando por umas sebos, às vezes me deparo com algumas coisas que me fazem pensar um pouco. Da última vez, folheando um livro qualquer, acabei por parar em um capítulo que se chamava “o gene contador de histórias”. Tive que comprá-lo só para saber em que contexto aquele capítulo levava o nome que tinha, mas isso não vem ao caso, o que interessa é que aquele capítulo me fez pensar em coisas suficientes.

Por que para algumas pessoas contar histórias é algo tão difícil? Algo as impede de fazer isso, não sei exatamente por que, mas presumo que seja vergonha de ser o centro das atenções por alguns minutos. Outras tem uma certa facilidade de contar as coisas, mas existe algo que faz com que NINGUÉM preste atenção nelas. É difícil encontrar um meio termo na hora de contar algo, “devo despejar tudo de uma vez ou devo detalhar?”, “Será que isso não é idiota demais?”, “vão me achar bobo ao falar essas coisas?”. Pensar nisso não ajuda em nada, tenho que dizer.

O principal de tudo é gostar do que se está falando. Qualquer arrependimento pode deixar a história tola. Mentir também a deixa enrolada, e se você faz isso, é quase certo que irá se confundir com algo mais a frente. Desse jeito, até uma ida à padaria para comprar pão com mortadela terá sua importância se contada de maneira certa, pode ter seu destaque.

E, no fim de tudo, contar histórias é um bom exercício. Pelo menos, é bem divertido, faz com que os outros riam, que você se sinta bem por estar falando e também, é uma coisa a se fazer quando todo mundo tá quieto. Fico por aqui e até semana que vem.

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