Godzilla

Cinema quinta-feira, 15 de maio de 2014

Joe Brody (Bryan Cranston) criou o filho sozinho após a morte da esposa (Juliette Binoche) em um acidente na usina nuclear em que ambos trabalhavam, no Japão. Ele nunca aceitou a catástrofe e quinze anos depois continua remoendo o acontecido, tentando encontrar alguma explicação. Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson), agora adulto, é soldado do exército americano e precisa lutar desesperadamente para salvar a população mundial – e em especial sua família – do gigantesco, inabalável e incrivelmente assustador monstro Godzilla.

É difícil fazer uma resenha sobre Godzilla.

A criatura em si já carrega consigo um preconceito gigantesco vindo dos filmes japoneses e o tão famigerado filme com o Matthew Broderick (Lembra-se dele curtindo a vida adoidado?). Então porque fazer mais alguma coisa com ele? Todo o histórico dele mostra que não se pode fazer nada realmente criativo com uma criatura gigantesca alterada pela radiação.

Não posso dizer que eles não tentaram, afinal a direção é completamente conceitual, a fotografia é bem artística, utilizaram atores de forte cunho dramático, e as cenas de destruição ficam em segundo plano por um bom tempo do filme. Que pena.

Enredo

O filme começa com os testes de bomba atômica da época da guerra fria, mas isso não é o responsável pela criação do Godzilla, pelo contrario, os testes foram uma forma de que encontraram para destruir a criatura na década de 50 (Uma clara referencia aos originais japoneses). Ai o filme começa.

Em uma ilha nas Filipinas, Daisuke Serizawa (Ken Watanabe) encontra restos de uma criatura gigantesca, aparentemente maior até que o próprio monstro morto em 52. Junto com a carcaça da criatura há como se fosse um casulo destruído de alguma outra criatura.

Enquanto isso, na região em que se encontra uma usina nuclear japonesa onde trabalham os americanos Joe e Sandra Brody (Respectivamente Bryan Cranston e Juliette Binoche) vem ocorrendo diversos tremores. Preocupado com o que pode acontecer, Joe manda Sandra verificar, mas, mais clichê impossível, os tremores causam o vazamento da usina, o que causa a morte de Sandra, deixando Joe para cuidar do jovem filho do casal.

Quinze anos depois, o jovem Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson, aquele do Kick-Ass mesmo, só que com umas gramas de albumina a mais) volta pra casa após servir ao exército, para encontrar seu filho e sua esposa. Mas quando chega, é avisado que o pai foi preso no Japão por tentar entrar na área contaminada da usina que matou sua esposa.

Indo pro Japão, o antigo Kick-Ass tira o pai da cadeia e resolve ir junto com ele pra área contaminada. Exatamente, sem uma explicação plausível, exceto talvez o fato de seu pai demonstrar que está claramente louco e, como o provérbio diz, nunca deve se contrariar os loucos.

A partir desse ponto, muitas coisas acontecem em ordem frenética, deixando o espectador meio confuso. Ford e seu pai descobrem que quem fez tudo foi um monstro enorme que desperta na hora que eles estão lá. Assim, por ser um soldado americano, Ford resolve ir atrás dele junto com o grupo que já o caça a muuuuito tempo, os homens que foram responsáveis por destruir o Godzilla no passado.

Efeitos Especiais e Fotografia

Claro que o filme de lagartão gigante que invade uma cidade e destrói ela inteira não poderia economizar nos efeitos especiais, mas o fato deles manterem o design do Gojira original detona um pouco o realismo da coisa. Ok, eu sei que não da pra ser realista no filme desses, mas poxa…

Mas teve algo interessante e inusitado no filme: A fotografia. Com cena de enquadramentos fantásticos, visão em primeira pessoa, contraste de sombras e de cor, é uma fotografia digna de filmes cults europeus. Muito diferente do que estamos acostumados em filmes de ação hollywoodianos. Ainda não consegui me decidir se o filme pedia isso.

Personagens

Joe Brody é o personagem que todos queríamos ver, o personagem do Walter White. Joe é um engenheiro nuclear que se sente responsável pela morte de sua esposa no acidente da usina. Após isso, ele cria sozinho Ford Brody, que cresce tendo um pai cheio de culpa e um tanto quanto maluco. O que faz qualquer criança nessa situação? Ele entra para o exército.

Outro personagem de grande “importância” na história é a mulher de Ford, Elle (Elizabeth Olsen, irmã mais nova das gêmeas Olsen, lembra delas? Alias Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson são os irmãos Wanda e Pietro Maximoff no Vingadores 2), que é enfermeira em São Francisco.

Mas o personagem mais importante é Daisuke Serizawa, ele sabe tudo, conhece tudo, manja das putarias dos monstrengos. Desde o começo, ele mostra ser “o cara” e mesmo assim o exército norte-americano teima em não seguir o que ele fala (Essa parte eu achei realista, os americanos não escutam ninguém mesmo).

O ultimo personagem dá nome ao filme, Godzilla. Desde a primeira cena dele até ultima, você quer o ver destruindo tudo. E, sinceramente, foi pouco.

Considerações Finais

Porque fizeram isso? Eu queria ver um filme de ação, um monstrengo destruindo uma cidade inteira, não uma bela fotografia ou dramas pessoais. Eu fui ver um filme de catástrofe, não pensar sobre minha vida.

Tá, querer revolucionar o conceito do monstrengo japonês para nós que somos americanos é interessante, mas não é o que esperava. Sai do cinema querendo mais brutalidade.

Godzilla

(123 minutos – Ação, Aventura, Sci-Fi)
Lançamento: EUA, 2014
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Max Borenstein, Dave Callaham
Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Bryan Cranston, Ken Watanabe, Sally Hawkins, Juliette Binoche, David Strathairn e Victor Rasuk

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  • Vítor Guimarães

    Porra, esse povo nunca fica feliz mesmo. Quando só tem ação no filme, reclama e fala que é mais um típico blockbuster de Hollywood. E agora quando tem uma fotografia foda, cenas memoráveis e jogos de câmera bem feitos, reclama e fala que queria mais ação. Esse Godzilla novo foi um filmaço, só pecou na morte precoce do – metonímias a parte – Walter White. O Godzilla soltou até o clássico poderzinho pela boca! Queria mais o quê?

  • Marcel Criveli

    O Godzilla é foda pra caralho pena que ele é um a cereja em um bolo feito de estrume. Para mim, esse filme alcançou um 7 na escala de zero a Batman de decepção cinematográfica.

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