Glow

Televisão terça-feira, 04 de julho de 2017

Um bando de mulheres desajustadas tentando a sorte e a fama em um programa de luta livre dirigido por ninguém menos que Marc Maron. Não tem como não querer assistir isso, né? Se você adicionar a Alison Brie, a Kate Nash, uma mina que acha que é uma loba e a versão de Cum On Feel The Noize do Slade então… Ah, tem um teaser com a Gretchen e a Ritaça Cadillac se pegando na porrada também. Caras, assistam isso aí, vai.

Glow é mais uma série da Netflix, o que hoje em dia não é mais sinal de qualidade, e significa Gorgeous Ladys Of Wrestling e caso você não tenha assistido a série e esteja neste exato momento achando que está tendo um deja vu, saiba que a série é baseada em uma história real. Sim, as lindas mulheres da luta livre existiram de verdade, inclusive foram exibidas no SBT com o nome Luta Livre de Mulheres.

A série conta a história de Ruth Wilder, mais tarde conhecida como Zorya, A Destruidora, uma atriz desempregada e um pouco filha da puta, que acaba encontrando no novo programa de Sam Sylvia a oportunidade perfeita para mostrar seus dotes artísticos para o mundo. Mas como em toda boa série da Netflix, a protagonista não é o melhor personagem da trama, e é aí que entram She Wolf e Machu Pichu. A primeira, ainda pouco desenvolvida, veste-se e age como uma loba selvagem; a segunda, vem de uma família de lutadores profissionais que não querem que a única mulher da família siga o mesmo caminho.

Apesar de ser dos mesmos criadores de Orange Is The New Black, Glow não vem recebendo a devida atenção da mídia e dos assinantes da Netflix. Há quem diga que a série não se aprofunda nos personagens, mas pra uma primeira temporada de 10 episódios a série desenvolve muito bem suas personagens, entregando o básico e deixando algumas questões para serem desenvolvidas em temporadas futuras. O que eu venho vendo nas críticas sobre a série é uma má vontade e um pouco de mimimi dos fãs de Orange Is The New Black, que diga-se de passagem, não tá bem das pernas já faz umas três temporadas.

Cito Orange Is The New Black porque Glow é dos mesmos criadores da série, e como pais alcoólatras que erram com o primeiro filho e tem uma segunda criança na esperança de se redimir, Glow é sim o grande acerto dos mesmos, uma puta série feminista que luta contra estereótipos e que ainda por cima não tem a chatice da Piper.

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