Gênero: Romance

Cinema terça-feira, 28 de junho de 2011

Você tem calafrios só de pensar em romance? Acha um saco assistir aqueles filmes açucarados? Além de gosto pessoal, você pode ter amargado o azar de só assistir aos filmes mais faiados do gênero. Mas fique tranquilo, hoje tudo isso pode mudar! Com as minhas indicações de filmes românticos, sua posição diante deles vai ser bem mais amigável. Esqueça as horas de tortura, essa finíssima seleção trás alguns dos melhores filmes românticos de diversas décadas, mostrando que amor não é necessariamente cafona. São diversos enfoques, críticas e lentes sobre um sentimento que querendo você ou não, move a todos nós.

Closer – Perto Demais (Closer) – 2004

Closer conta a história de quatro personagens: Alice (Natalie Portman), Dan (Jude Law), Anna (Julia Roberts) e Larry (Clive Owen). Alice e Dan mantém um relacionamento, mas durante uma sessão de fotos com Anna, Dan acaba apaixonando-se pela fotógrafa. Dias depois, Anna conhece o médico Larry e o namoro dos dois transforma-se em casamento. No entanto, Anna e Dan continuam a se encontrar sem o conhecimento de seus respectivos companheiros. Tudo parecia não passar de uma simples traição, mas nada é tão simples quando envolve egos feridos, mentiras e claro, amor. O melhor trunfo do filme são certamente os diálogos francos, e a verdade que mais parece um soco na boca do estômago. Sabe aquele dia onde tava tudo bem e de repente uma discussão besta estragou tudo? Closer mostra isso e muito mais. São as conseqüências do amor real que nem sempre é romântico como se imagina…

…E o Vento Levou (Gone with the Wind) – 1939

Muita gente tem preconceito com esse clássico, o que não poderia ser mais injusto. …E o Vento Levou merece toda a fama e os prêmios que faturou (13 indicações ao Oscar, ganhando 10 deles). O filme é brilhante ao contar a saga da mimada Scarlett O’Hara, filha de um rico fazendeiro do sul dos EUA durante a Guerra Civil. O filme começa mostrando todas estripulias da garota para conseguir o quer, incluindo o vizinho Ashley Wilkes. Ashley, no entanto, acaba por se casar com Melanie Hamilton, por quem é verdadeiramente apaixonado. Scarlett, doida de ciúmes, se casa então com o irmão de Melanie, no intuito de ficar mais perto do agora cunhado Ashley. No meio disso tudo, explode a Guerra Civil Americana, deixando Scarlett viúva, pobre, com muitas responsabilidades e pouca gente para ajudá-la. É aí que a protagonista deixa de ser cocota para se tornar uma mulher perspicaz, habilidosa e inteligente. No meio do caminho, Scarlett reencontra ainda Rhett Butler, que a ajuda em diversas situações e por quem ela acaba realmente apaixonada (Mesmo os dois vivendo como cão e gato). Através de Scarlett O’Hara (Esquecendo toda a parte histórica e a visão sulista), …E o Vento Levou trás à tona a confusão de sentimentos que é estar apaixonado e que amor é diferente da teimosia de querer o que não se pode ter.

Lendas da Paixão (Legends of the Fall) – 1994

Lendas da Paixão conta a história dos três irmãos Ludlow: Alfred (Aidan Quinn), Tristan (Brad Pitt) e Samuel (Henry Thomas). Os três acabam apaixonados pela mesma mulher, Susannah (Julia Ormond), que está noiva do irmão mais novo, Samuel. A guerra e a paixão que nutrem por Susannah faz com que os irmãos se afastem tomando rumos muito diferentes um dos outros. O ponto positivo é que Lendas da Paixão tem uma ótima história, aqui narrada pelo índio One Stab, um dos agregados da fazenda dos Ludlow. Os personagens são tremendamente bem explorados, a trilha sonora é sensacional (Você vai reconhecer algumas das músicas) e além do amor por Susannah, fica muito claro o valor e os laços que unem uma família, mesmo depois de tantos percalços. A cena onde Samuel morre na guerra é de dar nó na garganta!

Diário de Uma Paixão (The Notebook) – 2004

Noah (Ryan Gosling) e Allie (Rachel McAdams) se conhecem durante as férias de verão em Seabrook dos anos 40. Nesse período vivem um romance animado, cheio de brigas e muita paixão. Com o fim das férias, uma briga memorável e obviamente pela diferença social entre os dois, Noah e Allie se vêem separados pelas circunstâncias e tentam seguir normalmente com suas vidas. Anos depois, quando Allie está prestes a se casar, resolve voltar à Seabrook afim de enterrar o fantasma de Noah, ou ao menos entender o conturbado rompimento. Mas como bem sabemos que não se mexe com quem está quieto, é lóógico que não rola só uma conversa. E nessa recordação dos velhos tempos, o filme mistura um pouco da atualidade, deixando a história dinâmica e emocionante. Esse é daqueles pra desidratar de tanto chorar, é a melhor adaptação dos livros mela-cueca de Nicolas Sparks e eu recomendo muito, mesmo.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain) – 2001

Amélie Poulain é uma filha única que sempre foi superprotegida. Tanto foi, que não aprendeu a lidar com seus próprios sentimentos e desenvolveu como hobby uma mania nada convencional de ajudar os que estão a sua volta. Com pequenas atitudes, vai aos poucos levando felicidade aos outros. É quando Amélie se apaixona perdidamente por Nino, um cara tão excêntrico quanto ela. O dilema agora é que não basta arrumar a casa do vizinho, Amélie também tem seus próprios problemas para resolver, e quem poderá ajudar? O Fabuloso Destino de Amélie-Poulain é leve, delicado e muito sensível. Desperta em nós diversos sentimentos diferentes, desde a empatia à nostalgia e se utiliza de uma edição criativa para a apresentação dos personagens. Filme de amor romântico, mas que tem impresso uma bonita visão da vida.

Minha Bela Dama (My Fair Lady) – 1964

Muito antes de surgirem os filmes adolescentes sobre apostas (Você já vai entender), Minha Bela Dama já se utilizava de tal artifício. Eliza Doolittle (Audrey Hepburn) é uma mendiga que vende flores pelas ruas de Londres, e durante um expediente qualquer topa com Henry Heggins (Rex Harrison), um orgulhoso professor de fonética que diz conhecer as pessoas apenas por seus sotaques. Ao conhecer Eliza (Que tem uma péssima voz), Heggins trava uma aposta com o amigo Pickering de que conseguiria transformar a mendiga em uma dama somente através da correção dos defeitos em sua fala (E com um banho de loja). Durante o processo de aprendizagem de Eliza, as coisas fogem ao controle e os dois acabam apaixonados. Porém o fato da convivência ser parte de uma aposta (E de Heggins flutuar em sua soberba), podem botar tudo a perder. Filme divertidíssimo (Destaque também para Stanley Holloway, que fez o trambiqueiro pai de Eliza), com ótimas atuações e pra quem acha que Audrey Hepburn é só Bonequinha de Luxo.

A Vida É Bela (La Vita è Bella) – 1997

Muitas vezes tido como drama sobre o Holocausto, A Vida É Bela é na verdade uma comédia dramática com ênfase no amor entre Guido e Dora. Durante mais de 50 minutos de filme, Guido tenta conquistar Dora (E consegue), exclama o clássico bordão “Buon giorno, principessa!” e constrói uma empatia entre o expectador e a amável família que nasce da união dos dois. A reviravolta no enredo com Guido, a esposa e o filho Giosuè sendo levados aos campos de concentração só fortalece o amor que já havia sido trabalhado na primeira parte do longa. Com atuações de tirar o fôlego e cenas emocionantes, A Vida É Bela é uma grande lição do título à última cena.

A casa dos Espíritos (The House of the Spirits) – 1993

Filme adaptado de um romance da escritora Isabel Allende, chilena inspiradíssima. E antes que você pergunte: Não, não tem nada de sobrenatural ou horror. O tema aqui é a história de Esteban Trueba, narrada pela sua filha Blanca, contando toda a vida da família e o contexto político vivido durante o golpe militar no Chile. O longa tem uma narrativa linear e constante, e só para melhorar Meryl Streep está numa de suas melhores atuações. Glenn Close, Jeremy Irons, Winona Ryder, Antonio Banderas e Vincent Gallo fecham um elenco afiado que emociona. As cagadas Os erros de Esteban refletem em todas as gerações da família e nos fazem pensar em como as coisas são interligadas. Aqui o amor é visto sob muitas lentes.

Namorada de Aluguel (Can’t Buy Me Love) – 1987

Antes de ser um médico bonitão em Grey’s Anatomy, Patrick Dempsey foi um nerd tenebroso em Namorada de Aluguel. Apesar de bem mais leve e engraçado que todos os filmes listados, o longa não perde em nada ao contar a história de Ronald Miller, que depois de tirar o pitél da escola, Cindy Mancini, de uma cilada, exige como pagamento que a garota finja ser sua namorada por 4 semanas. O pacto dá certo e Ronald colhe os frutos de ter uma namorada popular. Encantado com a nova vida social que têm, ele acaba ignorando claros sinais de que Cindy (Por quem ele sempre foi apaixonado) está realmente a fim dele e se preocupa mais em cuidar de sua popularidade. O filme é uma ótima crítica aos adolescentes Maria-vai-com-as-outras e a cena do cemitério de aviões merece destaque. Divertido mas ao mesmo tempo inteligente.

+ Romances que valem a pena: Casablanca, Antes do Amanhecer, Shakespeare Apaixonado, O Último dos Moicanos, Como Agarrar Um Milionário, Vicky Christina Barcelona e o atual Namorados para Sempre.

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  • Já assisti (quase) todos da lista o.O Só não gostei muito de Lendas da Paixão e não vi O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. E o vento levou e Casablanca são dois dos meus favoritos pq além das excelentes histórias que se seguram por si mesmas sem ter que apelar,tem os dois “galãs” mais phodas que eu já vi.

  • yuri

    Eu não gosto de romances e assumo, mas caramba, esse post da Jade me fez ver que já vi bastante!

    Princesinha, pra mim o melhor sempre será Luzes da Cidade, do Charlie Chaplin

  • Gabriel

    Sem Blue Valentine? Ou estou confundindo o gênero?

    Also, não seria romântico o certo?

    (está frio e nesses dias fico chato, foi mal Jade :( )

  • Gabriel no finzinho ela recomenda Namorados para Sempre, que é o nome nacional para Blue Valentine ^^

  • Jade Zamarchi

    Obrigada, Gláucia! Aproveitando: quando falamos em gêneros o correto é “Romance” mesmo.

  • Boa lista, Jade. Você tem sido meu consolo desde que fiquei órfã do Vassourada.

  • Tb senti falta de Casablanca!

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