Foo Fighters – Wasting Light

Música segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Será difícil desviar as atenções de Wasting Light esse ano, que foi produzido por Butch Vig, o mesmo do histórico Nevermind, do Nirvana, do qual Dave Grohl foi baterista. O álbum conta com a participação de Krist Novoselic, outro ex-integrante da banda, que toca baixo e acordeão na música I Should Have Known, e de Bob Mould, do Hüsker Dü. Além disso, Wasting Light marca o retorno do guitarrista Pat Smear, que, depois de um breve período na banda de Kurt Cobain, integrou o Foo Fighters até 1997, quando foi lançado o já clássico disco The Colour and The Shape. Não é a toa que este já é considerado o melhor trabalho da banda desde os dois primeiros discos. Fãs do Foo Fighters selecionados e amigos da banda foram para o pequeno bar de Los Angeles chamado Paladinos para ouvir as novas músicas feitas para abalar os estádios. Grohl já fez isso antes. Mas dessa vez foi diferente.

Grohl tinha outras idéias inacabadas para Wasting Light: Vendo pela frente uma vibe do Nirvana Unplugged em I Should Have Known, ele não pensou duas vezes ao fazer um convite ao Krist Novoselic para fazer uma participação especial. Essa música não foi tocada nos mini-shows feitos no Paladinos, mas Grohl tocou algo que Novoselic já conhecia: Marigold, o b-side de Heart-Shaped Box e a única música do Nirvana em que Dave canta sozinho.

Grohl tem passado os últimos anos abraçando seu passado. Primeiro foi o Greatest Hits: A banda achou prematuro; já o público não teve a mesma opinião. O sucesso do Foo Fighters deixa Grohl mais confortável com a mini-reunião do Nirvana que ocorreu em Wasting Light.

Eu não podia ter o Krist ou Butch no primeiro álbum do Foo Fighters. Se eu fizesse isso, deixaria a impressão de ser uma pessoa terrível explorando o Nirvana. Não podia fazer isso no segundo, terceiro ou quarto álbum também. Fazem dezessete anos desde que o Nirvana era uma banda. Em algum momento da minha vida eu teria que me sentir bem em fazer um álbum com Butch, me sentir bem em tocar com o Krist, em ter o Pat lá, e ter todos reunidos em uma sala. Dezessete anos é o suficiente. Não queria esperar pra sempre.

Wasting Light foi gravado na garagem de Grohl, com fita cassete analógica, sem computadores. Não sei se foi por isso, mas nunca mais tinha sentido uma vibração tão boa ouvindo Foo Fighters. Nesse disco Grohl finalmente conseguiu acertar a mão de novo, sem dúvida temos aqui as melhores músicas dos Foo Fighters em mais de 10 anos, sem falar que as 3 guitarras cairam muito bem, deixando som da banda muito mais enérgico. Todas as músicas detonam, em especial White Limo, em que Grohl chega a me fazer lembrar dos berros esganiçados de Nick Oliveri no Queens of the Stone Age. Tão boa que foi a pior coisa que encontrei no disco (Sério mesmo? Sempre volto pra ela, deviam ter posto logo como a primeira do disco!). Interessante que no inicio dos Foo, eu achava a banda péssima ao vivo, parecia que o Grohl só queria saber de berrar. Era mais uma banda de clipes e de estúdio. Interessante ver como a banda melhorou a cada disco e agora é cada vez melhor ao vivo. Fiquem agora com a última do disco, ao vivo, como só o Foo Fighters sabe ser.

Wasting Light (Foo Fighters)


Lançamento: 2011
Gênero musical: Rock
Faixas:
1. Bridge Burning — 4:47
2. Rope — 4:19
3. Dear Rosemary – 4:26
4. White Limo — 3:22
5. Arlandria — 4:28
6. These Days — 4:58
7. Back & Forth — 3:52
8. A Matter of Time — 4:36
9. Miss the Misery — 4:33
10. I Should Have Known — 4:15
11. Walk — 4:16

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  • É, tá ficando difícil não ouvir esse albúm desde que ele saiu.
    Sempre gostei de Foo Fighters, gosto desde o início e acho q a evolução exibida pela banda reflete muito da evolução do Dave Grohl como letrista e como compositor.
    A cada albúm ele se expressa de forma mais clara sobre essas questões existênciais que permeiam a cabeça dele e também consegue mesclar baladas com pauleiras, diferente do início, quando as músicas eram só pauleiras ou só baladas.
    O “echos, silence, patience and grace” tinha me supreendido pelo tom sereno de várias faixas, mas wasting light conseguiu ser ainda melhor.

  • Mário

    Tava com a expectativa pra esse CD lá em cima e realmente supriu, não foi mais do que eu esperava mas também não foi pior.
    Lendo o quote da declaração dele e ouvindo a ultima música do cd (walk) até se nota uma, talvez vaga, ligação.

  • Bel

    excelente review, concordo com cada linha. acho que esse album é o ápice da criatividade do grohl que, somado às parcerias certas, pariu um album pra entrar na história. o album prévio também foi ótimo, mas faltou a energia de sempre, foi uma coisa mais madura e calma. o wasting lights tá NO PONTO e, como disseram acima, tá difícil parar de escutar ele. cada vez que repito uma faixa encontro algo novo pra admirar.

    belo post :)

  • Penny

    caras, ficou muito bom esse novo layout do site! adorei! agora posso ler as matérias de vocês deitada na minha cama, lendo no meu celular! e patabens a todos os novos membros!

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