Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift

Games sexta-feira, 06 de março de 2009

Caraca, tem que falar de jogo bom pra vocês de novo? Mas o PS2 não está me dando fé, o que fazer? Vou jogar DS… Peraí, mas tem jogo bom no DS! (Apesar das constantes reclamações de nosso editor-chefe…) E se chama Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift.

“Cagaio, Black, que nome grande!”

É, eu sei, pequeno gafanhoto, por isso vamos chamá-lo de FFTactics A2, beleza? “E o que é esse Tactics A2, Black?”, você me pergunta, caro jogador de Final Fantasys? Senta, que lá vem história.

 ISTO é FFTA2! Animador?

Nos primórdios da era Sony, quando sua carcaça era de plástico barato cinza e seus jogos eram em simples CD, surgiu das profundezas do calabouço da Square um obscuro game de estratégia que tinha tudo pra estragar o bom nome da série Final Fantasy: Sistema bem complicado de evolução, mexia com os esteriótipos da empresa e continha uma penca de personagens, o que poderia fazer os fãs das séries mais “tradicionais” torcerem o nariz. Bem pelo contrário, Tactics virou lenda e hoje em dia tem até remake (meio nas coxas) feito para PSP. Nasceu um sistema todo novo.

 O sistema de A2 é parecido com o do original, então dá pra sentir como era.

E o GBA recebeu seu sucessor: FFT Advance, um jogo bem inferior ao original, com um novo sistema de regras para batalha, personagens menos profundos e gráficos “bonitinhos” demais. Sério, não cuspo no prato que como, mas Advance me decepcionou MUITO. Por isso, quando lançaram Advance 2 para DS eu já olhei com preconceito, esperando OUTRA porcaria. Liguei o videogame, vi o começo de uma história meia-boca e veio a primeira batalha: Chutei o balde e não larguei mais essa porcaria. Já passam de cem horas de jogo.

 E tive muitas batalhas assim…

A história, realmente, não é o ponto forte de FFTactics A2. Você é Luso, um estudante meio lerdo que é obrigado a passar o último dia de aula na biblioteca, limpando e catalogando… SOZINHO. Lógico que, desgraça pouca é bobagem e, ao abrir um livro, você é imediatamente jogado em uma floresta, com um enorme bicho estranho. Surgem então três guerreiros para ajudá-lo. O líder deles diz se chamar Cid (coincidência pouca é bobagem… Logo no início do jogo!) e te oferece a chance de se juntar a eles… Garantindo sua vida e a vitória deles.

 Er… ESTE é o Cid… Meio excêntrico, não?

A partir daí você praticamente é dono do clã, já que controla tudo e todos (ou quase, já que Cid vai demorar MUITO pra se tornar playeable) e decide quem entra e quem sai do grupo. Para evoluir você pode escolher duas formas: seguir a história original (E terminar o jogo em mais ou menos dez horas) ou simplesmente fazer Side Quests. Recomendo, obviamente, que você esqueça totalmente da linha da história por um tempo e tente completar quantas side quests puder. Além de conseguir ótimos itens, você se tornará extremamente forte e habilitará novas jobs para seus personagens, além de conseguir até alguns convidados para seu clã (saídos diretamente de Final Fantasy XII).

 Nem digo quem são os extras…

O sistema de jobs desse jogo é tão bom quanto o do Tatics original, mas utiliza um argumento diferente: Você escolhe uma job e então pode comprar e equipar uma série de armamentos, armaduras e acessórios. Esses equipamentos lhe fornecem habilidades que possuem um custo, adquirido com experiência da batalha. Quando o custo completa, a habilidade é sua e você pode trocar de equipamento. A enorme gama de poderes que esse sistema fornece torna capaz de criar combos absurdos (Hunters com habilidades de archer quem?). Mas cuidado: Cada raça tem uma quantidade definida de jobs e não pode acessar todas. As Vieiras (aquelas com orelha de coelho, sabe? heh) são as únicas que podem usar spellblade, os Moogles podem montar chocobos, etc.

 Saca só a tabelinha…

Só uma coisa me decepcionou no jogo todo: Mesmo quando completei uma série de quests e encontrei a dungeon mais forte (Tão forte quanto o chefão final que, aliás, é ridículo de forte na primeira vez) senti que não havia conseguido tudo que podia. Explico: Para adquirir novos equipamentos, você utiliza o loot da batalha, geralmente um punhado de peças inúteis, e os troca pela receita do item no mercado. A partir daí, é possível adquirir esses itens. Ok, terminei 90% do jogo e olhando a lista, me parecia que falta MUITA coisa ainda e não tenho mais side quests a fazer. Ficou o gostinho de vitória amarga aí, aquela que não é total.

 Ele nem teve oportunidade de virar macho…

Ainda assim, não largo desse jogo que me tomou o equivalente a CINCO dias já. CINCO dias que eu podia fazer qualquer outra coisa, Square! Gah!!! Recomendado. PS: Luso também faz uma ponta em Final Fantasy Tactics War of the Lions, o remake do original pro PSP.

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