Eu vi Kill Bill. Pela primeira vez

Cinema segunda-feira, 08 de abril de 2013

Sim, é sério: eu vi Kill Bill hoje pela primeira vez. Vol. 1 e Vol. 2. E foi na semana passada, uns 10 anos após o lançamento do primeiro filme. E não, eu não vivo numa bolha.

Confissão feita, agora vem a reflexão: Todas (Eu disse TODAS) as pessoas com quem eu conversava e mencionava o filme e escutavam que eu nunca tinham visto Kill Bill, automaticamente me crucificavam, queriam me levar pra um hospício com uma camisa de força e me questionavam quase me xingando e espancando o porquê de eu nunca ter sentado na frente da televisão e gasto umas horas pra assistir a obra do Tarantino. E a resposta era muito, muito simples: Eu nunca tive vontade.

A gente vive numa sociedade que nos pressiona. Fato, todos sabemos. Se a gente não se encaixa naquilo que a maioria gosta, curte, come, ouve, veste, fala, pensa, a gente passa à qualidade de E.T. e é convidado a se retirar do universo. O direito da individualidade se perde no meio do coletivo, mas isso aí não é nenhuma novidade. É a inserção nas tribos e a mania de seguir determinadas imposições que mexem conosco. Com todos nós.

Mas o fato é que Kill Bill é tido como um filme que marcou o cinema, e se tornou uma obra referência pra um milhão de coisas no mundo. Eu sei, sempre soube. Mas eu não curto sangue, não curto matança em filme, não curto ficar tensa e ter que fechar os olhos de 5 em 5 minutos. Isso é o quê? Gosto pessoal. Apenas. Nunca critiquei o filme ou duvidei de sua qualidade. Apenas nunca quis ver.

Até que fui vencida pelo cansaço, sentei e vi. E gostei. Achei bom, não achei tão agressivo e sanguinário quanto imaginei que seria, mas Kill Bill definitivamente não entrou pra minha lista de filmes sensacionais. É bom, mas, na minha humilde opinião, não é tudo isso, a ponto de geral ficar louca de ódio quando eu falava que nunca tinha assistido.

Tribos. Inclusão. Senso comum. O que a maioria expõe é o que vigora. É o que comanda a atualidade. Existem filmes que, quando eu digo que nunca vi, ninguém dá a mínima. Porém, existem outros que parece que o mundo vai acabar e a culpa vai ser toda minha por não ter assistido. É o caso de Star Wars. Me perdoem, fãs, mas eu não tenho a mínima vontade de assistir e, quando penso em sentar pra ver 6 filmes intermináveis, a única coisa que me passa à cabeça é zzzZZZzz. E isso não significa que eu ache que os filmes são ruins ou que sejam chatos ou que devam deixar de ser exaltados por seus fãs. De forma alguma. Apenas não me sinto atraída e pronto. Simples assim.

A elite da cinematografia popular me diz o que é aceitável ou não. O que eu posso ver ou não. O que faz de mim um ser humano normal ou completamente doente por ter visto ou não. A sociedade super entendida de cinema impõe que clássicos que nem são clássicos, mas para eles sim, devem ser vistos, revistos e exaltados. Caso contrário, você é um hater ou um alienado.

Falar de filme está se tornando praticamente aquela história de política e religião: Não se discute. Até porque, vai que você gosta de algum filme ruim e te pegam na saída do cinema, ou da fila do download.

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