Ensaio sobre a cegueira

Livros sábado, 09 de outubro de 2010

Seu chefe te manda pede pra trabalhar sexta-feira à noite? Pois é, o meu sim. Mas que se foda, o assunto de hoje é importante: A literatura pelo ponto de vista de um cego. Sintam inveja do meu paradoxo.

Não sei se vocês sabem, mas a cegueira não é necessariamente algo congênito, ou seja, “que já nasce assim”. Também há vários níveis de cegueira, indo desde uma leve redução até a cegueira total. A cegueira está associada à duas partes do corpo: Os globos oculares e o cérebro, o que faz com que alguns milhares de reais sejam gastos em pesquisas para curar a cegueira “cerebral”.

Se a cegueira (Ou para ser politicamente correto, deficiência visual) ultrapassa certo ponto, a pessoa é meio que obrigada a aprender a ler braille, no qual é usado o alto e o baixo relevo, na forma de pontos, para escrever as letras, os números e tudo mais. O braille ajuda a desenvolver o tato. Não sei se vocês já ouviram isso, mas quando se perde algum dos 5 sentidos, os outros 4 restantes se adaptam, ou seja, se aguçam: É aquela história de instinto e necessidade de sobrevivência agindo no corpo humano.

Além do braille, vem sendo desenvolvidos vários projetos de áudio visando os cegos, caso do Porn for the Blind, que, bem, dispensa explicações. Se vocês procurarem na net, verão milhões de projetos procurando integrar os deficientes visuais à sociedade “normal”. Claro que tem as guias rebaixadas, carros com apito ao dar ré e tudo mais, mas é bom ver que a literatura também se adaptou à essa necessidade… Quero dizer, cego com um Kindle é o mesmo que um carro com um alce dentro: Pode até ser engraçado ver, mas o seguro não cobre.

 Meio dispensável, mas quem liga?

De qualquer forma, ser cego acarreta vários problemas. Não sejamos hipócritas, dizer “contratempos” seria mentira. E sim, ainda falta mais pesquisa e desenvolvimento no mercado para os deficientes físicos, mas de grão em grão a galinha enche o papo (E vai para a panela). Mas isso tudo não importa, o importante mesmo é que bolinhas em revelo de 180 anos de idade dão um cacete em telas multi-touch, tá ouvindo isso, Jobs?

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  • João Pedro

    porra, pensei que era uma resenha do livro. que merda.

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