E o Xbox One arregou e não será mais always online e não terá mais DRM

Games sexta-feira, 21 de junho de 2013

Saiu hoje dia 19 a confirmação da própria Microsoft de que eles “voltaram atrás” e “ouviram o feedback da comunidade”. Depois da E3 e de todo o movimento contra o console, finalmente decidiram revogar a porra toda, numa esperança de que os consumidores esqueçam todas as merdas que eles tinham feito… E isso não vai dar certo.

Quando a Microsoft começou a falar sobre a nova geração de consoles, e começaram a surgir notícias, ninguém estava muito feliz: A possibilidade de o console ter, obrigatoriamente, de se conectar à internet para funcionar, junto com uma política de controle dos jogos usados (DRM – Digital Rights Management) deixou muita gente puta da vida. Aí veio a coletiva da empresa, em que falou-se sobre tudo isso, confirmando rumores e teorias: O Xbox seria always online, teria DRM e o Kinect seria, também, obrigatório, sendo vendido junto com o console.

Na E3, que, por mais incrível que pareça, foi semana passada, a Microsoft manteve sua posição, divulgou o preço de 499 dólares (R$2199 por aqui) e véi, deu uma merda gigantesca. Quando a Sony declarou que não faria nada disso e que o PS4 sairia por 399 dólares geral tocou o foda-se (Inclusive eu) e declarou que a disputa tinha “acabado”, que a Sony simplesmente havia ganho a porra toda.

Pois então, MUITO barulho depois, a Microsoft soltou hoje um update e um FAQ confirmando que os DRM se foram, que o console não terá mais de se autenticar a cada 24 horas para funcionar e que ele será region free, ou seja, que você poderá importar seu console de puta que pariu e que ele irá funcionar normalmente.

Tudo muito bom, tudo muito bonito… Certo? Não, claro que não. O console ainda precisará ser conectado à internet, pelo menos uma vez, para configuração inicial, e depois irá funcionar offline. Ele também continuará sendo lançado nos mesmos lugares, ou seja, os míseros 21 países no mundo inteiro. A Microsoft ainda prometeu que terá “mais à comparitilhar depois”, ou seja, que mais informações podem surgir sobre essa coisa toda.

E aí? Arregaram total, o que não poderia deixar de acontecer, após a Sony ser aplaudida de pé na E3 e toda a “comunidade gamer” apoiar em peso a empresa. É claro que isso afetaria a Microsoft, afinal, seu principal concorrente tá com a fama de “bom moço” e com um console mais barato. BEM mais barato. Ou seja, se a Microsoft não mudasse seu posicionamento, ela tomaria no cu infinitamente, e, é claro, ninguém quer isso.

Acontece que mesmo tendo arregado, isso não apaga o que ela tentou fazer antes: Controlar o modo que o consumir usa o que é seu por direito, bloquear o uso do console na gigantesca maioria do mundo, tentar ser “amiguinha” das desenvolvedoras. Não há dúvida que muita gente que não compraria o One antes vá comprá-lo agora, mas isso não é uma vitória para a Microsoft, é só um mea culpa. Ainda há muita coisa que deve ser esclarecida até o lançamento do console, no fim do ano, e não pensem que a Sony ficará parada depois dessas declarações da Microsoft.

Nota do editor: Isso tudo é ótimo pro consumidor, mas pros desenvolvedores, ó…

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