Dilema: Você liberaria seu parceiro por uma noite por US$ 80 milhões?

Televisão quarta-feira, 26 de junho de 2019

Esse texto faz parte de uma série, em que ex-colaboradores e conhecidos retratam sua percepção sobre os 10 anos de Bacon. Ou, como no caso da Thatu, só escrevem alguma coisa mesmo.

Na série Dilema da Netflix, uma empreendedora de palco super renomada oferece US$ 80 milhões em investimento na empresa de uma mulher para ter uma noite com o marido dela.

Tá cheio de spoilers neste texto.

Falando por mim, isso não seria nenhum dilema. Eu aceitaria sem titubear. Mas ao que parece, para muitos casais, esse tipo de situação ainda é algo que não se lida com tanta facilidade.

A série Dilema, que foi lançada recentemente pela Netflix, começa com cara de uma versão invertida de Proposta Indecente, de 1993. Porém só parece. Eles mesmos citam – sem citar – a referência e fazem questão de deixar claro que é bem diferente.

Talvez eu seja desprendida demais para achar que a possibilidade de alguém passar uma noite com o meu marido em troca de US$ 80 milhões – até por bem menos, eu diria – não me cause o menor desconforto. Ok. Mas eu realmente queria entender qual é o ponto real dessa questão. Onde é que alguém se apega tanto à ideia de que o seu par não poderá, jamais, tocar outra pessoa, nem mesmo se for apenas por uma única noite, em troca de uma cifra que nem em 100 vidas a pessoa alcançaria.

Como eu disse, dilema nenhum para mim.

Para além de uma mera proposta, a série

A série me impactou já no primeiro discurso de Anne Montgomery (Renée Zellweger – ou Brigdget Jones, para os íntimos), porque eu sou dessas que se impressiona com (Bem) pouco mesmo. Tive até eu voltar pra ouvir tudo de novo, agora com a torneira fechada, porque eu comecei a assistir enquanto enxaguava a louça.

Corta pro dilema: Não era nenhum dilema, como já falei, né? Então eu só poderia esperar algo bem melhor. E tive (Ufa!).

O desenrolar dos próximos episódios em torno da trama de envolvimento das personagens estava indo bem e tudo fazia algum sentido. Exceto a parte do rolo entre o Dr. Ian Harris (Dave Annable), Angela (Samantha Marie Ware) e Todd (Keith Powers), que foi a coisa mais aleatória/arrastada por toda a série, só pra justificar o melhor amigo ausente nas horas mais complicadas do Sean (Blake Jenner), o marido alugado.

A construção das personagens do núcleo das tretas era até que boa, tirando o tal tio Dave (Não achei o ator no elenco), que ficou sem pé nem cabeça.

O grand finale

Não podia ter sido mais clichê! Sério. A trama toda se desenrolava bem, mas aí meteram a clássica e clichê explicação da garotinha largada, abusada e que engravida, mas ao invés de abortar, doa a filha, depois passa a vida vigiando-a até finalmente interferir na vida dela, porém de uma forma grotesca, maluca e sem qualquer cabimento.

E foi exatamente essa a justificativa para todo o imbróglio.

Anne era mãe de Lisa (Jane Levy), o que tornou a trama ainda mais maluca, porque ela teria alugado o marido para própria mãe. Porém não rolou sexo na noite do empréstimo. Ufaaa, né? Não! Porque rolou em outra noite. A sogrona pegou o genro, mas depois disso, quando rola o confronto final, ela jura que tudo o que fez, foi por amor à filha, para ela se tornar forte como ela.

Bom… Para mim, não poderia ter sido mais decepcionante esse final. Eu esperava algo como ela ser parente do cara que o Sean matou antes de conhecer Lisa. Isso, sim, seria interessante, porque faria todo o sentido com o comportamento dela de não medir esforços para prejudicar o casal. Mas ela ser a mãe? Não desceu…

Thatu Nunes é celebridade do Twitter, mãe, escritora e gosta de assistir umas séries nadavê.

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