Busca Implacável 2 (Taken 2)

Cinema quarta-feira, 17 de outubro de 2012

 Liam Neeson retorna como Bryan Mills, um ex-agente da CIA extremamente talentoso, que arriscou tudo para salvar sua filha Kim de sequestradores albaneses. O pai de um deles promete vingança pela morte do filho. Em uma viagem a Istambul, Bryan e sua ex-esposa são sequestrados. Desta vez, ele irá depender da ajuda da filha Kim para escapar, usando as mesmas táticas de sempre para salvar a todos e sistematicamente eliminar os sequestradores, um por um.

Cês lembram do primeiro Busca Implacável, lá de 2008, né? O Liam Neeson era um cara fodão, cuja filha tinha sido raptada na França. Por isso, ele teve que sair da aposentadoria pra não só trazer ela de volta, mas achar cada um dos sequestradores e matá-los, como ele bem gosta de frisar. Enfim, já nesse segundo… É claro que acontece praticamente a mesma coisa, mas quem liga?

Bom, tudo começa com Bryan e a esposa Jean Grey Lenore (Famke Janssen) ainda separados. Só que agora ela se divorciou do novo marido também. Então Bryan se mantém por perto, porque ele tá ligado nas paradas. Ah, e pra ver a filha. Nesse esquema, ele acaba convencendo as duas a viajarem pra Turquia com ele, que vai pra lá trabalhar como segurança. O problema é que enquanto isso, o pai de um dos sequestradores que Bryan matou no filme anterior planeja vingança. Boa saída pra repetir o argumento, apesar de tudo.

A partir daí, o filme vai acertadamente seguindo os passos do predecessor. Ritmo bacana, ação competente, sem firulas. Sim, toda a originalidade se foi, mas uns elementos bacaninhas são adicionados. Por exemplo, os realizadores brincam com essa imagem do Liam Neeson (O que já tinha sido visto no trailer dele falando com o público). Como quando Bryan descobre que a filha tem um namorado e a esposa precisa suplicar pra que não rastreie os dois e investigue o passado do cara. E mesmo não se levando tão a sério, o filme consegue manter um pé no realismo, apesar dos novos exageros.

 E Liam Neeson parece ter aperfeiçoado as habilidades de atirar/dirigir/ser amarrado e falar no celular ao mesmo tempo.

Outra coisa bacana foi a participação da filha, Kim (Maggie Grace). Já que agora Bryan e a esposa são sequestrados, ela tem que resolver a parada, ao menos no primeiro terço do filme. Isso era exatamente o que eu tinha medo que acontecesse quando essa sequência foi anunciada, já que aumentaria muito as chances de tudo dar errado. Se bem que o Luc Besson, produtor e roteirista, é bom em construir heroínas femininas. Que não é exatamente o que acontece aqui, mas a coisa dá certo mesmo assim, por se desenvolver rapidamente. E acaba sendo a parte mais criativa do filme, já que Kim tem que descobrir pra onde os pais foram levados com a ajuda de mapas, granadas e outros artifícios exageradamente complicados e legais.

Tudo através das instruções de Bryan. Ou seja, a participação dela ficou “acreditável”, apesar da incrível facilidade em pular sobre os telhados de Istambul demonstrada. Bom, ela deve ter jogado muito Assassin’s Creed. Aliás, os meios que o Bryan usou pra voltar pro lugar pra que tinha sido levado com os olhos vendados não devem nada pra Eagle Vision dos protagonistas do jogo, hein? Mas enfim, divago. A única falha fica por conta da esposa, que não serve pra nada. Nem pra morrer, pra no futuro podermos ter uma sequencia/adaptação d’O Corvo, do Edgar Allan Poe (Por causa da Lenore, han, sacaram?), imagina que genial? Certo, fui longe demais.

O filme ainda tem uma subtrama, com Kim tentando tirar a carteira de motorista, que surpreendentemente funciona, em especial durante uma perseguição lá pelo final. No mais, a direção é discreta e a trama vai crescendo gradualmente, até chegar no clímax. Que, como o resto, não tem nada de excepcional, mas diverte. E no fim o protagonista ainda ensaia uma redenção, mas claro que mais uma continuação não podia ser descartada tão fácil assim. O que, aliás, já foi pedido pela Fox, segundo um dos roteiristas, apesar de Besson e o Liam Neeson terem afastado a ideia. Mas claro, tudo pode mudar na menção dos primeiros cifrões. Imutável, só a curva decrescente entre a qualidade e o número da sequência. Então aproveitem, que essa ainda vale o ingresso.

Busca Implacável 2

Taken 2 (91 minutos – Ação)
Lançamento: França, 2012
Direção: Olivier Megaton
Roteiro: Luc Besson, Robert Mark Kamen
Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace, Rade Sherbedgia, Famke Janssen

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