Audiobooks não são livros

Livros quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Já ouviram um audiobook? Pois é, o troço não é nem livro nem áudio, e ainda por cima não é você que lê… É a porra dum livro que você não lê!!! O Jorge gostou, mas sei lá… eu sou um velho retrógrado.

A ideia é relativamente bem simples: Alguém grava o áudio dela mesma (Ou de outra pessoa) lendo um livro e disponibiliza (Ou não) para download. É quase que o contrário do cinema mudo… É quase que um podcast. Como áudio é algo que funciona, mas como livro, bem, mata totalmente o espírito da leitura: Você nem precisa ler ao menos.

O que é um livro? Um monte de papel, com páginas, e palavras impressas nessas páginas. Tire as páginas, o papel e as palavras impressas e não se tem mais um livro. Seria como tirar as imagens da TV: Você teria, basicamente, um rádio… Um rádio mais caro e pesado.

A iniciativa é até interessante, se formos considerar que há pessoas cegas que gostariam de poder “ler” um livro, mas para que não tem problemas de visão, é algo completamente inútil. Você tira completamente o prazer de ler um livro. Se ebooks já não são tão divertidos, um audiobook é ainda mais sem graça.

De verdade, qual a diversão de ouvir um livro? Ouvir música é legal, ler livros é legal, mas se você tira a melhor parte de ambos (O som e as palavras, respectivamente), deixa de ser algo que valha (E sim, por mais estranho que pareça, a conjugação está certa) à pena para ser algo mais trabalhoso e… Digamos… Idiota.

Já ouvi uns audiobooks e achei horrível (Acho que isso vocês já notaram, né?). Não sei se é por pura implicância minha ou se é porque a qualidade da gravação não era assim tão boa… Ou ambos mesmo. De uma forma ou de outra, não é algo que vai ganhar minha simpatia: Prefiro o cheiro dos livros e o som dos instrumentos soando, cada um na sua área.

Bem, feliz Natal e Ano Novo para vocês… Não sei bem quando esse post vai ao ar, mas espero sinceramente que todos engasguem durante a ceia de Natal e sei lá… Derrubem a champagne durante o brinde da meia noite. Até ano que vem… Ou não.

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  • Le Mendes

    Você é mesmo muito ultrapassado e muito burro.

    Para sua informação, Livro é o conteúdo que existe nele e não o suporte. O livro já foi falado antes, na época da platão e aristóteles as pessoas contavam histórias umas para as outras em rodas de fogueira.
    O Livro já foi em papiro, couro, pedra, argila, etc..etc.., antigamente se transformou em papel, depois evoluiu para o formato eletronico em escrito e áudio.

    O importante em uma obra é o conteúdo que ela apresenta e não um monte de letrinhas impressas em um papel, isso só serve para lhe passar o conteúdo.

    Pelo jeito, como você é uma pessoa totalmente alienada, lê livros porque gosta dos formatos das letrinhas e não por seu conteúdo em si.

    O audiolivro é maravilhoso, você pode escutar no tRânsito, no metrô, no avião, na academia, etc..etc…

    Lembrando que o ato de ESCUTAR retém 20% e ao LER retemos apenas 10%, isso já é comprovado cientificamente, por isso temos que ir a escola escutar um professor nos dizer o que poderiamos ler em um livro.

    Audiolivro é para pessoas inteligentes que não gostam de perder tempo e aproveitam o seu tempo adquirindo cultua e entretenimento.

    Um ótimo site de audiolivros é http://audiolivro.net Tem centenas de títulos super baratos.

    Sr. Loney, tente se abrir para coisas novas, quem vive do passado é museu.

  • Leonardo Carvalho

    Em defesa aos audiobooks, eu vejo sim utilidade para eles.

    Estava lendo a série da Torre Negra, do Stephen King, mas depois que a minha filha nasceu, as coisas viraram de pernas pro ar, e tempo para os livros era o que eu menos tinha. Na verdade até dava pra ler quando me deitava pra dormir ou enquanto esperava a minha esposa amamentar a bebê pra eu fazer arrotar depois.
    Mas o corpo estava tão moído nessas horas que era ler duas linhas e desmaiar.

    Comprei o audiolivro em inglês, com narração do texto completo e não resumido, e ouvia durante o percurso para o trabalho e de volta para casa. Para mim foi muito útil, consegui terminar de acompanhar a saga de Roland, tinha distração e alimento pro cérebro durante meu translado e ainda aprimorei a minha compreensão do inglês. Depois de terminar a saga da torre, ainda ouvi mais alguns títulos, e digo, quando são bem lidos e até mesmo bem interpretados pelo narrador, valem também como estímulo mental, uma vez que eu tentava visualizar as cenas narradas conforme ia ouvindo.

  • @Leonardo

    E não seria a mesma coisa que você ler durante o translado casa-trabalho?

  • Leonardo Carvalho

    Eu vou andando pro trabalho… não tem como.

  • cesar

    @Loney
    Se você vai dirigindo para o trabalho não pode ler, certo?
    é o meu caso (e creio que o do @Leonardo também)

  • cesar

    é… ou andando… hehe

  • Eu particularmente não gosto de audiobooks mas tenho que admitir sua funcionalidade! Até onde eu sei eles foram inventados para pessoas cegas, com deficiências visuais, etc. Como a preguiça humana ultrapassa qualquer limite acabou se popularizando. O bom dessa palhaçada é que aumentou o número de títulos em audiobook, o que não acontecia quando o público era somente de deficientes visuais! O audiobook para essas pessoas e maravilhoso, pois não existem livros em braille! e o custo de produção de um livro em braille é absurdo! Sem contar na quantidade de papel necessária (se não me engano é 4x mais a quantidade de um livro normal).

  • Thomas

    Audiobooks são para aleijados mentais. É para aquele pessoal que cresceu ouvindo os disquinhos de história da Disney e ficou mal acostumado.

    Porra, meu pai lia Ulisses pra mim no berço, isso é que infância!

  • Aí eu já não posso fazer nada por você cara

  • 1° EU gosto de E-books(principalmente em readers),são mais baratos e mais compactos(não que eu pague,mas prossigamos…)
    2° audiolivro é na minha opinião algo extremamente complicado,pois você segue o ritmo do narrador e não o seu.
    3° já pensou o inverso?Se entreter lendo musicas? você só conseguiria ficar muito tempo se fosse lendo faroeste caboclo

  • Leonardo Carvalho

    @Loney
    Mas eu vou a pé por opção.
    Ainda mais em São Paulo, você poder ficar de fora dos problemas do trânsito e do transportes públicos? Conheço muita gente por aqui que mataria pra poder fazer isso…

    Sem contar que eu posso me refrescar com uma loura gelada na volta pra casa nos dias mais quentes, enquanto vejo motoristas engarrafados me olhando com um misto de ódio e inveja. WIN!

  • @mosblenarufa

    Só leio músicas quando quero decorar a música. E odeio faroeste caboclo.

    @Leonardo

    Existe bicicleta cara: demora menos e vc faz mais exercício.

  • não entendo cara, você ataca os audiobooks como se eles fossem algo a se temer, como se eles pudessem de alguma forma acabar com a palavra escrita.

    audiobooks não são ruins, já me diverti muito com alguns. claro que nas ocasiões, só apelei pra audiobooks porque de fato não achei os livros em papel OU na internet. ler e escutar são experiências diferentes, então não tem como comparar muito.

    eu escutei dois audiobooks que gostei muito. um foi o IWOZ (aquela biografia do Steve Wozniak) e outro foi um que falava dos bastidores do Saturday Night Live, com relatos dos comediantes, roteiristas e tal… escutava enquanto andava de bicicleta, era algo bom pra se fazer enquanto eu me exercitava.

    MAS, de fato, teve um terceiro que eu tentei escutar e simplesmente não rolou. isso foi culpa do texto mesmo que não funcionava muito bem narrado.

    hmm… é, os dois que eu consegui escutar eram livros documentais, com causos da vida dos personagens. num livro tradicional, não funcionou tão bem.

  • Leonardo Carvalho

    @Loney
    Bicicleta… ouvi falar disso… mas não sabia que estava disponível para venda ainda… achei que as que eu via na rua eram versão beta para testes…
    Sabe onde eu encontro uma pra comprar?

    @Thomas
    “Audiobooks são para aleijados mentais.”
    Uma ova que são. Tudo bem que não tive leituras de Ulisses ao pé do berço para me embalar no sono, sequer tive as coleções disquinho…
    Eu prefiro os livros de papel, com certeza, e não abro mão dos mesmos. Continuo os lendo.
    Mas defendo veemente o audiobook, valendo da praticidade e facilidade que o mesmo proporciona para que você acompanhe uma obra.
    Concordo que dependendo de quem é o ouvinte, um audiobook tem a mesma valia que um cachorro uivando proximo a uma janela… somente barulho. Assim como pessoas que lêem por ler, sem entender nada do que está escrito–nem mesmo tentam, tornam o livro escrito tão inutil quanto o áudio. Seria como encadernar um rolo de papel higiênico usado e entregar para alguém.

    Perceba… Pessoas que fazem coisas diferentes de você, que gostam de coisas diferentes do que você gosta, não são obrigatoriamente ruins, estúpidas ou imbecis.
    Pessoas que julgam a tudo e a todos com pré concepções sem sentido, sem tentar pensar no que se passa fora do raio de 3m de seu umbigo sim, podem agir/falar com estupidez/imbecilidade achando que está cagando regra.

  • @Leonardo

    Ouvi dizer que uma empresa chamada Caloi tá vendendo as bicicletas.

    Acredite ou não, penso bastante nessa relação “ser ruim por eu não gostar”. Tem muitas coisas boas que eu não gosto, mas admito serem boas. Quanto à pré-concepção, bem, vivo me fodendo justamente por entender as outras pessoas.

    E só uma última observação: defina “cagando regra”.

  • Veja um dos melhores Audiobook na literatura: http://www.youtube.com/watch?v=o-svklUgf5Q

    É apenas uma cena de uns 13 minutos. Realmente vale a pena ouvir.

    Abraços.

  • the fool on the hill

    huauhauhauhaauhauhauha
    Certeza que foi piada.

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