Assassin’s Creed (PC, PlayStation 3 e Xbox 360)

Games segunda-feira, 06 de outubro de 2014

Após anos finalmente joguei o primeiro Assassin’s Creed, o jogo que começou a porra toda há – acreditem ou não – sete anos atrás. E porra, eu esperava mais… Eu sabia que era um jogo bem diferente do resto da série, mas ainda assim é estranho ver que foi ele que acabou levando aos outros… Tipo o Datena e a filha dele, manja?

Faz um bom tempo desde a última vez que joguei um AC, e mais ainda desde a última que resenhei um: Acabei parando no Revelations, já que o 3 mudava muitas coisas e, no fim das contas, meu computador não é mais nenhum jovenzinho. Entretanto, ele já está aqui, e em algum momento no futuro o resenharei também.

Bem, a história: O Desmond é sequestrado pela Abstergo e forçado a usar o Animus pra encontrarem os Pedaços do Eden (A partir da Maçã dos jogos posteriores). Agora a história legal: Tá lá o Altaïr, com o principal inimigo dos Assassins na mira, mas ele faz merda, consegue um colega morto, outro perde o braço e o cara escapa. Al Mualim, o líder da porra toda, o rebaixa à novato e ele tem que ir cumprindo os objetivos para conseguir seu ranking de volta.

E é isso, nesse primeiro jogo há uma presença muito maior do Desmond na história, algo que qualquer um que já tenha jogado alguma coisa da série sabe que é um saco. E aqui é ainda pior, já que tudo que você pode fazer é andar. O problema é que o resto da história não é grande coisa também: Assassinos e Templários são inimigos, há uma conspiração, você mata gente e vai indo e voltando entre as cidades (Jerusalém, Acre – não o nosso Acre, o Acre em Israel – e Damasco) e Masyaf, na época da terceira Cruzada, em 1191, quase trezentos anos antes do segundo jogo. Não é uma história legal.

Quero dizer, é muito foda ver aquela coisa da mistura entre fatos reais e fictícios, os personagens que existiram de verdade, o trabalho de localização e pesquisa das cidades e cultura, mas a história em si é fraca. Quem hoje reclama da exploração foda que tem a série, da quantidade de jogos que é lançado, enfim, da mina de dinheiro e consequente perda de qualidade, com certeza não jogou o primeiro: É o final mais safado que eu já vi em muito, muito tempo. É uma história confusa, cheia de buracos, que começa do nada e termina num nada ainda pior.

E tem a jogabilidade. É incrível como esse primeiro Assassin’s Creed é… Primário. Sendo um jogo de 2007, ele é muito mais simples do que poderia ser, muito mais básico: Não tem um refinamento que seria de se esperar. 2007 é, por exemplo, o mesmo ano do primeiro Modern Warfare, do primeiro BioShock, do primeiro Mass Effect e de God of War 2. Eu sei que o começo de uma série é complicado, mas Assassin’s Creed não apresenta o que poderia: Eu joguei pensando que era um jogo de 2004 ou 2005.

Há realmente todos os elementos que, mais tarde, transformariam a série numa de maior sucesso atualmente e que conquistaria tanta gente, mas aqui especificamente é pouco, não dá conta. A história é aquém, a jogabilidade é simplista demais… Um bom exemplo são as suas armas: Você tem uma espada, que é de longe a mais usada, tem a famosa hidden blade e tem uma outra espada curta. A hidden blade, por exemplo, só pode ser usada do chão: Nada de subir num lugar qualquer e pular de lá, já matando o alvo. Mas o pior é a espada curta: Você a usa ao mesmo tempo que facas de arremesso, e o mesmo botão que joga as facas é o que ataca. O resultado é que você tem um combate quebrado, em que ataca quando não quer e lança facas quando não quer, ficando vulnerável para os inimigos. É uma decisão ruim, que afeta diretamente o jogo e que poderia ser facilmente consertada… É o tipo de erro que já seria claramente um erro em 2007 (Porque já foi cometido tantas vezes antes), mas que ainda assim está lá.

 Mas ainda é legal ver a arquitetura.

Apesar de tudo, não posso dizer que Assassin’s Creed é uma decepção: Eu não esperava nada dele. Sabia que era diferente, sabia que coisas faltavam. A maior perda, para mim, não é o combate, os personagens ou a movimentação, mas ver que, no fim das contas, os personagens são bem menores do que fazem parecer mais tarde na série. Al Mualim é só um velho ganancioso, a Lucy não faz nada, e o próprio Altaïr não é grandes coisas: Ele começa como um burro metido, termina como uma pessoa minimamente sensata… Eu sei que no decorrer da série você joga muito mais com ele, sei que muito da história do personagem fica de fora desse primeiro jogo, mas absolutamente nada nele me faz olhar para o cara e dizer que aquele seria o maior nome em toda a Ordem.

Vale então jogar o primeiro da série? Vale se for para conhecer a história e/ou ver como a coisa começou, mas não como um jogo por si só… Não é nada impressionante. Quando foi lançado era algo novo poder fazer parkour em cidades famosas, conversar e interagir com pessoas que historicamente existiram e tudo mais, mas hoje, com a série tão mais desenvolvida, o primeiro praticamente não tem apelo… Não tinha mais apelo já no segundo jogo. Não sei agora, com o monte de jogos já programados, alguns ainda para este ano, mas entre a “série clássica”, o primeiro definitivamente é o que pode ser pulado.

Assassin’s Creed


Plataformas: PC, PlayStation 3 e Xbox 360
Plataforma Avaliada: PC
Lançamento: 2007 (2008 para PC)
Distribuído por: Ubisoft
Desenvolvido por: Ubsoft Montreal
Gênero: Ação, Aventura

Leia mais em: , , ,

Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Daniel dos Santos

    Então tá explicado. Peguei esse jogo e achei bem normalzinho. Nem tive vontade de terminar. Vou experimentar outros da série pra ver as mudanças

  • Loney

    Os próximos são muito mais legais, principalmente o Brotherhood

busca

confira

quem?

baconfrito