As Framboesas e Eu

Cinema, Televisão terça-feira, 26 de março de 2019

Não que tenha alguém lendo, mas o motivo pelo qual eu deixei o Beico unicamente nas mãos do Pizurk ultimamente é porque a urucubaca me achou gostoso pra caralho e resolveu ficar na minha vida já há uns meses; isso incluiu meu computador morrer, eu comprar outro, o novo ter defeito, ir pra assistência e finalmente voltar pra casa, e nesse meio tempo sem nótebuque eu comprei um raspibelripai.

 Não.

Pra quem não sabe, o Raspberry Pi (“Pi” do tipo 3,14) é uma linha de microcomputadores voltados pra projetos pessoais e ensinar programação pra criançada, então caso você curta essas paradas de Do iT Yourself, vale à pena dar uma conferida. Como eu acho programação chatíssimo e não ligo grandes coisas pra fazer projeto atrás de projeto, o Raspberry, pra mim, não faria muito sentido… Se não fosse o fato de que, afinal de contas, o bagulho é um computador e tem sistema operacional normalmente.

Pela simplicidade e baixa capacidade do hardware, não é exatamente o que você pode esperar: Se você tem um celular de uns até uns três anos atrás, ele (muito provavelmente) tem mais capacidade de processamento e memória que o modelo de Raspberry Pi. Ainda assim, o treco não só é perfeitamente capaz de funcionar como um computador como boa parte da galera usa como simulador de console velho vintage. Em outras palavras, use esses seus dedos gordos pra procurar no tio Google os vários e vários projetos e possibilidades do bagulho, tem várias coisas bem fodas sendo feitas com o treco.

Mais importante que isso tudo, com modelos começando em cinco murinhos americanos e indo até as 35 doletas, um Raspberry Pi é, basicamente, o computador de fácil acesso mais barato que você consegue comprar. Óbviamente a vida é menos fácil aqui em terra brasilis, então cê pode esperar desenbolsar aí de 90 até uns 400 golden showers entre os diversos modelos e seus acessórios (Porque sim, o treco é vendido tudo separado uma vez que não é um produto pra “consumidor”).

SejE como for, eu comprei um, já que estava sem computador e ele quebra um puta galho. Quando ele chegou? Dois dias depois do notebook voltar da assistência técnica.

Depois dessa vitória do capitalismo providenciada pelo nosso maravilhoso serviço postal, eu montei o treco, instalei o sistema operacional e finalmente pude usar a parada tipo a mula ignorante e preguiçosa que eu sou e poooooorra, que delícia. Primeiro que o OS é baseado no Linux e só de não precisar lidar com a Microsoft já é um alívio, segundo que o treco é pequeno, leve e extremamente fácil de usar, e terceiro porque agora eu tenho o que, pra mim, é um computador inteiramente dedicado pra assistir filme e série.

Tá certo que a minha internet não é lá grandes coisas, mas é mais que o suficiente pra ter o negócio funcionando à contento: Basta ligar o aparelho, deixar um conteúdo qualquer carregando e pronto. Nessa semana que eu estou com o negócio em mãos já botei em dia os vários filmes de animação dos últimos anos que eu tinha deixado passar e estou finalmente planejando assistir Breaking Bad.

É um overkill, eu admito totalmente: Tem TV à cabo em casa, TV com acesso à internet, tem trouxa gente que paga Netflix e tem ainda o notebook funcionando normalmente. Eu não preciso do Raspberry e eu não uso nem um pouco o total de suas capacidades e possibilidades. Ainda assim, a facilidade de ter um aparelho totalmente à parte, ligado na TV, que fica fora do caminho e que ainda me permite simplesmente deixar a parada lá, é muito, muito incrível. Tudo que eu preciso fazer é apertar dois botões e eu tenho um aparelho dedicado de entretenimento que não só não tem nenhuma frescura com DRM e software proprietário como também é muito mais barato que um console pra tocar blu-ray… E que, de quebra, me deixa ouvir música, navegar na internet 2001 mandou lembranças, ler PDF e usar o Office.

De novo: Ninguém precisa de um treco desses, e considerando que eu comprei pra um fim e acabei sequer tendo a chance de usá-lo pra tal, é um gasto totalmente desnecessário, mas nesta última semana eu assisti mais coisa que no último ano todo (O que não significa muita coisa, acredite). É o tipo de coisa que faz uma baita diferença porque deixa de ser aquela lista de tarefas. Deixa de ser uma obrigação “socio-pessoal” e, ao menos pra mim, volta a ser o entretenimento, a diversão de assistir às paradas. Eu sei que tem TV e computador, mas não depender de absolutamente nada disso torna a experiência muito melhor: O aparelho serve pra isso. Não há outra prioridades, não tem outras distrações, dá pra sair da frente da tela do computador sem ter que aturar propaganda de veneno de cobra e Polishop.

Eu não tenho e nem nuca tive, mas eu provavelmente poderia dizer a mesma coisa desses aparelhos dedicados de TV, como o Apple TV, TV Box, Chromecast, Fire TV Stick e tantos outros: Todos eles são voltados pra facilidade de acesso à conteúdo, e se isso faz a pessoa assistir mais coisa, ótimo. Pra mim, porém, o ponto é que eu não só não dependo de nenhuma grande companhia como também não estou preso só à assistir coisas. É bobo e redundante, eu sei, mas funciona, e está me motivando à assistir as coisas que eu gosto de assistir. Não dá pra dizer que foi dinheiro bem gasto, mas quer saber? Não foi disperdício algum.

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