Alien, o Oitavo Passageiro (Alien)

Bogart é TANGA! quinta-feira, 14 de junho de 2012

 Quando a tripulação da aeronave Nostromo investiga uma transmissão emitida de um planeta desolado encontram uma forma de vida que utiliza humanos como hospedeiros para os seus ovos. Agora, a tripulação tem de combater não só pela sua sobrevivência mas também pela sobrevivência de toda a humanidade.

Alien é um clássico, e como todo clássico, está incrustado na cultura popular. Mesmo que você nunca tenha visto um filme, você consegue identificar a criatura com uma boca dentro da outra que sangra ácido e é caçada pelo Predador, certo? Assim como você sabe que o Darth Vader falou “Cara, eu sou seu pai” [Ou algo do gênero, quem liga?]. Mas porque o filme é tão relevante assim? O que o elevou ao status de “Véi, se você não viu esse filme você não sabe o que é horror e claustrofobia espacial”? É o que nós iremos investigar no Globo Repórter dessa sexta-feira… Não, pera. É o que eu vou explicar pra vocês. Em mímica, porque no espaço ninguém pode escutar seu xilique. E antes de mais nada: Se você vier reclamar de spoiler em um texto sobre um clássico de 1979, vai tomar no seu cu.

Tudo começa com a nave de última geração [Bom, na época devia ser, né] Nostromo vazia, em um claro sinal de abandono. E você já pensa: Vish, o bicho já passou e a história vai ser contada em flashback. Ai aparece a galera acordando dentro de uns tubos. É, você também foi enganado. Todo mundo levantando, sete pessoas e o oitavo passageiro… Um gato. Sério, quem foi o cretino que traduziu o título sem nem assistir o filme? PQP.

 Chega de dormir, macacada. Cês tem um massacre pra enfrentar.

Pois bem, galera levanta, tá tudo maravilha, ai eles descobrem que ainda faltam 10 meses pra chegar na Terra. Que diabos, porque a gente não tá mais na naninha?, eles se perguntam. Eis que a resposta surge: Um sinal de rádio, ou seja lá o que eles usam no século XXII. Eles inicialmente não conseguem identificar o que o sinal significa, então desembarcam no planeta LV-426 pra investigar. E o que eles encontram lá? Uma porrada de ovos de alien.

 E adivinha o que acontece com esses ovos? Isso mesmo, eles viram omelete, como você pode ver na imagem.

Dai pro Kane ter um facehugger brincando de duro ou mole na cara dele foi um pulo. Já que o bicho pulou nele, sacou? Pois é, ele é levado pra nave, onde Ripley tentar botá-lo em quarentena, como todo imbecil sabe que deve ser feito [Exceto os imbecis dos filmes]. Ash, o cientista da expedição, acaba por abrir a porta e foder todo mundo. MUITO BEM, ASH! Eles aparentemente conseguem se livrar do facehugger e vão jantar felizes e sorridentes. E adivinha quem aparece no meio da refeição? Dica: Não é o gato.

 Isso mesmo, um pênis monstro chestburster. Bon appetit!

Aliás, cês sabiam que essa cena foi uma surpresa até pros atores? Eles só sabiam que “a coisa aparecia”. Isso explica porque a cena ficou tão realista. Mas enfim, daí em diante o filme mostra a que veio [Como se antes tivesse sendo um passeio no parque, não é mesmo?]: O chestburster dá linha mais rápido que corintiano quando ouve uma sirene e nunca mais é visto. Mesmo porque ele sofre uma mutação e vira o alien em si. O clima, que já era claustrofóbico e tenso, se torna absolutamente opressivo, e você, bundão que é, tem vontade de chamar a sua mãe. Felizmente não é o meu caso, mas divago novamente.

 “Cheguei nessa porra!”

O alien começa a matar geral [Incrivelmente, o negro não é o primeiro a morrer. E olha que o racismo era muito mais comum nessa época], e só sobram Ripley, Parker [O engenheiro negro], Ash e aquela mulherzinha que não faz nada [E cê dá graças a deus quando finalmente morre]. Acontece que Ash é um androide que tinha como prioridade levar o alien pra Terra, e foda-se a tripulação. Ai você entende porque diabos a quarentena não significava porra nenhuma pra ele. Parker senta o sarrafo no safado e o “mata”, por assim dizer.

 “Oi, eu sou um androide que ‘sangra’ fluido branco.” E esse, crianças, foi o início da indústria pornô como nós conhecemos.

Depois, o alien passa o rodo em Parker e na mulherzinha mala, e só sobram Ripley e o gato vivos. Após ativar a auto-destruição de Nostromo, ambos se pirulitam no bote salva-vidas módulo de emergência Narcissus… Pra descobrir que o puto do alien foi junto. Ai a Ripley consegue fritar o desgraçado e volta a dormir, na esperança de ser resgatada. O que acontece … 57 anos depois. Mas isso é assunto pra outro filme.

Alien, o Oitavo Passageiro

Alien (117 minutos – Horror)
Lançamento: EUA, Reino Unido, 1979
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Dan O’Bannon e Ronald Shusett
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto

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