Alien – A Ressurreição (Alien: Resurrection)

Cinema quinta-feira, 14 de junho de 2012

 A tenente Ripley (Sigourney Weaver) se matou para não permitir que o governo levasse um monstruoso alienígena para o nosso planeta. Mas, após 200 anos, em uma nave espacial, ela acorda e descobre que cientistas a ressuscitaram através da clonagem e conseguiram com sucesso retirar a rainha dos alienígenas de seu corpo, na intenção de ter um exército de aliens que, acreditam eles, possam controlar. Durante este processo o DNA da tenente é misturado com o da rainha e ela desenvolve algumas características alienígenas. Os pesquisadores começam a criar os aliens, mas estes logo escapam, provocando terror e morte. Como a nave está rumando para a Terra, eles precisam ser detidos o quanto antes, principalmente pelo fato da rainha ter tido uma nova ninhada, que poderá significar o fim dos humanos. Neste contexto, apenas a tenente e alguns contrabandistas, que se encontram na nave naquele momento, podem impedir esta tragédia.

Pois é cambada, clonaram a tenente Ripley. Por que gostam muito dela? Por que ela é muito legal? Por que sentiram saudades? Não, porque os putos do governo queriam a rainha Alien que se encontrava no peito da tenente Ripley. É, passaram-se 200 anos e os humanos se tornaram ainda mais idiotas. Alien – A Ressurreição é um bom filme e o único em que a tenente Ripley tá com um cabelo mais ou menos. Mas eu não to aqui pra falar de moda capilar e sim de filme Sci-Fi mais ou menos, que é o que essa galerinha se amarra em fazer.

Pois bem, 200 anos após a morte da tenente Ripley, a United Systems Military (Que pelo visto deu um tombo na Weyland-Yutani) finalmente conseguiu um clone perfeito de Ripley e da rainha Alien que ela carregava em seu peito. Mas é claro que essa idéia de merda de usar aliens como soldados vai dar uma merda do carai, e é exatamente o que acontece. Seria apenas mais um filme batido de alien, mas a diferença desse filme são os contrabandistas: Frank, Christie, Johner, Call e o aleijado Vriess (Acho que tem mais 2, mas eles não monstram a que vieram, então…) que são tão (Se não mais) fodas quanto Ripley. Que por sinal, nesse filme tá meio porra louquinha, mas acredito que seja por causa da convivência com Call, que é interpretada por Wynona Ryder. Então, a verdade é que nesse filme, acontece tudo de novo. Os aliens escapam, a galerinha morre e tals, só que no final, aparece o Alien mais feio que você verá em toda sua vida e o mindfuck do Predalien vem me atormentar. O que diabos é um Predalien, você pergunta. Uma porra de um alien híbrido de humano que surge pra chocar a galerinha juvenil, eu respondo. Aliás, a cena em que a tenente Ripley encontra seus outros clones defeituosos também é muito foda.

O grande problema de Ripley e do resto da galerinha é que a nave está indo em direção a Terra. Legal? Legal, só que aquela bosta tá cheia de Aliens, doidos pra acabarem com a gente. Onde está seu Predador agora? O maneiro do filme é que ele é quase uma paraolimpíada para Vriess, já que os sobreviventes precisam nadar e escalar. Mas é claro que o aleijado mais maneiro do mundo sci-fi não consegue fazer nada disso e sobra pra quem? Christie, o negão badass da parada toda, que carrega o aleijado nas costas nas horas de maior tensão. Pobre Christie. Então, mais uma vez, como já de costume na franquia Alien, os babões não são o único problema. Além da nave estar indo em direção a Terra, Wren, um pau na lomba da United Systems Military tá querendo foder Ripley e seus amiguinhos. É, sempre tem um.

Muito corre daqui, tiro dali, revelações bombásticas acolá e então aparece a já citada criatura linda, que tem a morte mais foda e engraçada de todo o universo sci-fi. O bebezão alien/humano, que fica achando que Ripley é sua mãezinha e por muitas vezes eu pensei que a tenente loucona fosse protagonizar uma cena interracial com híbrido. Após Ripley e os sobreviventes dos sobreviventes explodirem a nave da United Systems Military, dando cabo dos aliens que lá estavam, eles fogem em uma nave de emergência, apenas para descobrirem que o bebezão híbrido também está lá, em um momento nostálgico, que nos relembra o 1° Alien. Pela primeira vez, após 200 e tantos anos, Ripley consegue voltar para a Terra, em paz e sem sinal de Aliens. Final feliz pro clone da tenente mais pica dura do universo sci-fi.

 Isso sim é interracial de respeito.

Pois é, o filme tem história, tem os melhores personagens de toda a franquia, mas mesmo assim, não convence. Talvez por já estar saturado de ver a mesma coisa sempre. Porra, foram 4 filmes com: Não tem Aliens. Opa, tem Aliens. Vamos fugir. Morre uma galerinha. Acha nave de emergência. Alguém de alguma corporação tenta foder geral. Foge na nave de emergência. Chega em algum lugar que parece seguro. Não tem Aliens. Opa, tem Aliens… E assim vai. Seria tão bom se eles tivessem deixado o Alien em paz após esse filme. Pra terminar, uma sessão de fotos do bichinho mais fofo que o universo sci-fi já produziu.

 E o prêmio de Alien mais feio dos anos 90 vai para…
 Tão fofinho
 Hurrr. Oi. Durrr…

Alien – A Ressurreição

Alien: Resurrection (109 minutos – Ação)
Lançamento: EUA, 1997
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Joss Whedon
Elenco: Sigourney Weaver, Wynona Ryder, Ron Perlman, Dominique Pinon, Gary Dourdan, Michael Wincott, Kim Flowers, Dan Hedaya, J.E Freeman, Brad Dourif, Raymond Cruz e Leland Orser

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