Além da Imaginação (The Twilight Zone)

Televisão sexta-feira, 08 de março de 2013

Houve uma época onde a palavra Twilight estava ligada a algo legal, e este algo legal é a mítica série The Twilight Zone, conhecida aqui no Brasil pelo nome Além da Imaginação. A série começou a ser exibida nos EUA em 1959, criada por um cidadão chamado Rod Serling, e a ideia era que cada episódio narraria uma história diferente, contando com elementos sobrenaturais e sci-fi, em uma mescla de suspense e drama.

Rod Serling foi um prodígio da televisão norte-americana, tendo vencido, dentre outros, oito prêmios Emmy. Sei lá o peso dessa porcaria, mas me pareceu muito. Ele escreveu ainda o roteiro de Eye, o primeiro filme dirigido por Steven Spilberg. Olhando bem para as histórias hoje, não podemos dizer que tenha algo que seja aterrorizador, porém as temáticas eram muito interessantes. Temas como solidão extrema, justiça divina, estresse, dentre outros, eram abordados nos episódios. Algumas das situações colocadas poderiam te deixar com paralisia cerebral por conta da complexidade apresentada. Um dos episódios que mais me colocou para pensar foi um no qual um homem, deixado em um asteroide como pena para um crime cometido na Terra, recebe um robô, que é exatamente igual a uma mulher, e esta passa a fazer companhia para ele. Este episódio levanta bem a questão da solidão, além de fazer pensar sobre a realidade: Um robô pode ser amado como um ser humano? Este amor é real? Vários episódios te deixam com este tipo de questionamento, sobre a vida, o presente, o trabalho, seus problemas.

Os episódios seguem um padrão bem definido: Começam com uma narração, fazendo a apresentação do episódio, com elementos básicos do que irá acontecer, a trama se desenvolve linearmente na maioria das vezes, salvo algumas exceções, e terminam com uma narrativa fazendo uma reflexão sobre o episódio, ou as questões levantadas por ele, sempre deixando, porém, uma dúvida no ar. As narrações dos episódios ficavam por conta de Serling.

The Twilight Zone foi originalmente exibida entre 1959 à 1964, quando foi cancelada. Posteriormente, foram criados vários spin-offs: Um filme, de 1983, com vários diretores, mas especialmente Spielberg; e mais duas séries, que duraram de 1985 à 1989 e de 2002 à 2003, porém nenhuma destas empreitadas conseguiram repetir o sucesso da série original.

Este é um show para quem gosta de pensar sobre temas interessantes através da boa e velha ficção científica. É uma série também para quem gosta de uma história bem contada, daquelas que lembram as histórias dos mais velhos, ou um conto de terror contado em torno de uma fogueira, enquanto se é pequeno. Tem sabor de nostalgia, mas ao mesmo tempo é atual e excitante, principalmente perto daquilo que temos hoje na televisão.

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