A mão dos campeões

Games segunda-feira, 02 de setembro de 2013

Não sei jogar gamão. Nem cacheta, buraco e canastra. Gosto mais de xadrez, mas mando muito melhor em damas. E sim, Magic, Yu-Gi-Oh! e Pokémon figuram na minha lista de “coisas que eu sei jogar e tenho vários decks”. E pra completar a lista, digo que sou absurdamente suicida tanto no truco quanto no pôquer, e querem saber? Foda-se.

 Taí um quadro muito foda.

Desnecessário dizer o quão a sério jogos de cartas são levados à sério, estão aí os concursos, campeonatos, turnês e mais o caralho a quatro para comprovar. Os campeões de xadrez e gamão são tidos praticamente como gênios que resolveram a fome no mundo. E se você resolver assistir um capeonato de qualquer TCG vai ver que nego não só leva o troço à sério como ainda acha que baixar umas energias e usar o ataque especial é mais emocionante que mandar um all-in em mesa de cem mil dólares.

Aliás, fico aqui num parágrafo à parte: Acho a maior putaria usar óculos escuro, chapéu, bandana e todo o resto na porra do campeonato de pôquer. Porra, se você não nem a capacidade de não piscar enquanto blefa, você está no lado errado. É a mesma coisa que um jogador de futebol levar um apito pro campo e marcar as faltas que bem entender: É tosco, idiota e praticamente um roubo. Sim, é isso mesmo, enfia essa merda no cu e joga feito homem.

 Tá bom, já parei.

E além das disputas “civilizadas” ainda há os cassinos, jogo do bicho e demais modos de aposta, famosos por transformarem profissionais produtivos e promissores em moradores de rua… Se você for bom no carteado e souber escolher uma vítima talvez até consiga uma esposa ou filha em troca do perdão da dívida. Mas enfim, a questão é que a porra é séria e é pra valer e é de verdade… E isso deixa tudo mais chato.

Ok, você pode sair milionário de uma mesa (Ou ainda mais milionário do que era), mas a questão não é o que você pode ganhar e nem o que pode perder, a questão é que não tem graça. Claro que ganhar é divertido, e dependendo do seu espírito esportivo, ver seus quatro ases perder pruma sequência também pode ser gratificante, mas passar, literalmente, horas encarando alguém pra tentar adivinhar o que ele tem na mão é algo estúpido. Estúpido e chato.

E é justamente por coisas assim que eu simplesmente jogo por diversão. Não que eu não seja competitivo e nem queira ganhar, mas se eu estou jogando, o que quer que seja, jogo pela diversão daquilo. Aceitei a possibilidade de perder e a de ganhar em parcelas iguais, seja apostando de verdade ou não: Me predispus àquilo, e mais que o resultado do jogo, a estratégia, os movimentos, os golpes, cartadas e blefes são o que importa. E, acreditem ou não, isso vai desde botar um Magnemite contra um Blastoise até perder a rainha pra garantir o rei.

Às vezes esse modo suicida compensa, às vezes não, e não poderia ser diferente, mas ainda sim é mais legal. É divertido ver que seu oponente está em dúvida sobre o quê fazer, afinal, ou você é muito foda ou muito idiota para fazer o que acabou de fazer. Alguém pode dizer que jogar assim é mais sobre atrapalhar o jogo que sobre jogar de fato, mas ei, isso é só desculpa de quem é um perdedor e foi enganado por esta estratégia: A estratégia da diversão (Sim, esta frase foi propositadamente babaca).

A conclusão é óbvia: Jogue pelo jogo, e pela diversão que você tira dele. Tente vencer, tente ser o melhor e tente sacanear com os outros jogadores, mas não se esqueça que o ponto alí não é lucro nem dívida. A partir do momento em que qualquer jogo passa a ser um esporte aquilo se perde, e vira trabalho. E ninguém se diverte trabalhando, mesmo num trabalho bem legal.

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