A Entidade (Sinister)

Cinema terça-feira, 16 de outubro de 2012

 Ellison (Ethan Hawke) é um escritor de romances policias que acaba de se mudar com a família. No sotão da nova casa ele descobre antigos rolos de filme, que trazem imagens de pessoas sendo mortas. Intrigado com o que elas representam e com um estranho símbolo presente nas imagens, ele e sua família logo passam a correr sério risco de morte.

Há muito tempo que o público não era agraciado com uma história tão bem escrita, uma atmosfera tão segura e com um filme que se sustenta sem apelar e acaba oferecendo uma fuga aos cli… Ah, foda-se! Vou falar de uma vez: Me caguei assistindo a esta bagaça. E só Deus Zeus pode me julgar!

E podem ir tirando esse sorrisinho irônico da cara! Duvido que cês consigam assistir isso aqui sem desmunhecar nem uma vezinha, seus baitolas enrustidos!

O tormento começa com a chegada da saltitante, serelepe e ululante família… A família… Bom, os putos não têm sobrenome, essa é a verdade. Vou chamá-los de Silva então, pra maior afinidade com o público tupiniquim.

Continuando: O patriarca é um escritor de suspenses que tá há uns bons dez anos sem escrever nada que preste, afinal, o mercado literário andava infestado por vampiros purpurinados e menininhas menstruadas. Já que seu livro mais famoso ajudou a solucionar o assassinato no qual havia sido baseado, o maldito protagonista resolve que seria uma belíssima ideia levar a família pra uma cidade onde ocorrera um crime medonho não solucionado, na esperança de receber uma lufada de inspiração. Como estamos num filme de terror, a casa escolhida é justamente aquela em que o crime aconteceu. Lindo, não?

E é óbvio que porra da casa é amaldiçoada. O escritor encontra uma caixinha cheia de fitas, aparentemente inocentes – Todas etiquetadas com títulos como Churrasco em Família ou Festa na piscina. Mas, quando nosso bravo, corajoso, e nada babaca herói bota o material pra rodar no projetor, descobre filmes mostrando assassinatos que, até então, ninguém tinha nem ideia de como solucionar. Alguns com mais de trinta anos, até.

Como cês devem imaginar, a partir daí é ladeira abaixo pros personagens. Estranhezas acontecem, a família briga, a pirralhinha começa a conversar com uma amiguinha imaginária e afins.

 “MIM DÁ UM ABRAÇO PAPAI”

E olha, até mais ou menos uma meia hora, o filme engana. Dá a impressão de ser uma daquelas historinhas pra boi dormir. Sabe, de crianças que foram brutalmente assassinadas mas, como são espíritos puros e inocentes, vão ajudar a pobre família a escapar da maldição em nome dos lanchinhos amanteigados e dos piqueniques no parque.

Realmente pensei que assistiria a duas horas de melação de cueca sobre o poder da amizade e da insituição familiar e mimimi. Só que, de repente, a bagaça dá a volta por cima e, caralhas, há muito tempo que não saía um filme que desse tanto medo. E que quebrasse as pernas da plateia no final. Que final, gente, que final…

Quase dei cinco de nota por que só vi metade do filme – passei o resto em posição fetal, me perguntando por que pindarolas não tava na sala ao lado vendo algum desenho.

 Cê tira o giz de cera da pirralha pra ela não desenhar mais na parede, mas a maldita encontra o tampão usado da mãe. Foda, né.

A história pode não ser perfeita em tudo – Já vi gente reclamando do roteiro dela, o que sinceramente não faz falta no projeto -, mas cumpre o que promete, que é te assustar. Não incomodar, assustar mesmo. Sem caras feias pulando na tela, nada disso, mas usando bem o ângulo da câmera e a iluminação do cenário. Coisas simples, que não exigem muita firulagem.

Só não serve muito se você quiser usá-lo, na verdade, pra descobrir quem é homem e quem é granola no seu grupo de amigos. Não existe heterossexualidade quando Bhughul entra em cena.

Agora, curicença que eu vou voltar aos meus rituais de purificação espiritual: Assistir vídeos de filhotinhos no Youtube pra me recuperar do trauma.

A Entidade

Sinister (110 minutos – Terror)
Lançamento: EUA, 2012
Direção: Scott Derrickson
Roteiro: Scott Derrickson
Elenco: Ethan Hawke, Fred Thompson, James Ransone

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Me

    Porra, sério isso? Achei o filme extremamente clichê, com sustos totalmente previsíveis. E o final, deus, que bosta foi aquela? Aproveitaram muito mal o Bagul e o enredo que foi construído. Acho que só me valeu a pena ver o filme por causa de uma guria que deu altos gritos no cinema. Pra não dizer que eu só falo mal, gostei do filme até uma hora e pouco e a trilha sonora foi muito bem planejada. No fim, é só mais um terror sustinho pra adolescente.

  • Leo Aguiar

    Po, achei totalmente diferente do que vc escreveu aline! Os susto são sim de caras feias que pulam na sua frente e o final é uma bosta. O filme, apesar de não ter um bom roteiro, poderia vingar, mas o diretor não soube tirar o máximo de Baghul, ele parece mais o Mick Thompsom do slipknot. E o que foi aquela cara do Baghul mexendo sozinha na tela do pc dele, puta cg mal feita de PSone..
    Não vale a pena

  • Guilherme

    Gostei, curti o lado meio meta (a gente sempre fala pro cara sair da casa, e dessa vez ele sai!, e se fode mesmo assim), e dessa vez as “cenas gravadas” tem algum propósito, diferente de Atividade Paranormal ou alguma besteira dessas.

    Também misturou os diferentes tipos de terror, desde o suspense orquestrado por barulhos e tal, até esse lado mais horror-pornô que faz sucesso hoje, mais gráfico e pesado.

    E o final foi meio previsível, mas não deixou de ter seu impacto mesmo assim.

  • que isso, cara, a cena do escritor lá andando pela casa com os fantasmas atrás tem cara pulando onde? achei muito mais psicológico do que gente feia haha apesar de ter aquela fórmula de monstro com cara feia.

  • Po, nunca tinha visto um filme onde a família tenta fugir do monstro em vez de ficar e “lutar” contra a maldição. E, mesmo assim, se foder no fim haha

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