A Centopéia Humana: Sequência Completa (The Human Centipede – Full Sequence)

Cinema quarta-feira, 26 de setembro de 2012

 Escrito e dirigido novamente por Six, a sequência foca em Martin, um homem solitário e mentalmente perturbado que mora com sua mãe e trabalha como guarda noturno em uma estacionamento-garagem no subsolo. Para escapar de sua triste existência, Martin se perde na fantasia do filme de terror cult A Centopéia Humana, fantasiando com as meticulosas habilidades cirurgicas do Dr. Heiter, cujo conhecimento do sistema gastrointestinal inspira Martin a praticar o impensável.

Sim, estou obrigando vocês a lerem de novo sobre essa merda *mãozinha de trocadilho*. Processem o Bacon.

Mas antes abram o texto, tá, por favor.

A (sic) história começa quando o protagonista gordinho, após assistir ao final de Centopéia I, avistou, pela câmera de segurança do shopping onde trabalha, um casal discutindo. Nesse momento, uma lampadinha brilhou no topo de sua cabeça calva, ele gritou Eureka! e deslocou toda sua adiposidade até o local da treta, pronto pra arrumar grandes confusões.

Depois de meia hora de gritos, alguns tiros e muitos AI MEU DEUS ME SALVEM, nosso amigo cetáceo surpreendentemente subjuga e carrega as duas pessoas pra dentro de seu Centopéia Móvel, leva-as pra um galpão abandonado – Onde outras já esperavam seu penoso destino – e, lá, quebra dentes, arranca ligamentos e costura bocas e cus usando um grampeador e muita criatividade.

Sim, amigos. UM FUCKING GRAMPEADOR. Só tenho um comentário perante tamanha genialidade: MacGyver, ONDE ESTÁ SEU DEUS AGORA? Esse gordinho é muito talentoso! Se o treinassem direitinho, em pouco tempo o puto estaria curando câncer usando um elástico e um lápis. Não duvido que, à época de fazer doutorado, nosso amigo estivesse regenerando membros perdidos usando pelúcia e agulha. Olha que oportunidade perdida.

Ok, falando sério: O cara que fez a centopéia original era um médico doido. Mas, apesar de ser dodói da cabeça, ele tinha conhecimento de anatomia, cuidados médicos e afins. Tecnicamente, é possível que o japinha, Estúpida e Extremamente Estúpida a Níveis Estratosféricos tenham sobrevivido, mesmo que por poucos dias. Agora, um filme onde anestesia significa bigorna na cabeça e bisturi significa tesoura sem ponta sempre desconfiei dessa história de elas serem seguras pras crianças, o fato de aquelas pessoas terem sobrevivido é a maior cagada da história do cinema. Literalmente.

Nossa. É o segundo trocadilho que faço usando a ideia de cocô. Preciso de um psicólogo.

Voltando ao que interessa: Tudo bem, é ficção, é pra ser absurdo. Perdoamos. Mas a parada força a barra. Ao contrário do primeiro, que pelo menos era engraçado, a continuação pega todos os defeitos de seu predecessor, eleva ao quadrado e faz a gente engolir. E não é naquele esquema sutil, é quase um “Isso não é pudim de chocolate, seus idiotas, é merda mesmo!”

Outra piada envolvendo merda. Preciso acabar com esse texto antes que eu mesma decida fazer uma centopéia humana.

Enfim, tudo aqui é mal-feito. Os diálogos são pouquíssimos e, quando existem, não acrescentam nada. Não sei vocês, mas se eu quisesse assistir sangue e nojentice, não estaria procurando por um filme auto-entitulado de terror psicológico. Estaria nos cantos mais escuros do 4-Chan procurando o torrent de Guinea Pig. Sem falar nos defeitos especiais, mascarados pelo uso de preto e branco na tela. Cara, tudo bem que o orçamento foi um pacote de Doritos, mas um pouquinho de capricho no roteiro, sem apelar pra tanto sangue e focando mais na atmosfera da coisa, ia ter funcionado muito melhor.

Ficou simplesmente escroto. Escroto até dizer chega. O final, então, é capaz de brochar até a Sasha Grey. Não assistam. É decepção atrás de decepção.

Errar é humano. Persistir no erro é ver Centopéia Humana II.

A Centopéia Humana II

The Human Centipede II (90 minutos – Terror)
Lançamento: 2011, Holanda
Direção: Tom Six
Roteiro: Tom Six
Elenco: Laurence R. Harvey, Ashlynn Yennie

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  • ClaytonSlayer

    A existência desses filmes já valeu pelo simples fato de gerar suas resenhas. Deu até pena da autora, que teve de se submeter a esse lixo. Mas tirou leite de pedra. Os textos ficaram muito divertidos!!!

  • Deve ser muito sofrível ter que assistir esse tipo de filme pra fazer resenha no Bacon.

  • Pior que a Aline assistiu por vontade própria.

  • mentira, o pzk me trancou num quartinho escuro com uma TV e disse que eu só veria a luz novamente se arrumasse duas resenhas de centopéia humana

  • Duarte

    Calma, Aline, ainda tem continuação.

  • PQ

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