5 Motivos pra você parar de preconceito e ler Nana de uma vez só

HQs terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

Galera, eu entendo o preconceito que cês têm com qualquer coisa que seja relacionada ao Japão. Já escrevi sobre (Leiam, inclusive). Mas, dessa vez, eu juro, trago um mangá (SIM UM MANGÁ) que é bom pra caralho e não tem nada que possa irritar vocês.

Cês confiam em mim, óbvio. Desde quando eu faria algo contra meus chuchuzinhos leitores?

Nana não é irritante

Sim, meus amigos, Nana não tem fanservice. Ok, talvez isso faça metade de vocês perder o interesse mas, EI, todo mundo sabe que peitões ululantes podem atrapalhar uma história quando usados em excesso. Não vou dizer que não tem nudez na história, mas Nana não abusa do direito. Nem um pouco. Aliás, todos os peitinhos tem motivações emocionais complexas por trás, eu garanto. Nudez necessária numa obra nipônica, quem diria que isso era possível?

Resumindo: O que eu quis dizer é que Nana não é um clichê japonês ambulante. Ao contrário de 130% dos mangás voltados ao público feminino, não vemos caras perfeitos, senpais bulinando mocinhas que passam a vida de cu doce ou coisas assim. Veja bem, não disse que é livre de clichês por que, caralhas, nenhuma obra é. Mas não tem aquelas características de mangá que costumam deixar as histórias retardadas, se é que cês me entendem.

Nana tem uma trilha sonora legal

-Mas… Ehrn, Aline, não era um mangá?

Calma, jovem gafanhoto. É. Também. Existe uma adaptação pra TV muito boa e fiel ao original. Como Nana trata sobre bandas, gente famosa, sexo, drogas e rock’n’roll japonês, a produtora convocou duas cantoras pra fazerem a trilha sonora. E a escolha foi tão boa que as duas até mesmo se parecem com suas respectivas caras-metade dos quadrinhos. E, mais ainda, não têm aquela voz de gato atropelado tão comum às mulheres japonesas.

Nana tem um ritmo conciso

Um dos maiores problemas em narrativas do mundo todo é o ritmo. É muito raro pegar um roteirista ou um autor que saiba o que está fazendo, do início ao fim, que não mude de ideia no meio do caminho e passem trinta e sete mil edições decidindo se a porra do Itachi é uma porra de um mocinho ou uma porra de um vilão, pra depois tirar uma solução qualquer da cu e fodam-se os leitores.

Mas é um herege mesmo, viu.

Enfim, Nana, pelo menos até agora, se manteve estável e sem grandes reviravoltas sem sentido. Até por que a história é contada em flashback, então a autora pelo menos deve ter uma ideia concreta do que vai acontecer. Quer dizer, eu afirmo isso baseada no que eu li até agora. Como está em hiato há um tempo, já que a Ai tá com um câncer esquisito dos cramunhão, pode ser que volte precisando correr por que o orçamento foi reduzido a um aperto nos mamilos e uma fatia de mortadela. Nunca se sabe.

O humor não é retardado

Bom, o Japão é um caso muito engraçado de contradição (Ih, rimou). É um dos países mais tecnológicos e modernetes e também é machista pra caralho. É só ver as constantes piadas sobre levantar saias de estudantes nas ruas, os peitos descomunais e o fato de que doze anos já é uma idade boa pra ser bolinada por tentáculos. E, sim, tem muito mangá famoso por aí que é tão forçado e tão engraçado quanto levar uma broca no cu. Sim, estou olhando pra: Love Hina, Rosario To Vampire, Doors of Chaos e podia ficar aqui o dia todo citando títulos tão amados.

Não que sejam todos uma poça de merda, por que não são. Mas forçam a barra e, além do fanservice extremo, me fazem querer concorrer pra roteirista do Zorra Total. Gotinhas na testa, peitos asfixiantes, garotas lerdas o suficiente pra terem a saia arrancada pelo protagonista o tempo todo… Nossa, pelo amor de Deus.

Mas, sim, voltando: Nana tem seus momentos engraçados, seus momentos Friends de olhinhos puxados. Mas é sempre meigo, fofo e super apropriado pra família brasileira, eu garanto. Tá, falando sério, talvez tenha sido uma crítica ranzinza demais, já que cada cultura tem seu próprio humor e, talvez, as gotinhas na testa sejam realmente engraçadas pra eles. Mas só elas, já que o resto é só retardado mesmo. O que eu quis dizer é, Nana é próximo do Ocidente o suficiente pra não te deixar olhando com cara de babaca pra página, tentando entender o que caralhas aquilo quis dizer.

Nana é concreto

É uma história sobre… Crescer. Rachar a cara. Enfrentar as consequências dos atos, incluindo a morte de entes queridos. Sobre como duas pessoas completamente diferentes podem se tornar melhores amigas e como casais perfeitos são tão frágeis quanto vidro. Sei lá, Nana é triste. Não existem momentos felizes em abundância e dá pra calçar uma carapuça legal lendo. Acho que é um dos meus mangás prediletos por essa razão. Por eu conseguir ver tanto de mim e das pessoas ao meu redor nos personagens.

Eu ainda não me recuperei dessa cena

Dramático? Ora, cale a boca. Eu passo a vida agindo como se tivesse a profundidade emocional de um copinho de cachaça e, quando abro o coração, cês vem querendo zoar?

Mas será o benedito?

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  • Paula!

    Po, muito legal! Me fez ter vontade de ler :)

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