10 Anos de Baconfrito e uma despedida tardia

baconfrito terça-feira, 25 de junho de 2019

Esse texto faz parte de uma série, em que ex-colaboradores e conhecidos retratam sua percepção sobre os 10 anos de Bacon. Pra variar, o Bolinha é o atrasado [Mas não é o único].

Estava dia desses pensando nessas coisas de problemas de adulto, quando pisca uma carinha no Messenger da rede do Zuckenberg:

“Euclides mandou mensagem”.

– Caraio, quem é Euclides?

Após a caça ao arquivo empoeirado da memória, lembro do nome fantasia e vem outro choque:

– Caraio, Pizurk ainda tá vivo?

Rápido bate-papo e vem o convite para escrever nos 10 anos do Baconfrito. Mais surpresa:

– PQP, o Bacon ainda existe!

Essa foi uma surpresa meio burra, porque de vez em quando leio as “Estreias da Semana”, mas tão automático, que nem ligo ao site que a produz, já que leio lá no Feedly. E, mais curioso ainda, pois assino o feed do Bacon desde tempos áureos dos blogs.

Conversei com o Pizurk, alinhei o prazo e, me conhecendo, esse texto deve ter chego com atraso.

Incrível como vieram tantas lembranças e como, nessas de embalar com o tempo, já fazem oito anos desde meu último texto neste site.

Lembro de ter enviado um convite para escrever no finado Ato ou Efeito e ter virado um colunista geral, cobrindo estreias de filmes, analisando algumas séries, fazendo textos de confraternizações e até corridas de kart. Quando o AOE bateu com as 10 e o Baconfrito surgiu, as coisas meio que continuaram como antes, mas mais dedicado a falar de animação e tentando separar os cartoons dos animes. Só Buda sabe o quanto queria matar leitor que comentava em post, reclamando porque eu não falava de algum anime da moda, comparando com foco da coluna.

Achei bonitinho o Pizurk manter os textos e meu nome nas colunas, embora tenha um Little Poney nos avatares. Aliás, achei foda para caralho ele continuar mantendo tudo por aqui, numa época que blogs e sites andam meio escamoteados, com papo de influencers, youtubers, rages nas redes sociais e toda sorte que é manter um negócio desses funcionando na web.

Volto aos meus escritos e, como citei acima, fiquei surpreso que faz oito anos que deixei de escrever, pois achava que era bem menos, tamanho o carinho e ligação que tinha com esse negócio. De certa forma, participei só dos dois primeiros anos desse site.

Relendo meu último texto, meio que entendi porque larguei, já que estava desanimado (Ops) com as produções naquela altura de abril de 2011 e embalado com novo projeto na vida profissional.

Fico imaginando, nos dias atuais, como seriam meus textos com a lufada que os canais de streaming deram no mundo das animações: Rick & Morty, BoJack, Big Mouth, Desencanto, Archer, Final Space, Irmão de Jorel, enfim, entre outras, uma bela renovada em cima do que eu andava desapontado. Isso, sem contar, uma nostalgia que bate todo fim para início de ano, quando eu levantava todos os filmes animados que estreariam no ano que se iniciava.

Enfim, volto ao início, onde falo sobre a surpresa que foi de escrever sobre os 10 anos do Baconfrito (Na verdade, pauta livre, mas me parece óbvio que o tema foi esse) e toda overdose de nostalgia que isso me trouxe. Até passou pela minha cabeça – por que não? – retomar esse caminho. Afinal, adorava escrever sobre algo que gosto muito. Mas aí lembro da vida que levo (e-commerce, visitem o www.adias.com.br, caso queiram um ar-condicionado. #ad), como pisei muito na bola para enviar os textos no prazo, como imagino o inferno que deve ser o Pizurk manter isso funcionando e a chateação que é prometer algo e não cumprirem com ele, enfim, deixo isso, por ora, ali de lado.

Mas, posso deixar um “muito obrigado” por fazer parte dessa história. Um eterno agradecimento pelo convite de escrever nesses 10 anos do Baconfrito e por tudo que rolou naquela época e, por motivos dele, o Cronos, nunca ter agradecido de fato, por tudo isso, meio que fechando esse ciclo com esse texto, oito anos depois.

Me despeço com uma frase do escritor Paul Auster, do “Invenção da Solidão”:

“Foi. Não será de novo. Lembre.”

Obrigado.

Será que um dia o Bolinha vai entrar na linha? Quem sabe isso não acontece pro aniversário de 20 anos…

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