O cara chama Marko Purišic, mas achou que um bom nome artístico seria Baby Lasagna, vai entender. Mas o que interessa é que ele entrou no Eurovision, aquela competição entre músicos que finge que é europeia mas tem gente de vários lugares nadavê, e botou Rim Tim Tagi Dim como segundo lugar em 2024. E a letra fala sobre o êxodo de jovens adultos que deixam a Croácia pra procurar melhores empregos, então tem aquela “crítica social foda”, apesar do clipe ser um pouco egocêntrico, na minha modesta opinião. continue lendo »
Não sei o quão esquisito o Sub Urban [Nome artístico de Daniel Virgil Maisonneuve] é ou quer passar a imagem de ser. Mas no clipe de Uh Oh!, ele incorpora uma mistura de testemunha de Jeová com mal invencível. E é uma mistura que, apesar de no papel parecer não combinar, funcionou muito bem. Ou eu também sou esquisito, vai saber. continue lendo »
Robert Pickering Burnham, mais conhecido como Bo Burnham foi um dos primeiros Youtubers que ficou famoso [E ganhou dinheiro] lá na internet dos idos dos anos 2000. Com isso, conseguiu sair do Youtube e fez stand-up, gravou música, dirigiu filme e o caralho. Ou seja, dá pra dizer que ele conhece a internet já faz um tempo. O que ele fez com isso? Welcome to the Internet, uma música que explica, como poucas poderiam, como funciona a grande rede de computadores. É engraçado porque é verdade. Quase não dá pra chamar de clipe, mas nesse caso não importa: A capacidade interpretativa do cara é suficiente pra carregar os quase cinco minutos de música. continue lendo »
Sabe, o clipe de Amazonia não é nada de mais, tecnicamente falando. Tem os caras do Gojira tocando, tem umas imagens da floresta queimando e dos povos indígenas, essas coisas que dá pra ver em qualquer jornal ou documentário. Mas a música traz um je ne sais quoi de Sepultura, e foi feita por conta das queimadas de 2019 que ocorreram na floresta [Além da banda apoiar a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil com os lucros obtidos com a música]. Ou seja, é mais do que só uma música. continue lendo »
Considerando o hype de Avatar [O filme], vou aproveitar aqui e botar um clipe que os caras do Avatar [A banda sueca] fizeram com vampiro, múmia, lobisomem e gente invisível. Se fosse brasileiro, eu esperaria que tivesse curupira e saci em The Dirt I’m Buried In, mas sendo sueco, eu esperava uns negócio meio Skyrim, tipo draugr, troll ou fadas. Mas tem que apelar pro mercado mais interesseiro interessado, o dos estadunidenses. continue lendo »
Se você, assim como eu, já é um tiozão, vai reconhecer Voyage, voyage. Se não é, pergunte ao seu tiozão de plantão se ele conhece Desireless. Provavelmente ele conhece só essa música, mas quem liga? É uma música totalmente em francês que fez sucesso fora da França [Não conseguindo o topo das paradas no país de origem, inclusive]. O clipe em si não é lá essas coisas, já que é só a moça cantando em uma mansão ou algo do tipo, mostrando pra galera que não pode viajar as alegrias de conhecer o mundo. Um rolê meio de cuzão, inclusive. continue lendo »
Eu não sou muito fã de metalcore, por motivos que não valem a pena ser discutidos. O que interessa é que While She Sleeps se enquadra nesse rolê, e apesar de não ser muito fã do som de To the Flowers, per se, a combinação da música com o clipe em si é um negócio bem potente. Melhor que muito curta-metragem que eu já vi. continue lendo »
Os caras do Alien Weaponry são da Nova Zelândia, sendo que o vocalista/guitarrista e o baterista são irmãos, que são descendentes de holandeses e maoris, além do baixista, que também é descendente de maori. O que quer dizer que o trabalho deles é, no mínimo, étnico. Então não é de se estranhar, entre outras coisas, que o clipe de Kai Tangata fale sobre a chegada de armas de fogo e cristianismo no arquipélago da Nova Zelândia. Obviamente, não foi bonito. continue lendo »
É impressionante como a internet nos carrega coisas que, de outra forma, a gente nunca veria. Black Pearl (He’s a Pirate), por exemplo: É uma versão tecnera, putz putz, ou seja lá como você gosta de chamar música eletrônica, de He’s a Pirate, música da trilha sonora de Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra que o DJ Rebel, juntamente com Sidney Housen [Ambos os quais eu nunca ouvi falar], pegaram e transformaram no que a Wikipedia me disse ser big room house. Mas o que me pegou mesmo foi o clipe, feito em Lego. Tudo bem que é Lego digital, e não as peças reais, mas é isso ae, eu sou uma pessoa simples. continue lendo »
Se você, assim como eu, nunca tinha ouvido Pass the Dutchie, talvez isso signifique que você tem menos de 40 anos. Ou que você não sabia que o reggae do Musical Youth fez parte da série Stranger Things, assim como outros sucessos dos anos 1980 [Já que é uma série de época]. O que importa é que os caras pegaram uma música sobre maconha, tiraram todas as referências à droga, e ainda assim dutchie se tornou uma gíria pra maconha, como não poderia deixar de ser. continue lendo »