Voices of a Distant Star (Panini)

HQs sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Eu nunca fui lá muito fã de romances e tal, mas vez ou outra pesco algo que – pra mim – preste. O mangá de hoje foi meio assim também. Encontrei há tempos, numa bancada abandonada de um Family da vida. Paguei barato e valeu a pena. Abre aí e veja porquê você também deve ler.

Antes de tudo, queria fazer uma pequena observação aqui. Apesar de entenderem muito de ação, desenvolvimento de personagens não é algo que os japoneses saibam fazer com perfeição. Normalmente, o herói de alguma série passa todos os capítulos sendo um completo babaca, até que, pra defender um amigo em perigo, liberta o poder interior escondido e blá blá, vence a batalha. Romance japonês então, puta merda, é horrível.

Claro, existem exceções, sempre, mas se for pra falar de cada uma esse texto não sai. E o Pizurk disse que só ia me deixar ver a luz do dia novamente se eu terminasse a resenha hoje. É a vida, queridos.

Voltando ao que importa: Voices of a Distant Star é muito bonito. Triste, agridoce. Com um final que parte o coração, te deixa querendo mais. Pena que seja um volume único. Nele, acompanhamos a história de dois amigos de colégio que aparentam estar apaixonados um pelo outro. Vivendo num futuro fictício, a menina acaba sendo selecionada pra controlar um robô gigante no espaço.

Robôs gigantes, espaço sideral e, ainda assim, um romance água com açúcar. Oh well….

Enfim, o meio que o “casal” acha pra se comunicar é através de mensagens no celular. Só que, como a garota se afasta cada vez mais do sistema solar, o tempo de espera entre as mensagens aumenta. De horas pra dias, de dias pra meses e anos. Ela não envelhece. Ele, segue a vida.

Sim, triste. Acompanhamos os dois de mensagem em mensagem. Na página seguinte, dez anos podem ter se passado. E, mesmo assim, um sustenta o outro, impede que o outro pire. No geral, o mangá foge bastante de estereótipos comuns de personagens desse tipo de publicação. É triste, e deixa um vazio quando cê termina de ler. Recomendo fortemente pra aqueles que não gostam de muita melação de cueca, mas tá precisando de uma fossa bem digna. Sem falar que, por ser um volume único, e, logo, pôde ser feito sem prazos pra cumprir, a arte é linda, os traços, delicados. É uma obra muito meiga.

Ótimo pra tardes chuvosas, pra ler enrolado no cobertor.

Voices of a Distant Star


Hoshi no Koe
Lançamento: 2005
Arte: Mizu Sahara, Yumeka Sumomo
Roteiro: Makoto Shinkai
Número de Páginas: 240
Editora: Panini

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