Você sabe por que velho não joga? Parte 9 – Mais exemplos de avanços nos jogos.

Games quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Continuando a parte 8, comparemos mais exemplos de evolução em diferentes consoles:

Luta

Street Fighter 2 (Nintendo), Mortal Kombat (Super Nintendo), Tekken 2 (Playstation), Tekken 5 (Playstation 2):

Ah, os jogos de porrada. Presentes desde o início dos consoles, sempre foram o motivo ideal pra se jogar contra um amigo e descarregar tensão ou simplesmente mostrar como você é bom.

Street Fighter 2 do Nintendo, ao que me consta, foi uma versão pirata, muito difundida na época. Todos os movimentos e quase todos os lutadores conhecidos do arcade estavam lá. Mas era simplesmente horrível de se executar os golpes naquele controle do Nintendinho, sem falar que a falta de capacidade de processamento deixava as animações muito toscas, até mesmo para o Nintendo.

 Olha a altura do pulo do Ryu!

Mas era uma das poucas opções de jogo de luta para a plataforma, com seus movimentos lerdos e mais frustração do que emoção gerados pelos golpes dados com apenas dois botões.

Com o advento do Super Nintendo, os jogos de luta começaram a despontar, dentre os quais escolhi Mortal Kombat.

mk.png

Um dos grande clássicos de luta de todos os tempos, apresentava lutadores digitalizados, com animações espetaculares para a época. A ação era rápida e o controle preciso do Super Nintendo permitia comandos facilmente executados, com os amados Fatalities.

Tekken 2, no Playstation, ocupa a próxima cadeira na linha evolutiva, apresentando lutadores perfeitos (e não caricaturados)em modelos 3D (com cenário também tridimensionais), com movimentos mais fluidos e simulações perfeitas dos katas de artes marciais.

Pela primeira vez também acompanhávamos um arremedo de história decente em um jogo de luta.

Com o Playstation 2, finalmente os consoles caseiros alcançaram o nível técnico e de acabamento dos arcades, levando o fliperama pra dentro de casa. Em Tekken 5, Os personagens puderam ficar maiores e a animação totalmente fluida, sem lag. Os cenários cresceram ainda mais em sua majestade tridimensional e os movimentos dos personagens foram acrescidos de sutilezas ainda maiores, dependendo da distância do oponente e se executado no ar ou no chão, por exemplo.

A sensação do pouso de um soco no oponente se torna bastante realista, devido á sincronicidade do processador e aos efeitos sonoros. São adicionadas ainda firulas, como a criação de personagens, para quem se diverte com isso. Próximo gênero de jogo.

Kick n Punch

Double Dragon (Nintendo), Final Fight (Super Nintendo), Power Stone (Dreamcast), Devil May Cry 3 (Playstation 2):

Double Dragon provavelmente foi o primeiro jogo de kick n punch a apresentar um movimento através da combinação de botões (giratória no ar, por exemplo), o que gerava enorme diversão pela variedade de movimentos e maneiras de acabar com os oponentes.

Sem esquecer, logicamente, dos jogos em dupla, com os movimentos onde os dois jogadores participavam (um segurava e o outro socava). Em poucas palavras: um clássico, gerador de todos os outros kick n punchs vistos depois. O mais famoso seguidor foi Final Fight:

Final Fight (assim como todos os outros jogos do mesmo estilo no Super Nintendo) não apresentou aumento no nível de diversão, pois apenas reciclou a fórmula de Double Dragon com gráficos e efeitos melhores.

Power Stone do Dreamcast, renovou o gênero totalmente, pois trazia cenários gigantescos, abusando da capacidade 3D da placa Naomi. Os cenários seguiam em todas direções, literalmente, sendo estonteante o jogo para quem não conhecia o percurso previamente. Os oponentes eram gigantes, ocupando várias telas e por vezes pareciam impossíveis de se derrotar.

A varieade de movimentos e na utilização de armas veio com um novo sistema, que incluía coletar pedras coloridas durante o percurso, a fim de liberar um poder especial do personagem. Power Stone misturou com enorme sucesso os jogos de luta com os do estilo kick n punch.

Devil May Cry encerra esta sessão, com chave de ouro, ao apresentar um jogo com absolutamente todos os requisitos necessários para o máximo de diversão em um jogo deste estilo: história intrigante, um protagonista carismático, um antagonista idem, gráficos maravilhosos e totalmente fundidos com as cutscenes, vampiros e outros seres do mal, trilha sonora excitante e original combinando com o jogo.

Na jogabilidade, três estilos diferentes para o personagem, á escolha do jogador e completamente diferentes um do outro. Um número grande de armas opcionais e com características distintas, além de um jogo difícil, muito difícil. Mas extremamente recompensador.

Espero que, a esta altura, esteja evidente que o avanço dos consoles e jogos é evidente entre as gerações.
E que com o avanço tecnológico, o jeito de jogar também muda. E pra melhor.

No próximo post: Arrebatadora conclusão.

Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • V

    Marvel Ultimate Alliance é um ótimo kick’n’punch também.
    E pode se dizer que hoje em dia temos ramificações dos jogos de luta, cara. Os que seguiram o exemplo de Tekken (Como a engine nova do Mortal Kombat, Soul Calibur), os que seguiram o modelo Street Fighter(Mantendo o saudoso gráfico desenhado e a movimetação em um único plano, com valorização para os combos e “movimentos especiais”, como King Of Fighters), e os novos e revolucionários jogos de porrada pra criança que se iniciaram com Super Smash Bros e D.O.N., Dragon Ball Z Budokai e Naruto…

  • Bel

    quando eu tinha uns 10, 11 anos, era viciaaada em mortal kombat 2. mas depois que joguei tekken 4 (já faz tempo isso. putz, tô velha), nunca mais larguei. uma pena que aqui em goiás não tenha um lugar decente prá jogar :/

  • Bel

    a titulo de curiosidade: atillah, você trabalha prá alguma empresa de video-game ou foi só uma criança muito solitária e sedentária?

  • atillah

    V de Vingança, estou vendo que você é do babado. Lógico qe deixei um monte de jogos de fora, só estou dando uma pincelada rápida sobre os aspectos mais salientes das mudanças dos jogos ao longo dos consoles. E acho que Marvel Ultimate Alliance tá mais pra action rpg, tipo Diablo, do que propriamente pra kick n’ punch.

    Bel.i.cio.us, de fato, já trabalhei escrevendo profissionalmente sobre jogos. Foi uma ótima oportunidade pra jogar Wii, PS3 e o 360, nos quais eu nunca poderia relar se dependesse só dos meus recursos financeiros.

  • bel

    eu SABIA que tinha dedo (heh) de profissional aí.

    qual é a sensação de jogar um ps3? *_*

  • Friederichs

    A evolução claramente é evidente….

    Gostaria de saber como andam os lançamentos desses estilos para as novas plataformas.

  • V

    Só tava tentando te complementar :D

  • atillah

    Jogar PS3… é legal. Mas vou falar, achei uma merda o controle sixaxis. Tiraram os motores que faziam a vibração no Dual Shock, e o controle ficou muito levinho, parece aqueles controles piratas. Os jogos da nova geração requerem uma televisão NO MÍNIMO Plasma ou LCD, widescreen, pra você ter uma noção de como os gráficos melhoraram. Se jogar em uma televisão normal, de 29 polegadas digamos, você vai achar uma bosta e se perguntar o que que tem de next gen nesses consoles. PS3 também tem poucos jogos decentes até o momento, e eu não joguei nenhum que me surpreendesse. Minha opinião muito pessoal, neste momento, é de que o XBox 360 é a melhor compra. Isso pode mudar no ano que vem.

  • NM

    Véi, Devil May Cry 3 é perfeito.
    Eu ainda quero jogar o Devil May Cry 4, apesar de eu achar que a história do jogo vai ser uma bela porcaria.

  • Joao

    Devil may cry e legal……Ja jogei vale a pensa!

  • Tóim

    Os textos são ótimos, mas são muito tendenciosos, só se fala de Snes e PSX/PS2…

  • Bem se vê que tu não entende nada de videogames e é só um babaca querendo aparecer.
    É fácil tirar essa conclusão, uma vez que a screenshot relacionada ao NES,
    é do jogo pra Master System , sua MULA!

  • atillah

    @ Ricardo

    Você ganhou o prêmio de “comentário mais irrelevante de todos os tempos”. Parabéns.
    Além de não adicionar nada á discussão, não conseguiu provar ponto de vista nenhum e nem apresentar provas do que fala. Impressionante.

  • Cervantes

    O primeiro grande jogo de luta em 3d foi o Virtua Fighter, da Sega. Tekken nunca chegou aos pés do nível de jogabilidade dele.

    Sinceramente, acho que o gênero “Luta” ganhou pouco com a transição para 3d. A maior parte das séries que tentou essa transição (Mortal Kombat, Street Fighter…) foi arruinada. Lembrem-se da quantidade de séries de luta boas para o snes (MK, SF, Samurai Showdown) e comparem com as atuais. Atillah parece só ter lembrado de Tekken – que nem é tão bom assim.

    A transição para 3d favoreceu alguns gêneros (survival horror, fps, stealth action, action-rpg, esportes), mas arruinou outros – plataforma, por exemplo. Mega Man, Castlevania, Contra… Eram ótimos em 2d, foram para o 3d e ficaram uma m****. Tanto é que o último Mega Man, “Mega Man 9”, foi feito COM GRÁFICOS DE NINTENDINHO. Olha só. E jogos independentes como Iji e o megaboga Cave Story são um sucesso, com seus gráficos pixelados. Nem sempre evolução técnica é sinônimo de evolução em jogabilidade.

  • Cervantes

    Aliás, acho que esqueci uma série de jogos de luta importantíssima: os “vs.” da vida: “Marvel vs Capcom”, “X-men vs Street Fighter” etc. Além, claro, do “King of Fighters”. Bem, todos esses são atuais, com tecnologia atual… E em 2d. Que nem o filme dos Simpsons! =D Jogue um desses jogos e compare com Tekken: Tekken é leeeeeeeento até a morte. Na minha opinião, as únicas séries de luta em 3d bem sucedidas são Virtua Fighter e Soul Calibur. Todos dois são rápidos e sabem explorar bem a terceira dimensão (principalmente Soul Calibur).

    Sobre os “beat’em ups”: deveriam ter ficado em 2d. Streets of Rage, Double Dragon, Final Fight, River City Ransom, Battletoads… Fora Devil May Cry, qual é a série Beat’em up em 3d que prestou? God Hand é muito bom, mas não vingou. E o próprio DMC já está estagnado: o quatro foi uma m**** atômica. A questão é: 3d é bom, mas não para todos os gêneros. Jogos em 2d tendem a ter uma jogabilidade mais rápida (vide a diferença entre os Sonic em 2d (ótimos) e os 3d, que são uma porcaria), uma vez que o jogador só precisa ir para frente e para trás. Você pode lotar a tela de inimigos sem deixar o jogador confuso: se você faz isso num jogo 3d, logo surgem os problemas de câmera (mesmo em Devil May Cry, que é excepcional, ainda persistem problemas de câmera).

    Acho que um bom exemplo de transição 2d-3d (fora Mario e Zelda…) que todos esquecem (e que serviu de exemplo para muitos jogos em 3d atuais) foi a de “Prince of Persia”. Embora o “Prince… 3d” tenha sido MUITO ruim, consertaram as falhas com o “Sands of Time”, fazendo uso não só de 3 dimensões, mas de QUATRO: o TEMPO também faz parte da jogabilidade. Cara, isso é muito inovador. A trilogia Sands of time foi quase perfeita (tirando o “Warrior Within”…), e deveria ser um exemplo de como utilizar bem o 3d tanto em momentos de ação quanto de plataforma.

  • SNES Forever :p

    “‘Sands of Time’, fazendo uso não só de 3 dimensões, mas de QUATRO: o TEMPO também faz parte da jogabilidade.”
    /\
    /\
    Poorrra , essa agora foi foda, 4 dimensões :x

  • anônimo

    Só discordo quanto aos jogos de luta. Nunca me diverti tanto com os jogos de luta tridimensionais (talvez com Virtua Fighter) do que com Street e MK 2D. Apesar disso, para mim, é uma exceção.

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