Você sabe por que velho não joga? Parte 7 – O todo-poderoso compact disc.

Games terça-feira, 21 de agosto de 2007

Adoção das mídias digitais com grande capacidade de armazenamento

Os jogos eletrônicos definitivamente se separam em “antes do CD” e “depois do CD”. A qualidade que foi possível de atingir nas mídias digitais é absurdamente maior que a dos jogos de cartucho.

Ao compararmos duas plataformas que foram contemporâneas, Nintendo 64 e Playstation, é possível observar mais claramente o incremento na diversão trazido pela mídia em questão. Nessa época, os cartuchos já eram uma tecnologia ultrapassada e cara, de produção muito mais complexa que os compact discs. A Nintendo realmente deu um passo em falso ao continuar investindo em cartuchos, já que a superioridade dos CDs já era evidente desde o Sega CD, pouco conhecido no Brasil, mas razoavelmente difundido (para um console de transição) nos EUA e Europa.

 Sega CD: Trambolho da porra.

Não era necessário olhar para os consoles, já que os computadores já apresentavam os jogos em CD, com qualidade muito superior, como Under a Killing Moon e The 7th Guest. O Sega CD já trazia jogos memoráveis, com a tecnologia que apontava a tendência do futuro. Talvez Lunar, seja o exemplo mais bem acabado: com uma ótima qualidade gráfica, paleta de cores incrível e, principalmente, o som digital. Não falo da trilha sonora (que também era muito boa), mas sim da qualidade do som que, afinal, era som de cd.

Enquanto as trilhas dos jogos de cartucho continuavam baseadas em MIDIs e sintetizadores, as trilhas dos jogos em CD podiam desfrutar de gravações originais, com som stéreo. A diferença era gritante. O mais perto que o Nintendo 64 conseguia chegar, era a digitalização de vozes e efeitos (Pokemon Stadium, Golden Eye). Enquanto isso, o Playstation apresentava trilhas inteiramente orquestradas (Final Fantasy VIII) ou gravações originais de bandas conhecidas como The Cardigans (Gran Turismo) e Blur (Fifa 98 – The Road to World Cup). Pela primeira vez, não era necessário abaixar o som da TV e ligar o aparelho de som pra ouvir um som decente durante o jogo.

Com a adoção do CD, também foi possível comprimir vários FMVs (Vídeos de tela cheia) e CGG’s (Imagens geradas em computador) nos jogos; os famosos “filminhos” quase onipresentes nos jogos atuais. Embora não melhorassem em nada a jogabilidade dos games (alguns até reclamam de parar o jogo pra ver filminho), foram uma grande adição em jogos mais longos, pois ligavam as fases ou cenários com uma história contada de um modo que realmente lembrava um filme, criando uma nova categoria de jogos, dominada basicamente pela Square (Depois Squaresoft e hoje Square Enix) em seu início, e denominada de Cinematic RPG; RPGs sem muita liberdade de ação, como se fosse um filme tocado no ritmo do jogador. Os melhores exemplos da aplicação da nova tecnologia foram Parasite Eve, Final Fantasy VIII, Resident Evil (Capcom) e Xenogears, na minha opinião.

parasite-eve.jpgGraças ao CD, filmes e vídeo-games se fundiram para criar uma experiência nova.

Embora muitos não gostem de assisti-los, a experiência de imersão na história que eles proporcionam é muito maior do que a que tínhamos com os diálogos estáticos de Phantasy Star ou com as intermináveis caixas de diálogo dos RPGs do Super Nintendo. Com o avanço da tecnologia, passaram a ser mesclados de forma quase imperceptível com o próprio jogo, o que pode ser visto em Metal Gear Solid (Playstation 2), com suas transições extremamente suaves e sensação de se “jogar um filme”.

No próximo post: Espaço, a fronteira final.

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  • Bel

    porra, eu AMO filminho em jogo.
    me sinto a protagonista de um filme de ação foda estrelado pelo vin diesel cheio de loiras peitudas e gostosas e carrões envenenados e helicópteros e FBI e tiros e POW POW POW BUUUUM neles. tudo isso, claaaro, ao alcance do joystick.

    mas de vez em quando dá uma saudade das musiquinhas em midi do alex kid :~

  • O balanço perfeito entre filmes e jogabilidade, na minha opinião, estão em God of War e Metal Gear Solid do Play 1. Ah, em tempo, lembrei de um jogo fodão que tem todo jeitão do 16 bit na nova geração: Castlevania, Simphony of the night. É simples e é foda (ok, a trilha sonora não é tão simples, mas enfim, a jogabilidade em nada deve para os Castlevanias antigos). Aliás, ele me lembra que, quando transformado em 3D, não ficou lá essas coisas (putaquemepariucommemorycard, eu sou chato pra porra…hahahahahahaha).

  • Friederichs

    Cara, parabens, não poderia ter escolhido exemplos melhores.

    E quero ver quem não gostava de ver CGG’s como squall enfrentando Seifer em FF VIII, Tifa sendo assassinada em FF VII e uma das melhoras, a batalha do Bahamute contra Alexander em FFIX

  • V

    Os CGs tão sumindo dos jogos cara. A tendência é o jogo realtime ficar tão bem feito que não precise do CG pra auxiliar. Joga Gears of War e The Darkness no x360 ou Prince Of Persia e The Godfather do Wii pra sacar que aqueles gráficos nos filminhos são na verdade o jogo, só que a ação rolando sem o seu controle!

  • danilo sakamoto soares

    cara….curti vc te flado da square…
    eh uma empresa q eu respito pacas….principalmente po secret of mana do snes…show
    e vc…bem vc manja de vgs eim!!!!hauhauauhuah
    to gostando das suas colunas

  • xenogears tinha uma história extremamente complexa, beirava até o delírio com a história do início da vida e tal, mas nem de longe os elementos gráficos de xenogears ( que era uma merda pura a.k.a. bad squered robots) tem a mínima chance de ganhar dos summons cgs de legend of legaia NEM DE LONGE.

  • MaK-PG

    Ninguém lembra do PC-Engine? Eita video-game desconhecido da porra!

  • Cervantes

    Puxa, pc-engine era muito bom. Snatcher, os dois primeiros Metal Gear (portados do msx)… Cara, muito bom.

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