Você sabe por que velho não joga? Conclusão.

Games sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Se você leu os posts anteriores, então entendeu como é importante visualizar através de exemplos o impacto da evolução da capacidade de processamento na qualidade dos jogos.

Nem sempre é possível perceber essa evolução nos jogos de computador, pois neles a transição costuma ser suave e contínua, ao invés de “aos saltos” como nos consoles. Um jogador que tenha jogado muito Atari, mas que perdeu as gerações 8 e 16 bits, e foi tentar jogar novamente só no Playstation, provavelmente encontrará muita dificuldade até “entender” como os jogos do Playstation funcionam. Ele acha que “é tudo vídeo-game”, e vai tentar transportar suas habilidades de Atari para o console atual. Mas vai se frustrar muito, porque são coisas completamente diferentes. Isso afasta muitos jogadores das antigas.

Os jogos mudam. E com eles muda também a nossa maneira de jogar. Os jogadores não só aprendem a jogar diferentes jogos ao longo do tempo, mas também vão sendo “formados” como jogadores, de acordo com a tecnologia disponível.

 “Diversão” na época do Atari. Excitante. (X-Man)
 “Diversão” de verdade. Tem até uma ovelha em cima da cama! (Grand Theft Auto)

É uma ilusão julgar que os jogos antigos eram mais divertidos do que os atuais. Eu acho que essa ilusão se deve, em grande parte, ao fato de sentirmos falta da situação e época onde os jogos antigos foram jogados. Todos nós temos uma tendência a lembrar com saudades de nossa infância, sendo que muitos consideram a infância como um período de mais felicidade do que o de sua vida adulta.

É natural que os gamers de quase 30 anos associem suas infâncias felizes (na década de 80) com os games daquela época, sendo períodos de menos preocupação e de jogos compartilhados com amigos. O retorno ao jogo da mesma época vem carregado dessas lembranças e emoções, o que afeta o julgamento racional da real diversão e jogabilidade dos games em questão. O fato de muitos gamers de Atari terem abandonado os videogames precocemente e não conhecerem de fato os games atuais, também contribui para a avaliação parcial.

Talvez os únicos que possam julgar com clareza e comparar imparcialmente o nível de diversão proporcionado por diferentes consoles e jogos, sejam as crianças e adolescentes da geração atual de gamers, que não tiverem nenhum tipo de ligação emocional com o Atari, por exemplo. E que não estarão jogando por nostalgia.

Os emuladores respondem a esse apelo de nostalgia, e me questiono sobre a real motivação para jogar um jogo antigo, quando há uma série de jogos novos á disposição. Muito possivelmente, continuamos jogando os jogos antigos pelos mesmos motivos que recorremos aos álbuns de fotos ou filmagens de casamentos, formaturas, etc: para sentir de novo um momento bom de nossas vidas.

Mas como também já sou um gamer crescido, vou te dar uma dica: cresça, deixa de ser TANGA e vai jogar jogo de verdade.

Larga desse River Raid, porra! Toma aqui esse Gears of War e seja feliz.

 FRAAAGGG!!!

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