Você é o que você joga.

Nerd-O-Matic quinta-feira, 25 de outubro de 2007

E aí, vocês cansaram de falar de pirataria? Nós ficamos quase UM MÊS discutindo sobre pirataria. Em dois sites diferentes ao mesmo tempo.

Eu não cansei; na verdade eu podia ficar mais UM ANO argumentando e escutando o que vocês têm pra falar. Não é que eu goste de ouvir vocês, mas eu gosto sim de argumentar, discutir e foder com a mente dos outros. É uma espécie de esporte pra mim. Mas achei melhor dar uma parada no assunto, já que vocês não agüentam o tranco.

Então, na coluna de hoje vamos falar sobre games e personalidade. Já notaram como diferentes tipos de pessoas gostam de diferentes tipos de jogos? Já notaram como existem certas pessoas que simplesmente não vêem graça nenhuma em vídeo-games? Por que será que isso acontece, essas diferenças de perfil gamer?

Vamos analisar. Pense em cinco jogos que você gosta. Os meus, no momento, são:

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Shadow of the Colossus (PS2 – Ação).

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Final Fantasy Tactics (PSP – Estratégia em Turnos)

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Trauma Center (Wii – Puzzle/Adventure)

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Zelda Twilight Princess (Wii – RPG/Adventure)

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Syphon Filter: Logan’s Shadow (PSP – Ação)

á primeira vista parecem jogos muito diferentes, mas analisando com paciência você percebe que eles têm alguns elementos em comum. Vamos tentar identificar cada um desses elementos e sua relação com a personalidade de quem joga.

1) Todos são jogos que exigem um mínimo de reflexão antes de realizar as ações. Nenhum dos cinco jogos é baseado em reflexos rápidos ou ação incessante. Mesmo no caso de Syphon Filter, o rirmo é lento, e o avanço é feito através da procura de pontos no cenário onde você possa se esconder e derrubar os inimigos impunemente. São jogos muito diferentes de um Doom III Multiplayer, por exemplo, que é ação pura e simples.

2) Os cinco jogos possuem uma história a ser acompanhada. Em todos eles o enredo ocupa um lugar importantíssimo, sendo que em alguns chega a definir o que deve ser feito nas partes de ação. Zelda é o expoente máximo desse elemento: se você não prestar atenção no que os personagens falam, não vai saber o que fazer em seguida. Diferente de jogos como Street Fighter ou Tekken, onde a história simplesmente inexiste ou não importa para o jogo.

3) Os jogos escolhidos permitem uma liberdade de estilo de jogo, onde o jogador define que estratégias vai utilizar para vencer os desafios colocados. Até mesmo em um jogo aparentemente linear e restritivo como Trauma Center, o jogador tem a opção de ser um cirurgião rápido ou um cirurgião habilidoso, usar o healing touch, pular algumas etapas do procedimento, etc. Jogos que são altamente restritivos seriam adventures como Myst, que não permitem que você saia uma linha dos scripts do jogo. Você deve jogar e fazer estritamente o que foi programado pelos desenvolvedores, a fim de fazer o jogo continuar.

Existem outros elementos comuns naqueles jogos, mas já temos material suficiente para uma análise prévia de personalidade com esses três pontos levantados.

Muito bem; quem é esse cara que gosta de jogos com essas características? De pronto já podemos concluir que é alguém que gosta de estar no controle das coisas, e não de ser levado pelo jogo. Como estou falando de mim, posso dizer que isso não é apenas uma preferência de estilo de jogo, mas algo que faz parte da minha personalidade. Não gosto de não saber o que está acontecendo, de ser jogado de pára-quedas em uma situação na qual eu não saiba o que fazer. Quando acontece algum problema no trabalho, por exemplo, eu preciso ser informado com todos os detalhes do que está rolando; eu quero saber quem são os envolvidos e que recursos eu tenho á disposição para resolver a situação. Eu sempre trabalhei dessa forma na minha vida profissional, da mesma forma como acontece o briefing da missão em Syphon Filter. E estou supondo que esse traço da minha personalidade me faz preferir esse jogo pelos mesmos motivos que eu atuo como atuo no meu trabalho.

Por outro lado, conheço pessoas que são especialistas em resolver situações bizarras sem nenhum recurso, fazendo gambiarras aqui e ali, e no fim tudo dá certo. Esses McGyvers são muito diferentes de mim. Lembrei agora de um amigo meu, que não sabe ler inglês, mas mesmo assim joga Metal Gear “por instinto”, jogando através de tentativa e erro. Ele morre pra caralho no jogo, mas uma hora chega na resposta certa e consegue avançar. Eu nunca conseguiria fazer isso, porque detesto morrer em jogo. Quando eu morro, considero que foi um erro meu, e não do jogo.

Tenho baixa tolerância a erros, e eles me irritam muito. Por isso evito jogos que envolvem muita tentativa e erro, como Touch Detective e Full Throttle. São jogos que nem sempre podem ser resolvidos pensando, e você precisa tentar várias coisas até descobrir o que precisa ser feito no cenário. Isso me irrita. Faz eu me sentir burro, e daí eu largo rapidamente do jogo. Não gosto de errar. Gosto de pensar antes e fazer certo já de cara.

Histórias e enredos. Sempre preferi jogos que você precisa ler, até mais do que jogar, como é o caso dos jogos da série Final Fantasy. Provavelmente isso se deve á minha ligação com os livros e com a escrita, que sempre foram fontes de gratificação para mim, e até já me renderam dinheiro. É evidente que eu também jogo coisas que não têm porra nenhuma de história, como Doom. Mas digamos que se for pra dar tiros em alguma coisa, prefiro que exista uma história interessante. Então sempre vou dar preferência a Silent Hill em detrimento de Quake. Se puder, escolho Silent Hill.

Flexibilidade no estilo de jogo. Um ponto MUITO importante para mim. Eu quero jogar como eu achar melhor, trocando de estratégia conforme a situação. Quero ter a opção de uma faca para um combate corpo-a-corpo, quero um rifle para matar um inimigo próximo, e quero um arco e flecha, para matar o cara que ainda não me viu. Me incomodam os jogos muito rígidos, onde você faz a mesma coisa do começo ao fim. Aqui fico pensando em alguns amigos que conseguiam passar MESES jogando Street Fighter, sempre com o Ken, e sempre dando a mesma seqüência de golpes, repetindo eternamente a mesma coisa e, aparentemente, se divertindo muito com isso. Ou minha mãe, que passa horas jogando Freecell no windows, tentando bater o score anterior. Alguma pessoas preferem regras rígidas e simples, que permitam a elas se concentrar no jogo. Eu não sou assim.

Como vocês podem ver, tudo depende da personalidade de cada um. E não se engane: sua personalidade, quem você é, como você vê o mundo, são coisas que se expressam nos jogos que você escolhe e no modo como você joga.

Diga-me quem és e te direi que merda tu jogas.

Eu falei muito de mim, porque sou a única pessoa sobre quem posso falar com certeza. Mas vamos alçar vôos mais altos e tentar expandir esse modelo de análise. Vamos pensar em outra pessoa agora, pra ver se você pegou corretamente a idéia de tudo que eu disse.

Pense no Théo. Considerando o que você já conhece dele pelo site, que tipo de jogo você acha que ele jogaria?

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Acertou!

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  • a flexibilidade de um jogo é sempre o principal para mim. o tempo que cada um temos para jogar, que a cada dia diminui, sempre é uma das coisas que me incomodam. gosto de jogos em que eu simplesmente posso deixar ali, e voltar quando quiser, para que em uma melhor oportunidade, tenha maiores chances. FFT, é um clássico para mim, pois a cada missão, eu me dedicava ao máximo em lutas paralelas, para que, quando chegasse a hora da cena de jogo, ela não oferecesse dificuldades, fazendo com que eu me sentisse realizado por cada luta que eu tinha feito com cada personagem antes dela. por isso, que durante a minha partida, nenhum personagem morreu, e 12 deles estavam no level máximo. os outros, estavam em média, no LV 55, ou superior.
    mas claro, isso tudo foi em uns 6 meses, em que eu jogava sem parar, revezando com meu irmão, hoje em dia, não tenho mais tempo para isso, mas espero que mude.
    jogos de estratégia assim são os que mais me atraem. o primeiro que joguei, só fui descobrir um tempo depois, se chamava “Hoshineng”. era todo em japonês, e demorei 3 dias só pra aprender o esquema de ataques básicos, e pra aprender a utilizar o cenário, que mudava a cada ataque. por ser todo em um idioma que eu desconhecia, muitas vezes eu fantasiava sobre a história, até que, em algumas partes, tão envolvido que eu estava com o jogo, que eu conseguia entender o que estava se passando pela tela, sem nem ao menos saber o que eles estavam falando. era como aqueles filmes mudos, em que se podia saber tudo só pelas imagens…
    descobri depois, que esse jogo fazia parte de uma série, e que o que u joguei, era um prequel dela, um jogo muito difícil de se achar por aí. tão dificil, que eu nunca achei os outros da série…
    mas espero que, com os torrents por aí, isso mude, e que eu consiga achar a continuação dessa história que tanno me cativou…

  • Bahamuto

    Eh vero!! Mas a interpretação da real personalidade através dos jogos que cada um joga pode ser ambigua ou múltipla… Por exemplo, quem joga WOW… (como eu, huaeuhahu), tá jogando pq adora RPG e descobre que é um dos melhores que ja teve a oportunidade de jogar, com quests praticamente infinitas e muita, muita pancadaria??? Ou joga WOW pq na verdade ele quer fugir da vida dele, aonde ele está longe de ser considerado um herói e que no jogo ele se sente muito mais poderoso que na vida real??? Ou ainda, pq ele não tem mais nada pra jogar, e é apenas mais um joguinho para passar o tempo enquanto algo melhor ou interessante não aparece? Essa interpretação é válida, mas considero como sendo algo pessoal, e que somente vc pode saber sobre vc mesmo, no resto, sempre vai ter um amigo seu q vai escolher a ‘melhor’ opão possível para a sua personalidade, como no caso o Atillah fez com o Théo aí, q eu aposto q deve ser verdade, uheahueahueahua >=)

  • Friederichs

    Bem eu jogo praticamente qualquer coisa…

    Mas nas preferencias, sempre escolho algo como um RPG, mas sou meio chato. Alguns me dão uma liberdade nunca vista, como FF XII, onde vc tem varias escolhas, até de qual job seu personagem terá, isso me atrae muito. Jogos onde pensar são muito, muito bem vistos , já que não é sentar e icar apertando dois botões apenas.

    Odeio, simplismente odeio duas coisas em games, pegar pela mentade (save de um amigo seu), eu fico totalmente sem animo de jogar, mesmo que seja um MGS, é broxante começar do meio. E outra coisa é eu não entender porra nenhuma, na maioria das vezes jogos em japonês, me sinto um poste.

  • joao

    porra, cara, tem muitos jogos boms porai,e eu so muito fa de jogos de tiro,de porrada e de MMORPG.

  • joao

    mas o melhor jogo mesmo e de MMORPG,porque nele se faz o que se quise,dependendo do rpg.

  • bel

    eu gosto de age of empires e call of duty :D

    acho que eu gosto de guerras.

  • The Eldar

    Bom, eu gosto muito de jogos com estórias longas e momentos em q a decisão pensada é fundamental (como muitos dos listados acima), mas existem dias em q quero deixar o cérebro em “stand-by”, e jogo coisas como Tekken, Marvel vs Capcom ou Pocket Fighters.
    E isso vem de longe, qdo jogava Baldur’s Gate não conseguia deixar um pedaço preto sequer na tela, e me divertia matando os animais e etc… mas tb me divertia, e muito, jogando Worms2 ou Worms Armagedon… aliás, até hj.. hehehe…

  • Eu não tenho videogame e, desde que terminei meu namoro (cerca de 3 meses), não jogo quase nada. Dos últimos que me lembro de ter gostado, Marvel Ultimate Aliance (Dead Pool, saudoso), Okami (FODA!) e Kingdom Hearts 2 (saudade do Pato Donald). E sempre The Sims. Também não dispenso um bom jogo de plataforma e gostava de assistir o ex jogando Shadow of the Colossus, God of War e Onimusha. Não jogava por causa da agonia extrema que me dá quando eu não consigo acertar botões em seqüência. Eu também odeio errar.

  • joao

    pergunta do dia: quem,em sâ consiencia,gosta de errar? (resposta: a mâe do thèo! como ela poe errar desse jeito? o théo não nasceu,ele foi cuspido. -_-” ) (so curtindu XD)

  • Jonh B. God

    Alguem aqui já jogou algum Sim City ou algum Command and Conquer? Isso sim é jogo! Sem mencionar Civilization… Fora dos simuladores e RTS’s, Gosto de jogos da segunda guerra, como o MoH:Airborne, achei o máximo cair no meio dos alemães e sair metendo bala, acho que gosto de guerras tb…

    Ps.: Zoar o Thèo é uma especie de hobby do site?

  • atillah

    @ John B. God:

    Não é bem um hobby, cara. É que ele PEDE pra ser zoado. Sem falar que eu e ele estamos em guerra desde o início do AOE, pra ver quem vai fazer a zoação suprema com a pessoa do outro.

  • Capitão Piratão

    ótima escolha de jogos, huno. Aliás, ce citou FULL THROTTLE, véi! negativamente, mas tanto faz. Aquilo é do CARÍIO! Enfim, eu gostava pra caralho de FT e Ilha dos Macacos, mais pela história do que pelo simples fato dos dois serem “adventure games”.

  • sim sim, os dois primeiros jogos q vc citou são mui fodas, sim, sim (tactics só joguei pra ps1, agora to jogando outro de tactics pra ps2, disgaea 2, foda tbm.) (Y)

  • Pedro

    Dos seus 5 jogos, só não conheço o último, mas os outros são muuuito bons! Trocaria o FF pelo XII, mas só porque é o que eu estou jogando agora.

    Zelda >> all

  • Morbeck

    amo jogos de guerra.
    concordo com a bel age e call of duty.
    eu gosto também de cs, não tem história, se limita a fase e o objetivo é matar o inimigo.

  • Jão

    engraçado como o meu resultado deu o oposto, foram 5 jogos onde o necessário é reflexo e um pouco de memorização (acerto e erro), como gradius 5, neo contra, Irregular Hunter X e Monster Hunter Freedom (pensei nos jogos que joguei ultimamente). Tá, tinha Okami também no meio, mas foi mais por uma questão artística.

  • Capitão Piratão

    Agora, Shadow of the Colossus é uma ode ao sadismo. O colosso tá lá, quieto, na dele, aí ce sobe no bicho e começa a FURÍ-LO. Que é que ele faz? NADA.
    Tá certo, tem uns dois ou três que tentam te furar de volta, mas a maioria é DóCIL demais pra tentar qualquer coisa. São só pobres almas sendo atacadas cruelmente pelo moleque e seu cavalo.
    …tem coisa melhor? HAEheAHEAHhAE porra, aquele verme gigante voador é o melhor deles. O bichão fica voando na dele até ce resolver furar. Aí ce chama o bicho, sobe nele, e tudo o que ele pode fazer é se desesperar e gemer de dor.

  • [TRG]Vash

    atualmente eu gosto mais de trauma center, guitar hero, vampire the masquerade bloodlines e warcraft. eu acho que sou uma pessoa que tem pensamento rapido e estrategico.

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