Utopia – Fique paranoico ou morra [Ou: Como se tornar um idiota]

Televisão segunda-feira, 09 de setembro de 2013

Utopia é sério, é tenso, é cru, é uma crítica que te faz pensar no futuro, ou na falta dele, do mundo, talvez no mesmo nível de Black Mirror. Sério, eu nunca fui desses malucos conspiratórios de “Nova Ordem Mundial”, mas esta série me deu um pequeno cagaço sobre o que os governantes querem. Por isso, é hora de começar a produzir a própria comida.

A verdade é a seguinte, o planeta está super lotado, os recursos estão escassos e você acha mesmo que os poderosos não farão nada pra impedir o fim da própria existência? É claro que eles farão, eles farão a guerra, o extermínio, eles irão diminuir este número absurdo de terráqueos e você deve dar graças a Deus por estar em um país que não está na lista de extermínio, embora caso as guerras não aconteçam, as doenças estão aí pra isso. Mas calma, o extermínio não está na doença, mas sim na vacina. E sim, estou parecendo completamente insano, mas é isso que Utopia faz com quem assiste esta desgraça.

Utopia é definitivamente a série com o maior número de tiros na cabeça, além de ter um puta diretor de fotografia foda. A história é a seguinte: Um grupo de fãs de uma história em quadrinhos que se conhece de um fórum decide se encontrar, já que um deles afirma ter o manuscrito com a segunda parte da HQ, que nunca foi lançada. Com isso, o grupo de fãs começa a ser perseguido por assassinos, pela CIA e por mais quem o governo resolver mandar atrás deles. A verdade é que esta revista conta os planos do governo, que eu irei explicar pra vocês daqui a pouco, além de revelar a identidade do Mr. Rabbit, que é um cara muito louco. O que Utopia nos mostra é o seguinte, não confie em ninguém e sempre saiba onde está Jessica Hyde.

Nas palavras da própria série, o que tá pegando é o seguinte: Existem atualmente pouco mais de 7 bilhões de pessoas nesse muquifo de planeta. Quando seus pais nasceram, existiam pouco mais de 2 bilhões. Falta de alimentos aumentando, petróleo acabando, quando nossos recursos acabarem em 20, talvez 30 anos, dado tudo que sabemos de nossa espécie, vocês acham realmente que iremos compartilhar? Nem pensar. Por isso, qual seria a melhor forma de não chegarmos a extinção? Esterilização. Mas é claro que a esterilização não atingiria 100% da população, o vírus atingiria apenas 90 – 95% da população, deixando apenas 1 a cada 20 fértil de forma hereditária. Sim, apenas, levando em conta a atual população do planeta. Sendo assim, podemos prever que a população ficará em torno de 500 milhões em menos de 100 anos. Mas até lá, as taxas de natalidade retornarão, mas em um planeta que se sentirá vazio. E agora, lutar contra essas pessoas é certo ou errado? Estas pessoas são genocidas ou as pessoas que vão contra elas é que são?

Um terço das terras cultiváveis do planeta são atualmente inúteis devido à degradação do solo, mas mesmo assim, continuamos a gerar bocas a serem alimentadas. A pessoa que mais teve impacto positivo no meio ambiente do planeta até hoje não foi o cara que inventou as lâmpadas econômicas, foi Genghis Kahn, que massacrou 40 milhões de pessoas e com isso não havia quem cultivasse a terra, o que resultou em florestas voltando a crescer e no carbono deixando a atmosfera. E se esse “monstro” que foi Genghis Kahn não tivesse existido, haveriam mais 1 bilhão de nós brigando por espaço neste planeta morto. É, a parada é tensa, não tem piadinha aqui não.

E porra, esses caras não são os vilões, eles são os heróis. O planeta se tornou 1 deserto com milhões de almas sofrendo, pra que enrolar com Bolsa Família se é possível castrar toda a humanidade? Foda-se o livre arbítrio, estamos destruindo a porra do planeta, carai. É simples, cê gosta de andar em ônibus lotado? E super lotado? Agora imagina isso 24 horas por dia pelo resto da sua vida. O planeta tem um limite de passageiros e nós já o ultrapassamos há muito tempo.

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  • Arthur Arantes Souza

    Cara, o país produz alimento suficiente para alimentar 2.5 vezes a população da terra.

  • Jo

    Deve ser por isso que ninguém passa fome no mundo.

  • Na verdade a galera passa fome por não ter capital pra pagar pela comida produzida. É só ver a quantidade de desperdício que ocorre, sem contar a obesidade.

  • Jo

    O que eu quis dizer é que se toda essa comida produzida fosse distribuída igualmente entre toda a população, o negócio seria diferente.

  • Sim, seria um negócio bem diferente, chamado socialismo. E isso entra no fato de que o ser humano, no geral, prefere acumular à dividir. Mas ai já é outra coisa.

    E cê devia acreditar menos nas coisas que cê vê na TV, cara. Ela mente.

  • Jo

    Se você prestar atenção, cê vai ver que antes da última parte do texto está escrito: Nas palavras da própria série.

    Não é o que eu acho, é o que a série diz. De forma exagerada? Sim, mas não totalmente falsa.

  • Eu respondi seu comentário, não ao texto. Se não vai assumir suas próprias palavras, não fale nada. Frango.

  • Jo

    Ah sim. E cê vai dizer que se a população continuar crescendo não iremos chegar a um momento em que os recursos se esgotarão?

  • Se.

  • Arthur Arantes Souza

    Cara, esta questão é levantada desde o século XVIII com Malthus, que falava que a população crescia em PG e os alimentos em PA. A verdade é que essas teses nunca se confirmaram, sendo que o potencial de produção de alimentação é muito maior que o crescimento da população. O problema é que há má distribuição dos recursos e desperdício. Como essa tese é bem antiga e até hoje não se confirmou (lembre que a população no século XVIII não chegava a 1 bilhão), duvido que se confirme. Sem contar que a tendência de crescimento populacional vem diminuindo.

  • Orlando

    Na verdade, o grande defensor do meio ambiente foi Fritz Haber, químico alemão que descobriu uma forma de produzir amônia em laboratório, permitindo o surgimento dos fertilizantes industriais, o que aumentou a produtividade da agricultura e evitou a derrubadas de milhares de arvores.
    Depois disso, grandes e gananciosas corporações multinacionais, visando o lucro, começaram a desenvolver uma agricultura baseada em técnicas e maquinas modernas, sementes selecionadas e fertilizantes artificiais que aumentaram a produtividade agrícola e evitou a derrubadas de milhares de arvores.

    Se observarem bem, as principais crises de fome que aconteceram no mundo nos últimos 100 anos ocorreram em regiões em que a agricultura industrial não existia (como Coreia do Norte e Africa), pensem nisso antes de criticar as grandes multinacionais.
    P.S.> Todas essas informações estão no livro “Guia politicamente incorreto da historia do mundo” de Leandro Narloch, recomendo a todos que leiam.

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