Uma breve reflexão sobre jogadores de GTA

Games terça-feira, 23 de julho de 2013

Como cês devem saber, Grand Theft Auto, ou só GTA, é uma das franquias de maior sucesso dos video games e irá lançar em breve o GTA V. Mas desde quando o Vice City ainda era um jogo novo eu percebo que as pessoas têm uma… Tendência quando se trata dessa franquia. Vem comigo.

Na minha opinião, pessoas que jogam GTA se dividem em duas categorias: Aqueles que zeram o jogo, que fazem as missões e descobrem lentamente os segredos contigos em um jogo de mundo aberto e aqueles que tão nem aí pra tudo isso e só usam a liberdade artificial do GTA pra fazer merda. Desconfio muito que o segundo grupo é o maior, aliás. Anos atrás, quando cada lan house de bairro tinha GTA Vice City, era comum ver aqueles moleques com o mal-disfarçado uniforme por baixo de uma camisa jogando carros recém roubados nas águas da cidade de Vice, matando Tommy Vercetti sem parar e digitando cheats vertiginosamente para extrair o máximo de diversão sem precisar fazer nada no jogo, até que eventualmente eles cansavam e deixavam aquilo de lado.

Desse jeito, e empiricamente falando, o GTA virou um jogo de segunda classe, enquanto os verdadeiros gamers jogavam Need For Speed, Counter-Strike e afins. Muito injusto, é o que eu digo. Vejam, certas missões do Vice City, um jogo de dez anos agora, são filhadaputamente difíceis. Acontece a mesma coisa no irmão ainda mais velho da franquia, o GTA III, o primeiro no mundo 3D. A verdade é que se você não se interessar, quase qualquer jogo vai ser imbecil. O agravante da franquia GTA é a coisa toda ser em mundo aberto, ou seja, te dando a liberdade de sair barbarizando até cansar. Daí a tendência de só virar um fora-da-lei virtual quando se trata de jogar Grand Theft Auto, pelo menos no começo. Concluo que, eventualmente, os antigos freqüentadores das casas de jogos crescem e acabam realmente jogando de verdade certos jogos e deixando outros de lado (Vide toda aquela punhetagem com Counter-Strike que tomou conta da galáxia tempos atrás e agora parece ter desaparecido).

 O caçula da franquia.

Toda essa reflexão veio de uns tempos pra cá, quando resolvi relembrar minha própria época de moleque lambão na lan house e pegar o Vice City pra jogar. Pra minha surpresa, tinha mais coisa pra fazer além de tentar atravessar de uma ilha pra outra antes da hora e roubar o helicóptero da polícia. E fui fazer missões. Pra minha nova surpresa, aquele jogo no qual eu perdi tanto tempo era mais complicado do que a minha mente de adolescente entendia. Comecei a compreender as referências que a Rockstar espalhou por todas as suas produções, como VC foi inspirado em Scarface e etc, etc.

Depois de terminar Vice City com mais dinheiro do que eu posso gastar e ser o rei da cocada preta, no mais puro estilo Tony Montana, resolvi ir pro GTA III. Enquanto faço progressos lá, também comecei a jogar o San Andreas, que foi o que eu menos tive contato dos três. Só não tento o GTA IV e nem terei o V por falta de condições tecnológicas (Meu computador é uma carroça e meu console é um 64) [Nota do editor: Não há previsão de GTA V pra pc, por hora. Infelizmente]. Não estou viciado, nem posso, com todas as coisas da universidade e do trabalho, mas estou descobrindo novos mundos nos games. É como passar a vida batendo nos outros com um taco de beisebol e um dia sacar que dá pra jogar um jogo até legal com aquilo.

Vida longa e próspera.

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  • Aquele Cara

    Belo texto, emocionante até. Seria legal se a Rockstar (empresa que faz o game) criasse algum tipo de mecanismo ou até um modo de jogo já com os cheats ligados pros idiotas vid4 lok4 huehue que só sabem fazer merda se divertirem em “paz”.

  • Filipe

    Pois é, é uma pena jogos tão bem pensados, em todos os aspectos, desde a história até os rádios, serem tratados assim!

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