Trazendo à Realidade 2.0 – The Octopus

Nona Arte quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vocês aí, que leram as histórias do personagem mais famoso de Sir Arthur Conan Doyle, ou simplesmente assistiram ao filme de Guy Ritchie, me respondam uma coisa: Quem foi/é o arquiinimigo de Sherlock Holmes? O único homem que conseguia se equiparar a este, intelectualmente? O Doppelganger do maior detetive do mundo (Fãs de Agatha Christie, não encham por favor. Miss Marple e Hercule Poirot eram bons, mas muito ineficientes quando comparados a Holmes. E Dupin, de Poe… bom voltemos ao assunto)? Isso mesmo, Prof. James Moriarty, a maior mente criminosa do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

Mas, o que diabos o arquiinimigo de Sherlock e um personagem pouco conhecido de uma HQ quase esquecida dos anos 1940 têm a ver um com o outro? Além de ser as nêmesis dos protagonistas, eles tinham outra característica em comum: Agir nas sombras (E tomem isso literalmente, no caso do Octopus).

De acordo com O Problema Final:

Ele é o Napoleão do crime, Watson. É o organizador de metade de todo o mal nesta cidade. Trata-se de um gênio, um filósofo, um pensador abstrato, Possui um cérebro de primeira grandeza. Ele fica, imóvel, em seu escritório, como uma aranha no centro de uma teia. A teia, entretanto, tem milhares de ramificações, que ele conhece muito bem. […] quando vinha até aqui, fui atacado por um brutamontes com um porrete. Consegui derrubá-lo e a polícia o prendeu. No entanto posso lhe garantir, com a mais absoluta confiança, que nenhuma relação poderá ser estabelecida entre o cavalheiro em cujos dentes cortei meus dedos e o professor aposentado de Matemática que está resolvendo problemas numa lousa a quinze quilômetros daqui.

Lembrando o Dr. Garra do desenho do Inspetor Bugiganga (Olha uma deixa pra coluna, Bonilha!), Dr. Octopus, durante toda a história da HQ, não mostra seu rosto ou corpo, apenas suas mãos. Ou seja, todos (Moriarty, Drs. Octopus e Garra) trabalham “por trás dos panos”, sem se revelar a amigos ou, claro, inimigos.

Dr. Octopus, na vida real, seria um cappo intelectualmente superdesenvolvido de uma famiglia mafiosa. Mas, ao contrário dos mafiosos de O Poderoso Chefão, que ostentavam seu “status” por aí, Octopus seria mais discreto. Controlaria, com mão de ferro, dezenas de pequenos criminosos, impondo-se não pela qualidade de seus subordinados, mas pela quantidade. Uma vez que, na HQ, ele é descrito como um mestre dos disfarces, vou supor que:
1-Ele tinha um rosto e corpo tão incrivelmente comuns que ficava fácil mudar a aparência de forma radical ou;
2-Ele era um Polítipo da vida.

E o Spirit? Bom, digamos que ele finalmente conseguiu descansar em paz…

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  • Interessante essa analogia que você fez! Esse esquema de deixar o vilão na penumbra é um recurso muito interessante. Serve tanto pra despertar a curiosidade do leitor/espectador, como para deixá-lo dar os contornos que sua imaginação bem entender à figura bad guy.

    Em breve escreverei algo sobre Sherlock…

    PS:Como você lembrou do Dr. Garra?

  • Guten

    @Jorge
    Um dos meus desenhos prediletos era o do Inspetor Bugiganga; além do mais, no mesmo dia em que escrevi o texto, saiu “Dr. Garra” num jogo/piada interna minha.

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