The Pale Blue Target

Nona Arte quarta-feira, 16 de março de 2011

Como diria Nosso Senhor e Salvador Lobo, a Terra não passa de uma maldita bola de lama metida a besta. Comparada à esmagadora maioria dos planetas habitados mostrados em HQs, a Terra ainda está para chegar na Era do Graveto Ligeiramente Afiado, que dirá na da pedra. Outras civilizações encaram viagens interplanetárias como algo completamente rotineiro e trivial; nós achamos que um maldito iPad é a melhor idéia concebida desde o capacitor de fluxo. Nossa tecnologia é medíocre, os recursos naturais estão à beira da exaustão, o lixo cobre o planeta de pólo a pólo, sem contar a mediocridade intelectual da maioria da humanidade.

Com tudo isso exposto, eu finalmente me pergunto: Que tara é essa que esses malditos aliens têm por essa droga de planeta?

O Escoteiro-Mor & Família, Hawkwoman e alguns dos Hawkmen, Darkseid, Estelar (Dos Titãs), Doomsday, Abelha-Rainha, Daxamitas, Brainiac, Zim, os Deuses Astronautas… A lista segue indefinidamente. Na saga A Noite Mais Densa, Nekron vem instalar a bateria central dos Lanternas Negros onde? No meio de um cemitério em Central City, o lar dos Flash, ao invés de se instalar, sei lá, no asteróide B612. Ainda nos Lanternas, o puto do Abin Sur, depois de décadas coçando o saco pelo espaço fazendo absolutamente coisa alguma pela Terra, resolve aterrissar aqui quando ferido fatalmente, ao invés de simplesmente se estourar em algum meteorito vagante.

Mudando de lado e falando da Marvel, temos Galactus. A pústula lazarenta se denomina “O Devorador de Mundos”. Mas, quando chega no nosso sistema solar, o que o esfomeado faz? Ignora TODOS os outros planetas (Inclusive Júpiter, o Grande Chucrute Celeste e seus incontáveis satélites-aperitivo) e vem direto para cá, somente para ser humilhado por um pedregulho conciente, uma borracha metida a besta e sua namorada tímida e um fósforo viciado em adrenalina.

Dentre todos os ETs das HQs, os únicos que me parecem não ligar pra esse pequeno ponto azul em que vivemos são: Lobo (Porque, afinal de contas, ele é o Maioral e não precisa dessa bola de lama para nada) e o outro é o Anti-Monitor, que só quer destruir o nosso universo, sem nenhuma motivação pessoal (Se bem que ele deve estar de saco cheio de interferências da Liga da Justiça, Lanternas e avó do zelador do motel na esquina da tua casa).

Eu entendo que os roteiristas, sendo terráqueos como nós, gostam de discorrer sobre o próprio umbigo e colocar a maior parte da ação aqui. Mas, custa um pouco de esforço para criar algo extraterreno? The Authority, L.E.G.I.O.N. e até mesmo o supracitado Maioral possuem ótimas histórias, e raramente colocam os pés por aqui. Não é difícil criar um nome estranho para o planeta, um gentílico para seus habitantes e desenvolver as histórias sem cruzar a Nuvem de Oort. Eu posso criar um agora mesmo: Melmac, habitados por seres peludos com pêlo castanho claro e… D’oh!

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