Sombras da Noite (Stephen King)

Livros terça-feira, 26 de março de 2013

Não sei vocês, mas eu cresci ouvindo como o Stephen King comia bundas. Pra galerinha alternativa da internerd, ele é o tal.

Enquanto sua irmã lê Crepúsculo e bate siririca pra 50 Tons de Cinza, aposto que tua mãe só deu pro teu pai depois de descobrir que ele curtia Stephen King. Provavelmente, o escritor fez parte da adolescência de muito coroa por aí, assim como Harry Potter foi a nossa.

 “Meu porquinho da índia foi minha primeira namorada”… Não, pera.

Mesmo assim, apesar de tantas coisa boa no currículo do rei trocadalho, acho que só dou o azar de pegar os livros mais fracos. Acredito que metade dos três leitores do Bacon (1,5 leitores, por que um deles não tem os braços) vai querer meu virginal cuzinho num espeto, mas fazer o que.

Não vou dizer que essa compilação de contos de terror, tanto inéditos quanto já famosos, é uma merda. Até por que não é. Pra quem, como eu, é viciada em terror, sangue, centopeias humanas e guineas pig, foi meio que uma decepção.

Ok, ainda não fui clara. Acontece que o problema de toda coletânea é o mesmo: A porra do capitalismo. A gente sabe que aquilo ali foi feito só pra vender mais. Logo, apesar de – Muitos – momentos geniais, tem alguns contos que me fazem simplesmente… Bocejar.

De cabeça, cito Jerusalem’s Lot, que é um pastelão clichê trash e a história que abre o livro. Contado através de cartas, ele é aquela típica narrativa do cara cético e ~das ciência~ que vai pra casa mal assombrada que recebeu de herança e se dá mal lá dentro. Muito legal e tals, mas nah. Não sei o que é exatamente, mas acho que a mistura, no fim, não deu certo. É tudo contado através de cartas, por personagens sem sal que não despertam nem um feeling.

Esquecendo o lado ruim por um momento, dou destaque pra Ondas Noturnas, uma espécia de spin off de uma série publicada previamente, e Mulher No Quarto. O primeiro, por ter bastante ~adrenalina~ e o segundo, pela ~emoção~ provocada.

Aliás, antes que eu esqueça, um outro que simplesmente me deu vontade de morrer – E não sei avaliar se isso é bom ou não – foi A Máquina de Passar Roupa. Não consigo nem ter opinião formada sobre o assunto, tamanha minha cara de paisagem depois de ler. Porra, uma máquina de lavar, aparentemente feminista, que se revolta depois de jogaram sangue de virgem lá dentro, é possuída por um cramunhão e de repente dá mó merda? The FLYING fuck?!

Tá, ignorem o que eu disse, pois acabo de perceber que esse conto é a melhor história já contada pela humanidade.Tolkien, CHUPA ESSA!!!1111!ELEVEN

Por fim, é bom pra passar o tempo. Lá dentro estão histórias que inspiraram filmes famosos. Mas só. Não vai te causar blenorragia cerebral nem vai marcar sua trajetória literária. Vale a pena se você tá começando agora a se enturmar no mundo das pessoas dodóis da cabeça, digo, do terror.

Quero dizer, se vocês ainda me lêem, não deve ser tão dumal assim. Acho.

E, por favor, seus mamíferos chocolatantes ranhentos, me indiquem algo do Stéfanie Rei. Obrigada pela atenção, seus lindes!

Sombras da Noite


Night Shift
Ano de Edição: 1978
Autor: Stephen King
Número de Páginas: 416
Editora: Objetiva

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