Review – Zeitgeist (Smashing Pumpkins)

Música quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Quem não se lembra dos sons melancólicos e pesados de uma das bandas mais importantes dos anos 90? Os caras pararam… mas voltaram. E trouxeram esse álbum.

O álbum já começa com uma sonzeira: Doomsday Clock. Cacete, os caras estão de volta, fazendo o MESMO som espetacular de sempre. Empolgante, tirando a parte da… voz de Billy Corgan. Sinceramente, não é das melhores, mas casa com o som de uma forma perfeita. 7 Shades of Black é uma puta pedrada com um quê de Stoner. Som pesado, chiadeiras de leve e aqueeeeeeela viagem musical. Nem dá pra acreditar que os caras PARARAM um dia. Bleeding the Orchid já é um som mais calmo. Bom, pelo menos nos versos; no refrão, o peso volta a dominar pra você NÃO parar de balançar a cabeça. Puta viagem, percebe-se que o lado cru dos caras ficou meio que de lado de vez, e assim entrou algo mais… complexo no estilo dos caras. E a empolgação dos putos continua intacta.

That’s the Way (My Love Is), uma baladinha tradicional. Daquelas que, se você não tomar cuidado, vai ficar com a letra PRESA na cabeça. Não tome cuidado, é Smashing Pumpkins. Tarantula, um dos melhores sons de 2007, puta SONZEIRA EMPOLGANTE. Mais um som marcando a evolução musical dos caras. Eu disse que a empolgação deles continua intacta? Porra, ela AUMENTOU, isso sim. E agora ela transborda, MAIS do que nunca. Aqui eles deixam seu lado cru voltar, ou seja, puta som detonadormente sensacional. Starz começa com suspense e logo explode, definitivamente, o tipo de som que não deixa você ficar parado. United States proporciona mais uma viagem, típico dos caras. Sem perceber, você vai estar com a letra na boca e com as mãos procurando lugares para bater, imitando a bateria. Foda. No fim, um orgasmo.

Neverlost, mais uma vez os caras deixam o lado cru de lado, mas nada demais pra esse tipo de som. Lento, sem novidades e clichê. Mas nem por isso deixa de ser bacana. Bring the Light é um som animado, mas não é dos melhores. Sei lá, por um momento, os caras saíram da linha. Alguns trechos são respeitáveis, como o solo. Outros são… chatos. (Come On) Let’s Go! traz mais um clichê, mas de volta á linha. Som bacana e dançante com algumas variações, bem trabalhado. For God and Country segue a linha clichê, trazendo mais uma viagem dessa vez. Mas nada demais, o som é relativamente fraco. Médio. Então, Pomp and Circumstances encerra o álbum com um som que, eu diria, seria uma… canção de ninar. Não é a melhor forma de se encerrar um álbum que começou daquele jeito, mas fazer o quê. Apesar da pisada na bola, o álbum é respeitosamente um dos melhores de 2007. E que venha mais.

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Zeitgeist – Smashing Pumpkins
1. Doomsday Clock
2. 7 Shades of Black
3. Bleeding the Orchid
4. That’s the Way (My Love Is)
5. Tarantula
6. Starz
7. United States
8. Neverlost
9. Bring the Light
10. (Come On) Let’s Go!
11. For God and Country
12. Pomp and Circumstances

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