Resenha – Leões e Cordeiros

Cinema domingo, 18 de novembro de 2007

Eu poderia fazer uma resenha de uma frase só, mas tudo bem, vamos CONVERSAR. Robert Redford (Quebra de Sigilo), Meryl Streep (O Diabo Veste Prada), Tom Cruise (Colateral) e Michael Penãoa (Atirador), bom elenco. E só.

leoesecordeiros1.jpgO que você acha que Tom Cruise está fazendo?

O filme conta com três histórias paralelas: A entrevista com o Senador Jasper Irving (Tom Cruise) feita pela jornalista Janine Roth (Meryl Streep); a “ida” do exército ao Afeganistão com os soldados Ernest Rodriguez (Michael Penãoa) e Arian Finch (Derek Luke); e a reunião escolar com o professor Stephen Malley (Robert Redford) e o aluno Todd Hayes (Andrew Garfield). O filme vai mostrando trechos de cada história a cada 10 minutos, por aí. É um filme de diálogos.

O professor Stephen Malley está em uma reunião com seu aluno Todd Hayes, discutindo sobre as faltas e decidindo (ou negociando) o futuro do mesmo. Malley também foi professor de Ernest Rodriguez e Arian Finch, que se alistaram recentemente e já estão em terras afeganistãs, acreditando que a maneira certa de se mudar o país (no caso os EUA), é lutando. Enquanto isso, o Senador Jasper Irving cede uma entrevista de uma hora á jornalista Janine Roth, contando sobre os planos de acabar com o terrorismo, sem deixar de lado os comentários sobre as ameaças Iraque, Afeganistão e Irã. No decorrer do filme, reparem nas fotos pela parede, Tom Cruise de mãos dadas com o BUSH, véi. Foi a coisa mais perturbadora do filme INTEIRO.

leoesecordeiros2.jpgVamos ter uma… Conversa Quente. (heh)

Enfim, o filme inteiro é basicamente isso, Ernest Rodriguez e Arian Finch acabam tendo um futuro indesejado após uma falha do esquadrão, que dava o local onde o helicóptero dos caras iam posar como seguro, mas acabaram caindo em uma emboscada. Já na entrevista, por muitas vezes o entrevistado e o entrevistador dão opiniões sinceras (ou apenas convincentes DEMAIS) sobre toda essa guerra contra o terrorismo. Já na reunião, lição de moral, e é ESSE o ponto do filme: Lição de moral. Sabe o clichê norte americano, onde todo filme de guerra sempre tem alguém enfiando uma bandeira dos EUA no CU dos soldados inimigos? Pois é, dessa vez eles enfiam a bandeira no SEU cu, e fazem um final pseudo-comovente.

leoesecordeiros3.jpgRobert Redford também dirigiu o filme. É o último, né?

Em outras palavras, o filme não é o que VOCÊ espera, é só mais um filme pros norte-americanos se emocionarem enquanto os produtores ganham grana e os atores concorrem ao Oscar. Foi difícil dar uma opinião sobre o filme, confesso, saí do cinema SEM opinião. Ou eu interpretei mal o filme, ou é mais um filme meia-boca que vai te deixar com a sensação de que você devia ter visto outro.

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  • Friederichs

    SO Fucking COOL!!!!

    Esse filme é legal!!! Além de mostrar o conflito existente, eu vi algumas coisas, que talvez sejam loucura, mas que mostram como uma simples colocação muda tudo!

  • bel

    ah, parece interessante… eu gosto de filme assim, com histórias nadavê interligadas. tipo crash!

    se der eu assisto e faço uma resenha também :}

  • joao

    esse filme e bem legal =D

  • O filme realmente é mais um para sacear o cunho ideológico americano. Mas é importante analisarmos o ponto de vista que pode ser aplicado ao jornalismo de qualquer país. Onde nota-se “uma mão lava a outra”. A Jornalista ajudou o cara, e ele vai ajudá-la agora… BANG! Mais uma jogada de marketing do senador. Hoje em dia é assim, os meios de comunicação nos quais confiamos são meramente objetos de consumação.. ou vitrine deles.

  • @Jéssicam
    Fato, fato. Uma pena que o filme não inovou tanto, né? Se não fosse tão pela saco e abordasse outro tema, poderia ter uma relevância maior, ao meu ver. Será?

  • Neymar Silva532

    Nao e nao  que porra e essa  nao entendir nada  _|_

  • Bianca

    Ao vermos um filme como esse não podemos pensar nas ideias bitoladas que temos a respeito da Guerra ao Terror. Acredito que o filme inova sim, mostrando-nos 3 ângulos diferentes desses acontecimentos, cada um se adaptando à vida das personagens. Portanto, ele não forma o lado correto da história, pois confere esse poder aos telespectadores, mesmo que ele nos induza a um ou outro lado em alguns momentos (não podemos esquecer que foi produzido por norte-americanos). Ele discute também o fato dos jovens que parecem já ter perdido a vontade de modificar o que acreditam estar errado e os que partem para o lado radical, como os alunos que se alistaram no exército, e viraram, assim, soldados. Não achei o final “pseudo-comovente”. Na verdade, nem comovida fiquei. Acredito que o roteirista escolheu esse final para que nós terminássemos de assistir ao filme e fizéssemos uma reflexão, mesmo que alguns não tenham suficiente análise para fazê-la. Porém, penso que o filme falhou, felizmente, no seu objetivo: não retirei toda a culpa dos Estados Unidos na Guerra do Afeganistão, mesmo que, agora, eu tenha conhecido melhor o lado americano do conflito.

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