Primeira edição do Kart dos Brothers

Publicidade sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Depois de três anos de hiato, o Bacon está de volta na pista. De kart. E como não poderia deixar de ser, o Bolinha ficou pra trás. Tão pra trás que nem participou.

Tudo bem que o Bolinha participava dos Desafios Interblogs de Kart, e o negócio agora é o Kart dos Brothers, mas quem liga?

Antes de mais nada, vamos às apresentações:

Na fileira de baixo, da direita pra esquerda, temos Lu Mazotti, do Puro Veneno; Caio Komatsu do Fail Wars; Samantha Andrade, que é muié do Joab.

Na fileira do meio, Castrezana do Nerd Rabugento; o nosso já velho conhecido Romenique Zedeck do Uarévaa; Adam Smith do Profanos; Rafael Grillo do Fottus; Letícia Sanseverini do… Eu não sei pra quem ela trabalha, então foda-se; Ivo Neuman do Treta/Não Salvo; Joab Junior, também do Treta; Marcelo Oliveira, também conhecido como Nhock, do falecido Haznos e sua excelentíssima, Manu.

Já num patamar superior, temos Braian Rizzo, do Blog do Braian; eu, na posição mais alta do pódio [Uma predição do futuro] e por fim o sr. Raphael Silva, também do Fail Wars.

Pela quantidade de gentes, já deu pra notar que não teria como fazer uma bateria só. E, pra deixar o negócio mais divertido, foram feitas três baterias: Como eram dezesseis pessoas, duas baterias iniciais de oito, e os quatro primeiros de cada fariam a bateria dos campeões, que teve de ser reduzida pros três primeiros de cada já que a galera fodeu com mais carro do que deveria. Mas eu estou me adiantando, voltemos ao começo da bagaça, que eu não sou muito bom com flashback.

 O warm up.

Como eu não posso entrar na cabeça de cada um, vamos ao que eu sei. Sai de casa na minha querida moto, com o capacete lazarento que pode ser visto nas fotos. Explicação pra quem se atenta à detalhes [Ninguém]: Meu capacete maneiro com viseira fumê foi roubado, então eu tou com um genéricão até comprar outro, coisa que eu nunca tenho tempo. Mas enfim, peguei a Avenida dos Estados, cheguei no Auto Shopping Global, número 8000 [Dessa vez eu tava atento] e larguei a moto no estacionamento grátis [Só pra moto, carro paga. Mas acho que o kartódromo dá o estacionamento de brinde] e rumei pra pista. Lá chegando, encontrei esse povo todo, e a despeito de alguns atrasos, o negócio correu bem [Ahn, ahn?]. Só senti falta do Johnny, que é sempre daora zoar. E nem tive como cobrar sorteio de vaga pra leitor. Se bem que essa pocilga nem tem leitor mais, né?

 Montagem das drags.

Eram duas opções de vestuário: Macacão e jaqueta. Como eu ando de jaqueta todo dia, peguei um macacão. Verde, que é o meu tamanho, desde os tempos de Interlagos. Não peguei luva nem capacete, muito menos balaclava. E mesmo assim passei calor pra caralho, do lado daquele motor lafranhudo. E quando vi a quantidade de karts enfileirada nos “boxes” e a galera ali acumulada, fiquei meio assim, mas ai anunciaram a existência de três baterias: Duas, em que geral correria normal, e uma terceira, a nega, pra ver quem é o melhor dos melhores. Eu, como bom ansioso cretino que sou, pulei pra pista e já me encarapitei num veículo, o de número 11 [Não tinha 17], escolha que se provou acertada:

 Conferindo o carburador.

E, ao contrário de outras corridas, não teve divisão entre meninos e meninas, foi tudo no mesmo balaio de gato. Inclusive, a volta mais rápida de todas foi da Samantha, com 22 segundos e alguma coisa, mas como eu não tenho os resultados, não posso ser mais específico. Ainda foi longe do tempo abaixo de 20′ do evento anterior [Faz tempo, hein], mas fazer o que? Eu inclusive não consegui ser pole position: larguei em segundo duas vezes, a primeira atrás do Raphael e a segunda atrás do Joab. Também não fiz volta mais rápida nenhuma vez, nas duas baterias que eu corri a volta mais rápida foi do puto do Raphael. Mas o que deu o tom das corridas foi isso aqui:

 Enquanto um conversa com os pneus, a galera passa voado.

Geral rodando, batendo, fodendo o kart e quase se fodendo no processo. O único que não embarcou nessas pira errada aparentemente fui eu, porque consegui inclusive desviar de acidentes alheios sem grande dificuldade. Acredito que seja uma habilidade adquirida ao andar de moto em São Paulo: Reflexos like a ninja e memória muscular do circuito. O negócio foi tão louco que minhas costelas do lado direito só vieram a doer dois dias depois. Isso que dá tanta curva pra esquerda.

 Atenção para o kart fantasma no canto esquerdo da tela.

Mas depois de uma classificação meia-bomba [E de enroscar numa lateral na hora de montar o grid de largada], em que eu larguei em segundo, a primeira corrida foi foda. Na largada, o Raphael comeu mosca e eu pulei pra liderança e não sai mais. Não rodei, não bati, foi um passeio. Exceto pelo fato de eu estar empolgado e berrando dentro do meu capacete. Algo parecido com isso, só que de forma hétero:

 AI CARA QUE DELÍCIA!

A segunda bateria, a qual eu não participei, pareceu de certa forma lenta. Talvez seja pelo fato de que a galera tava fazendo voltas acima de 30 segundos, talvez por eu não estar dentro do kart rodando feito um imbecil naquele circuito minúsculo. O que eu sei é que o Nhock foi o único a andar decentemente, e mesmo ele bateu em algum momento. Se isso é um bom sinal eu não sei. Sei que ele tava com o 11 e também ganhou a bateria. Coincidência? Eu acho que não.

O problema foi que, na bateria all stars, o lazarento também queria o kart 11. Não dá pra ambos usarem o mesmo kart, então o que foi feito? Decidimos como adultos: No par ou impar. Que inclusive eu perdi. Tive que ceder o meu 11 campeão. Mas há males que vem para bem: apesar do plano inicial de uma terceira bateria de oito pessoas, devido à problemas técnicos tivemos apenas seis corredores na pista. E o kart 19, que tinha sido barbarizado, foi pros boxes e voltou afinado. Eu quase peguei o 20, mas quando ele apareceu eu olhei pra ele e falei “HELL NAH”, porque ele chegou andando feito aqueles velhotes que se arrastam. O 19, em compensação, voltou dos boxes cantando pneu na freiada, então eu olhei pra ele e falei “É esse”. E não me decepcionei, o bicho tava igual ou melhor ao 11. Tanto que eu fiquei em segundo na classificação de novo, mas pulei pro primeiro lugar na largada de novo, e depois de ser ultrapassado pelo Joab, eu consegui deixar ele pra trás e não perdi mais posições de novo. Sou o campeão indiscutível. Chupa, Bolinha!

 Comemorando feito um pantera negro [Ignorem minha cútis].

E, se você reparar bem, os três primeiros tão de camiseta do lugar. A promessa é que, da próxima, haverá boné. E depois troféu. Mas eu aprendi a não acreditar nesse tipo de coisa, principalmente em época de eleição.

Brincadeira, o pessoal do Kart Premium ABC é bem ponta firme, principalmente por deixar a gente correr de graça. Mas eu ainda aceito desafios de leitores. Ou de qualquer um, correr de graça é comigo mesmo.

 Sua inveja bate no meu macacão verde e volta.

Minha única tristeza é que sempre dura muito pouco.

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