Possessividade

Games terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Sou extremamente egoísta.

É saudável e demonstra meu apreço por aquilo que possuo. Fora que outras pessoas simplesmente não sabem cuidar das minhas coisas como eu sei.

Essa característica obviamente não é exclusividade minha. Conheço muitas pessoas que são assim como eu e, na medida do possível, as entendo. Enquanto elas não fazem algo tipo meu tio, no último sábado.

Cê sabe o que é ter um PS2 e God of War ao alcance de sua mão e não poder jogar? Quase fui à loucura.

Principalmente lendo o Autogamer diariamente. E vendo comments da Bel.

 Bel, cê está nos sonhos do AG

Isso se chama poder da sugestão. Minha mãe costuma usá-lo frequentemente comigo, querendo que eu lave a louça, vire vegetariana e saia da internet. Consiste em, basicamente, insistir numa idéia até que a pessoa acabe realizando o que você quer inconscientemente.

Agora me diz, como é que eu sobrevivi por três dias dormindo numa casa onde um PS2 acumulava pó? Nem eu sei. Lembro que ouvia meus tios de seus 35 anos jogarem Winning Eleven enquanto eu cuidava da minha prima de 7 meses, e morria de inveja. Tentei ligar o videogame de madrugada, mas o volume fdp tava no altíssimo, micaguei de medo de acordar todo mundo na casa (afinal, eu sou a mais nova da minha geração por lá e um alvo forte de briga) e acabei desistindo.

Depois ainda fui até a cozinha, pegar um pouco de Coca e derrubei a panela de feijão no chão.

Às 2h30 da manhã.

E antes que me perguntem, não, eu não estava bêbada. Sou desastrada por natureza.

Não sei se isso faz de mim uma hipócrita, mas, ao mesmo tempo que não quero ninguém mexendo no meu notebook, quero que dividam o PS2 e God of War comigo. Aliás, nem dividir, larga saporra de playstation comigo e vai trabalhar, vagabundo.

 Se meu tio tivesse largado o jogo, cês poderiam ter uma versão PS2 comigo disso

E é por isso que eu decidi resgatar o PS2 do meu irmão lá na minha cidade natal e trazer pra cá. Porque eu quero que meu tio enfie a sua possessividade no cu. Porque eu quero o MEU console (veja bem, console) para encher de jogos idiotas. Nada de Travian ou jogos online da Barbie.

Daí sim, cês vão ver o que é uma noob aprendendo a jogar como homem. Sou gaúcha e não admito jogar como mulherzinha, tenho síndrome de Ana Terra (just Google it).

Certeza que sairão colunas só com as minhas histórias engraçadas de membros perdidos no Street Fighter e depoimentos emocionantes de jogatina com REZ.

Olha, se me pegar num dia bom, até convido umas amigas pra jogar e arranjo material pro Autosex. Cês não conhecem o tamanho da minha bondade.

(Nota do Editor: Ok motherfuckers, conseguimos converter a Manu. Agora convençam a Bel a escrever aqui e esse deve se tornar o site mais interessante da internet – Atillah)

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