Pirataria nos games. Fugir da briga é para os fracos.

Nerd-O-Matic quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A coluna da semana anterior saiu simultaneamente no Ato ou Efeito e no Gamehall, e pude experimentar vários tipos diferentes de recepção ao texto que foi apresentado.

Gostaria de agradecer a todos que tiveram a paciência e disposição de continuar a discussão nos comentários, concordando, discordando e argumentando de forma coerente. Queria lembrá-los de que NÃO estou escrevendo um artigo científico sobre o assunto e nem sendo pago para agradar a segmentos específicos ou a qualquer tipo de pessoa. Aos ignóbeis que simplesmente não gostaram do que leram ou que se sentiram pessoalmente ofendidos, deixo as palavras do mestre Alborghetti:

alborghetti.jpg

“Não tenho o rabo preso com vagabundo nenhum nesse estado e nem nesse país. Quem gostou, gostou. Quem não gostou que se dane; vá para o diabo que te carregue”.

Quero manter esse texto com um tamanho que não desestimule a leitura, portanto vou me ater a apenas UMA questão. A quem ainda acompanha essa discussão com genuíno interesse e um mínimo de tolerância á opinião alheia, gostaria de discutir a figura abaixo:

hf_hometaping.gif
“Gravações caseiras de fitas estão matando a música. (E são ilegais)”.

Muitos de vocês podem ser novos demais para lembrar, mas até a década de 90 as pessoas realmente usavam fitas cassete. E quando as fitas virgens foram colocadas á disposição do público pela primeira vez, em conjunto com os gravadores de fitas, a indústria fonográfica decretou que seria a morte dos LPs e da indústria musical como um todo. Afinal, você emprestava o LP de um amigo, gravava em uma fita e não precisava comprar o LP. Lembra vocês de alguma coisa que acontece hoje em dia?

Pois é, a música comercial continua por aí. E posso estar errado, mas acho que o número de bandas também não diminuiu e as gravadoras continuam ganhando dinheiro. A indústria musical não me parece exatamente falida, apesar de toda a pirataria e das fitas virgens.

Vejam, não estou dizendo que quem copiava os LP`s em cassetes estava certo ou errado. Como falei em algum dos comentários, estou evitando fazer julgamentos já que eu mesmo ainda não entendo a questão de forma completa. Mas me parece bastante evidente que era errado dizer que quem gravava suas fitinhas piratas ia acabar com a indústria e com a música dos grandes artistas. O tempo provou isso, não é questão de opinião ou do que “eu acho”.

Mas isso é música. Voltando á nossa discussão sobre softwares, vamos pensar em quem seria uma das maiores prejudicadas com a pirataria, para verificar o argumento de que a pirataria acaba com a indústria de softwares (jogos são softwares, não esqueçam). Será que existe algum software mais pirateado do que o Windows no planeta inteiro? Podemos pelo menos concordar que o sistema operacional da Microsoft é um dos softwares mais pirateados do mundo? Creio que concordamos. Agora me digam: ao longo de mais de duas décadas de pirataria do Windows (o primeiro Windows foi lançado em 1985), o Windows acabou? A Microsoft faliu? A Microsoft está mal das pernas? Ela parou de lançar novos produtos por causa da pirataria e dos salafrários que copiavam ao invés de comprar?

Acho que não.

Essa é uma das conclusões a que eu cheguei, pensando e escrevendo esse texto e o da semana passada: usar cópias não oficiais de jogos pode até ser errado por motivos éticos e morais, mas definitivamente não acaba com a indústria em questão. Parece um contra-senso, não parece? Mas os dados históricos não mentem, nem no caso da indústria fonográfica e nem no caso da Microsoft. E acredito com todas as forças que isso se estende á indústria dos games.

Descobri que isso acontece por um motivo muito simples: Quem compra os produtos piratas não tem dinheiro para comprar o original e, portanto, não compraria o original de qualquer forma.

Vamos desenvolver isso.

Se você tem grana suficiente, você vai querer o pacote completo, principalmente porque isso significa garantia e direitos do consumidor, no caso dos produtos oficiais. Você paga não só para ter o produto original, com manual, bonito, na caixinha, mas porque existe de fato um grande valor agregado a este produto. Ele faz MAIS por você do que o produto pirata. Nos casos dos jogos isso significa também poder jogar online, acesso ás áreas restritas de sites do desenvolvedor, patches, upgrades, etc.

Porém, se você não tem os recursos para comprar o original, você simplesmente não compra. Como você pode ser culpado por não comprar alguma coisa que você não compraria de qualquer jeito, por não ter recursos para tal? É como dizer que a fábrica da Ferrari vai falir porque pouca gente compra Ferrari, preferindo um genérico em seu lugar, como um Uno Mille. As pessoas compram Uno Mille porque não têm recursos para uma Ferrari. As pessoas compram produtos piratas porque não têm recursos para comprar o original. Portanto, de qualquer forma, não seriam compradores do produto e não alimentariam a indústria em questão. Quem compra o produto pirata não é público-alvo da indústria dos originais, porque é simplesmente pobre demais para fazer parte dessa indústria.

Uma das argumentações que me parecem comuns contra o que escrevi aí em cima, é aquela que diz: “se o cara tem a grana pra comprar um produto pirata, então ele deveria deixar de comprar 10 produtos piratas para comprar um produto original”. Mas isso é falacioso, porque o desejo humano não funciona desse jeito. Ninguém quer o mínimo possível. Todo mundo quer sempre o máximo possível de benefício de qualquer coisa que faça. Pode chamar de lei de Gérson, desvio de caráter, natureza humana ou o que preferir, mas simplesmente é a forma como o indivíduo funciona. Como eu falei antes, estou analisando os fatos, e não a moralidade das ações humanas.

Outra contra-argumentação que vejo surgir nesse momento é de que se o cara quer alguma coisa então ele deveria “dar um jeito”, “economizar”, “trabalhar”, para poder comprar o original do produto que quer, ao invés de gastar com o produto pirata. Mas junte o desejo natural do cara com a indústria da propaganda, que desperta e exacerba o desejo sobre coisas que muitas vezes ele nem sabia que existia ou queria. Claro que não dá pra botar a culpa na propaganda por coisas que esse cara faz errado. Mas não é por esse mesmo motivo que um jovem pobre te assalta no semáforo e gasta toda a grana em um tênis Nike, ao invés de comprar comida? Pelo menos ele alimentou a indústria dos tênis originais, não é? Ele queria muito o tênis e “deu um jeito” de conseguir comprar o original. Um cidadão exemplar.

Agora você tá achando que era melhor ele ter comprado o tênis pirata né?

Tá bom, eu confesso que estou sendo deliberadamente manipulador e distorcendo a argumentação. Mas não importa se eu estou certo ou errado. Eu nem quero estar certo ou errado, como falei desde o começo. Eu só quero que vocês percebam que questão não é tão simples a ponto de se dizer “pirataria é roubo, e roubo é sempre errado”; isso é apenas um julgamento moral, cristão, que você recebeu a fim de manter a ordem social. Dizer que “roubo é errado” não serve para entender a questão como um todo. É por causa desse tipo de visão estreita que a questão não se resolve.

Novamente me estendo demais sobre o assunto, e não gosto de fazer post enormes; eles ficam muito chatos e as pessoas começam a comentar sem ler.

Alguns comentários e argumentos interessantíssimos surgiram nos comentários da coluna anterior. Alguns deles são tão bons e melhores que os meus, que eu me sinto na obrigação de reconhecê-los em um próximo post. Portanto, se você quer comentar, se esforce para não fazer ataques pessoais, e sim para trazer alguma contribuição coerente á discussão, ok?

Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • NM

    Sobre a pirataria do Windows (ou dos produtos da Micro$oft), ninguém vai comprar um Windows Vista por 300 mangos, véi, é um absurdo, ou o pacote do Office 2007 que custa mais de 1000 reais.
    Pagar uns 1500 para deixar seu pc com softwares bonitinhos e originais?
    Vá usar o Linux então que é de graça, melhor que o Windows, e você tem direitos do consumidor do mesmo jeito.

  • Daniel

    Eu pirateio mesmo! Com taxas de importação abusivas(60%) mais outras tantas taxas… Se os preços fossem acessiveis eu compraria numa boa! O governo tem que ter consiencia que os importados vão chegar ao consumidor de um jeito ou de outro.
    Isso me lembra aquele CD criado pelo Ralf, da dupla sertaneja Chrystian & Ralf.
    http://telhadodevidro.wordpress.com/2007/08/12/smd-ajuda-bandas-independentes-a-decolar/
    O preço do cd compete com aqueles do camelô.

  • Daniel

    Não tive tempo pra concluir o raciocínio…

  • O windows não sofre com a pirataria por causa dos softwares que rodam nele. Ok, eu, pessoa física, usuária de corel e photoshop não tenho grana pra pagar pelos originais de nenhum deles, mas o governo também não tem como ir na casa de cada pessoa conferir a originalidade de cada coisa.
    Agora, se eu tenho uma empresa, uma agência de publicidade, no caso, é uma boa idéia ter os originais pro caso de algum funcionário revoltado resolver me denunciar pra receita. O que mantém o windows vivo é o fato de que a maioria dos softwares só roda nele, então as pessoas tendem a aprendeer a usar só o windows. O linux é extremamente incipiente nesse quesito e o mac é caro pra burro.
    Enfim, falando especificamente de música, na época das cassetes o acesso a informação não era tão facilitado. Quero dizer, a gente conhecia poucas bandas, de uma forma geral só o que a rádio tocava. Com iso tendia a gostar de menos bandas e ter mais dinheiro pra comprar o LP ou CD. Além do que, a rádio nunca tocava tudo de uma banda, então se o cara queria tinha mesmo que comprar o álbum. Tudo bem, dava pra pegar emprestado com o amigo, mas como eu tinha colocado na questão do jogos no outro post, é o mesmo que comprar o the sims original e emprestar pa galera. Eu não consigo alcançar todo mundo, mais gente vai acabar comprando o álbum.
    A questão é que com a internet é possível conhecer bandas novas todo santo dia, baixar o cd completo, ter as letras, fotos, enfim, de um tudo. Daí a pessoa não vai mesmo ter interesse em comprar o cd original, na loja, bonitinho, com direito a reclamar se tiver arranhado, etc. E conteúdo exclusivo também já não faz muita gente comprar original, sempre dá pra ter acesso.
    Sei lá, acho que ficou um pouco confuso, mas espero que dê pra pegar o espírito, hehe. Só não vejo mesmo a “solução” pro “problema”.

  • atillah

    @ Sandrine

    “Quero dizer, a gente conhecia poucas bandas, de uma forma geral só o que a rádio tocava. Com iso tendia a gostar de menos bandas e ter mais dinheiro pra comprar o LP ou CD.”

    Sabe, não tinha pensando nisso. Quando você é musicalmente ignorante, de fato você quer escutar menos coisas, e “sobra” mais dinheiro para comprar sempre as mesmas coisas.

    Fiquei pensanso agora no quanto a internet me fez conhecer bandas novas; aproximadamente 96% das bandas e artistas que eu conheço hoje em dia me foram apresentados via internet. O que isso tem a ver com pirataria? Tem a ver que alguns desses artistas simplesmente não distribuem seus cd’s aqui no Brasil, o que significa que eu nunca poderia comprar o album original dos caras a não ser que eu importasse a parada, pagando um absurdo por isso, e supondo que eu soubesse de onde importar.

    Volto á questão: se eu não sou o público dos caras, se eu não sou considerado por eles como comprador (já que o produto deles não está disponível para eu comprar), será que eu realmente estou “roubando” alguma coisa ao baixar o cd via internet? “Importar” não vale como argumentação, o álbum deveria estar disponível na minha praça a um preço justo.

  • joao

    Puta merda,que post do caraeo Atillah.

  • Acho que todos concordam que os valores praticados pra compra e venda de cds e softwares são abusivos. Mas daí a importação não é desculpa. Se partimos do pressuposto que todo mundo deveria economizar pra comprar original, o mesmo vale pra artigos que não são vendidos aqui. Economiza e importa. Bonito na teoria e dificílimo na prática.
    Daí imagina: Tu conhece uma banda pela internet. Eles são do (insira aqui algum país distante e inóspito). Eles tem uma gravadora grande, mas que deciciu vender o cd só no (país distante e inóspito). Tu pensas “filhos da puta, vou baixar na internet e que se fodam, deviam vender aqui no Brasil”. Lindo, mandou a gravadora pros infernos e foi ser feliz. Até aí tá tudo muito bom, morte ao sistema e blablabla. Mas imagina que os caras não tenham uma gravadora, que seja uma banda totalmente independente e que lucra só com a venda dos cds pela internet. Só que as taxas pra enviar o cd até aqui são altas demais pro teu bolso juvenil. Aí, num esforço hercúleo, tu convence a tua consciência a acreditar que “afinal de contas não tenho culpa se eles são uns desgraçados que não tem gravadora e nem que eu seja um pobre assalariado”. Ou então fica falido por uns bons meses e compra na legalidade. Nenhuma opção é suficientemente boa.
    Eu ainda não vejo a solução, só tou lançando o que me passa pela cabeça pra tentar auxiliar na discussão e chegarmos a um denominador comum. ;)

  • Porquê ninguem tem um chip intel falsificado? Se vc quer vender produtos de baixa tecnologia (dvd, tênis, camisa de malha, relógio…) tem que ter preço baixo mesmo. Esperar que as pessoas tenham consciência é perda de tempo. Um tênis nike não VALE mais que 100 reais, uma camisa de malha não VALE mais que 50 reais, um cd não VALE mais que 10 reais, não adianta tentar convencer as pessoas a queimar dinheiro em produtos de baixa qualidade.

  • Capitão Piratão

    “A questão é que com a internet é possível conhecer bandas novas todo santo dia, baixar o cd completo, ter as letras, fotos, enfim, de um tudo. Daí a pessoa não vai mesmo ter interesse em comprar o cd original, na loja, bonitinho, com direito a reclamar se tiver arranhado, etc.”

    ótimo. Destruam a internet. Problema resolvido, aye?
    …droga, acabei de jogar fora uma bela idéia pra mais uma tira. Bom, que se dane.

  • Jonh B. God

    E ae galera?

    @Microsoft: Vocês já leram bem os anuncios da M$? Já repararam em que mercado eles UNICAMENTE atacam o linux? não é no mercado de desktops (PC’s caseiros) e sim no dos Pc’s corporativos, sejam workstations ou Servers, porque A MAIOR PARTE DOS LUCROS DA M$ VEM DE SOFTWARES VENDIDOS PARA EMPRESAS. (desculpem pelo caps em excesso, mas é o melhor jeito de dar destaque a algo…) Então ela ataca lá, porque se uma empresa grande como a volkswagen decide usar linux em todos os pc’s dela, mas precisar de algum programa que só exista pra windows, basta ela pedir que SEMPRE vai ter alguem disposto a fazer um igual ou melhor.

    Já pra pc’s domésticos, a história é outra, pq quem já tentou passar pro linux sabe como é foda deixar ele do jeito que vc quer:
    – temas legais:
    Linux – Vc baixa uns 15 pacotes, instala tudo, depois vc se orgulha das janelas tranparentes.
    Win – Vc baixa um “.exe”, instala, reinicia, e pensa: “Que legal!” e vai jogar C&C:TW.
    – Icones
    Linux – Vc baixa uns 15 pacotes, compila e instala tudo, depois vc se orgulha de ter icones iguais o windows ou o mac.
    Win – Vc baixa um “.exe”, instala, reinicia, e pensa: “Que legal!” e vai acessar o Orkut.
    .
    .
    .
    E assim vai, por isso a M$ nem liga pro linux pra pc doméstico, pq a comunidade linux é tão desunida e mal paga, que quando algo começa a ficar bom, ou o produtor desiste, ou a equipe muda, ou o projeto é abandonado…

    Agora se vc é mais esperto e antenado, como EU (módestia off), você se inscreve num concurso que a M$ patrocina, não faz nada pra sequer tentar ganhar, e ganha de brinde só por ter participado 1 windows vista business e 1 XP Pro, quer coisa melhor?

    Ps.: O vista mais barato sai em torno de 130 reais.

  • Jonh B. God

    (Dividi o comment em dois pra separar bem os tópicos)

    Quanto as games, como já disse antes, eles não são como musicas.Em ambos você compra, e se gostar você quer uma continuação e tal, mas artista é tudo esquisito, e faz o que vem na telha, por isso muitas vezes quando você compra o album novo vc tem uma decepção. Já com games não, eu joguei o Command and Conquer: Red Alert Retalaition no PSX, ai fiquei com gostinho de quero mais quando saiu o Red Alert 2 no PC, joguei, acabei com aqueles russos malditos, ai saiu uma expansão, o Yuri’s Revenge, eu fiquei doido, aquele yuri maldito ficava roubando as minhas unidades… Bem, enfim, quando um game dá certo (Ou seja quando ele VENDE CD’s e/ou DVD’s), você insentiva a empresa a fazer mais games do genero que você gosta (Eu mesmo adoro games da Segunda Guerra, mato nazistas de com balas, misseis, artilharias, canhões, bazookas e etc… de frente, de lado, de costas, (mais recentemente) de cima, e etc… Por mais que a midia diga que o gênero já tá pra lá de batido).

    Já com a musica não, quando um artista faz sucesso (ou seja, Pra ELE: Quando ELE FAZ muitos Shows e tem muitos fans e a musica dele não sai do rádio. Pra GRAVADORA: Quando ele VENDE CD’s e/ou DVD’s) sacou a diferensa? ai quando ele fica mais triste ou mais feliz, ou se envolve com uma causa, ou fica com dor de barriga, ele faz algo diferente, muda, e ferra com aquele estilo que fez de você um fã dele (nem todos são assim, mas a maioria hoje é).

    Comprar jogo é diferente de comprar softwares, e baixar jogos reduz SIM o possivel lucro das produtoras e distribuidoras em geral…

  • atillah

    @ John B. God

    Cara, eu estava gostando da sua linha de argumentação, e entendi a diferença entre músicas e jogos que você colocou. Mas seria legal se você explicasse essa frase:

    “Comprar jogo é diferente de comprar softwares, e baixar jogos reduz SIM o possivel lucro das produtoras e distribuidoras em geral…”

    Ainda não entendi por que a baixar um jogo que você NÃO compraria reduz o lucro.

  • Jonh B. God

    Tipo, você primeiro acaba não baixando só por você, mas por toda galera da rua(ou bairro, até mesmo cidade), ai, mesmo aquele seu amigo (ou amigo do amigo, ou amigo do amigo do amigo) que ia comprar o jogo, desiste pq consegui ele de graça com alguem, ou ainda você gosta muito de um jogo, decide que vai comprar, mas ai vc baixa só pra ver se é legal, ai joga, enjoa, e pronto, menos um cara pra incentivar a produtora (monetariamente) a fazer o “jogo-bacana-pacas-doido-muito-fera 2: The mission”, e ai quando cancelam o projeto vc fica triste e vai discutir com os caras no forum da empresa em vão… saca, tem muito doido que compra Cd por ser reliquia, ou edição expecial, ou sei lá, mas jogos não (Ok, não vi as vendas do C&C:First Decade pra ter certeza), ou vc compraria o super-mega pack de 20 anos do super mario 3, cheio de extras e bastidores? Saca, software é por natureza diferente da musica (Mesmo a digital), não dá pra comparar… Mas eu baixo jogos da net sim, por alguns eu sinto culpa (Como “World in Conflict” e MoH:A) mas por outros não (Como Delta Force:Black Hawk Down), acho os preços abusivos, mas se compararmos, no exterior ele pagam quase o mesmo preço pelos jogos, mas a realidade deles é diferente da nossa (o que não é disculpa, assim como não se pode falar que alguem virou bandido Só por ser pobre). Bom não sei se fui bem ao ponto, mas a discussão é massa, vou ler os posts sobre o futuro dos games e depois se ainda ficou algum ponto sem cobertura me avisa…

busca

confira

quem?

baconfrito