Os nadas que mudaram tudo

Nona Arte quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Nos quadrinhos, estamos, de modo geral, acostumados a focar nossa atenção nos antagonistas e protagonistas, seus collants de cores berrantes e respectivos sidekicks, dar alguma atenção aos personagens secundários de algum peso na história (Parentes, amigos e o eventual personagem-não-tão-importante-mas-que-ajuda-o-herói-e/ou-sabe-a-identidade-do-mesmo) e ignorar completamente o resto.

Ao ignorar a “arraia-miúda”, no entanto, há a possiblidade de ignorarmos, também, elementos essenciais à própria existência do personagem, em cujas histórias você investiu seu precioso papel moeda. E, neste breve, porém solene momento, prestarei minhas homenagens àqueles fulanos que moldaram a história da Nona Arte.

1. Cientista Desatenta Desconhecida e Bandido Qualquer: Os verdadeiros pais do Homem-Aranha

Se você está lendo o bacon, deduzo que, por mais que você tente esconder esse fato, sois um(a) nerd. Portanto, você sabe que Peter Parker ganhou agilidade e força sobrehumanas e o “Sentido Aranha”, entre outros, ao ser picado por uma aranha radioativa. Mas, o que causou isso? Falta de atenção, claro! Se a pesquisadora responsável tivesse lacrado/trancado o local onde a aranha estava guardada corretamente, Parker nunca seria mordido (Ele também tem culpa, por não conseguir tirar o foco do decote da Mary Jane; mas, ela era uma gordinha ruiva, tá desculpado). Até aí, grande coisa. Peter queria usar os poderes para virar um luchador mascarado e arranjar grana pra impressionar a vizinha.

O problema foi a morte do Tio Ben. Se ele não fosse morto por Bandido Qualquer, Parker acabaria seguindo a carreiras de lutador de luta livre, desperdiçando o intelecto de gênio com estratégias para vencer lutas que ele dificilmente perderia.

2. Joe Chill: O criador do Batman.

Ok, esse aqui é um tanto óbvio. Se Joe Chill não houvesse assassinado Thomas e Martha Wayne, o Morcegomem nunca teria existido; Bruce Wayne seria apenas mais um playboy com dinheiro saindo pelas orelhas. Ao matar Papai e Mamãe Wayne (Sem querer; o puto não tinha nada de especial, e provavelmente só queria grana para gastar em batatas fritas com café coxinhas com Coca-Cola e uns jornais para se cobrir), JC fez com que Bruce Wayne se empenhasse em livrar Gotham do mal que matou seus pais. O que a fome não causa…

3.Steve Trevor: A irrelevância que deu origem a outra

Existem heróis e heróis. Há aqueles como Wolverine, Superman e os supracitados Batman e Spiderman, reconhecidos por qualquer pessoa que não passou os últimos 80 anos morando numa tenda de pele de pinguim nos confins da Antártica.

Há aqueles que são conhecidos, mas não têm tanto apelo, como Aquaman, os Lanternas Verdes, Capitão América e qualquer X-Men que não seja Wolverine, Magneto ou o Professor Xavier.

E, claro, existem aqueles que habitam um limbo mesmo na mente daqueles que se interessam por HQs, como Cavaleiro da Lua (Que eu acho interessante, mas ninguém nunca parece se lembrar), Metamorfo, aquele outro cara lá (Você sabe quem, o que fez aquela coisa com aquele cara naquela edição daquela revista) e Mulher Maravilha.

E há Steve Trevor.

Diana vivia uma vida normal de Amazona: Criada diretamente por Afrodite, sem necessidade de objetos fálicos (Ou não, sabe-se lá o que uma deusa entediada do amor e sexo guarda na gaveta de meias), a pequena Diana cresceu como qualquer conterrânea sua: Passando por treinamento militar exaustivo para se tornar uma guerreira capaz, aprendendo medicina básica e resistência a magia, hiperatrofiando a habilidade natural das mulheres de detectar mentiras. Você sabe, o básico.

Um dia, durante a Segunda Guerra Mundial, o avião do cara simplesmente cai em Themyscira. Resgatado por Diana, que se apaixonou por ele, Trevor se salva e volta para os US of A, deixando a pobre amazona sofrendo de amores. Ela, não aguentando a saudade, abandona a própria sociedade e corre no encalço do puto, que vai se tornar a versão barbada de Lois Lane, babando pela Mulher Maravilha enquanto ignora a “boa amiga” Diana.

E vocês, de que arraias-miúdas importantes se lembram?

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  • Caveira

    Você ao menos já leu alguma do princípio do Homem-Aranha antes de escrever esse texto completamente dispensável?

    Essa cena que você descreveu ocorre apenas no filme, animal! Se você se dispõe a escrever texto sobre os quadrinhos deveria ao menos fingir que sabe do que está falando. Mary Jane só surgiu bem depois que o Aranha ganhou seus poderes e a princípio ele virou astro da televisão e não um lutador de vale tudo.

    Que merda, hein? Só faltava você pensar que as teias do aranha são orgânicas. O que não me surpreenderia.

  • Não sou o autor do texto, mas vou ter que discordar, cara. O princípio do texto não são detalhes como esse que você falou, mas o fato de que o Aranha não existiria como nós o conhecemos se não fosse pelos pequenos personagens secundários que o cercam. No texto, tem só uma amostragem, mas pegue a mini-série Tiros na Noite, que é uma espécie de What If…, onde o cientísta que desenvolveu o soro do supersoldado morre 24h antes da cronologia normal, e a bala ainda mata o Tio Ben. Muda uma porrada de coisas no universo da Marvel, como Peter Parker, que sem o exemplo do tio, se torna um delinquente juvenil, acaba indo pra área de montanhas onde o Dr. Banner está fazendo testes atômicos, e acaba sendo atingido por radiação, virando o Hulk.

  • Caveira

    Bem, quando eu me referi ao princípio eu estava falando do princípio do personagem Homem-Aranha nas HQs. E não ao princípio desse texto aqui.

    Não discordo da opinião do autor, só acho que ele deu exemplos infelizes ao citar o Homem-Aranha. Não são textos sobre os quadrinhos? Creio que o autor acabou misturando a mitologia das hqs com a dos filmes.

    Mas concordo que personagens coadjuvantes desempenharam nas origens dos heróis papéis fudamentais. Como o próprio exemplo que você deu, Pizurk. Trazendo para o Universo regular da editora, o Hulk só surgiu por causa de Rick Jones, um personagem relativamente anônimo para o “grande público”.

    Só acho que existem muitos personagens que encaixariam no tema do texto e o autor se equivocou ao escolher o Homem-Aranha…

  • sério mesmo? FALANDO SÉRIO? você quer aparecer ou o que? ah, o exemplo do homem aranha não foi bom o suficiente pra você? só porque ele citou uma cena do filme e não exatamente a dos quadrinhos? COMO ASSIM, MEU? as duas são quase iguais! o que tem de errado nesse exemplo? além de ter citado a mary jane no lugar da betty brant? NADA. porque do contrario você nem saberia que era no filme que ele estava pensando e nem teria dado esse piti. ou vai dizer que sem o lance do cientista tudo ficaria na mesma?

  • Guten

    @Caveira
    Você provavelmente é um leitor novo, então não compreende a verdadeira situação aqui: apesar de a coluna ser sobre HQs, eu não me restrinjo somente a elas. Obviamente, o foco primário realmente são os quadrinhos, mas isso não me impede de me utilizar de outros meios para fins humorísticos ou esclarecedores. Já misturei séries, filmes, mangás, livros e o que mais você imaginar por aqui.

    Além do mais, o que conta é o princípio. Que importa se citei Interesse Romântico do Protagonista #4327 ao invés da #228? Só fiz a parte do Parker encarando o decote da MJ numa tentativa de piada sexual relativamente sutil. Acredite ou não, eu pesquiso cada ínfimo detalhe antes de escrever (Orra, eu tenho a busca na Wikipedia em inglês já incorporada na Omnibox do Chrome pra isso!)

    Mais uma coisa: fanboy detectado. DANGER WILL ROBINSON, DANGER!!

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