O Top dos Tops 10 Melhores Filmes da Galáxia

Cinema sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Se tem algo nessa vida que eu gosto de fazer é comer montar listas. E parece que o Jopes também gosta, porque tá agregando a galera do Bacon toda pra fazer listas e mais listas das coisas mais balacobaco do mundo. Se preparem para uma enxurrada de filmes iranianos pseudo eróticos. Adoro. Só que não, bando de pervertido.

10° Lugar: Heróis fora de Órbita (Galaxy Quest)

Caras, eu ia dizer que esse é o melhor filme do mundo, mas é só o décimo. Se você nunca viu é… É… Uma pessoa normal, porque eu conheci já na idade adulta. E vale a pena ver. Conta a história do elenco de uma série de sci-fi que se vê obrigada a vivenciar seus personagens quando uma raça de alienigenas, um tanto quanto inocentes, precisa da ajuda deles. Sério, é sensacional.

9° Lugar: Perto Demais (Closer)

Esse é aquele filme que faz todas as meninas chorarem e chegarem em casa correndo pro Facebook, pra mandar indireta pro namorado/peguete lazarento que não faz o dever de casa e não sabe como tratar uma mulher. Todas já fomos, ou um dia seremos, como Alice (Natalie Portman), que vive um amor intenso por Dan (Jude Law), apenas para ser trocada por Anna (Julia Roberts) que, por sua vez, é casada com o doidaraço do Larry (Clive Owen). Ufa. Em resumo, um verdadeiro bacanal, ainda que emocional. E tem uma trilha sonora pica.

8° Lugar: Xeque-Mate (Lucky Number Slevin)

Esse filme tem tudo de bom: Josh Hartnett, Bruce Willis, Sir Ben Kingsley, Stanley Tucci e Morgan Freeman. Tem a Lucy Liu também, mas quem se importa? O filme é sobre como as coisas nem sempre são como parecem ser, até parecerem exatamente com o que são. Entendeu? Não? Então vai ver o filme.

7° Lugar: Acampamento Sinistro (Sleepaway Camp 2: Unhappy Campers)

A maior tristeza da minha adolescência foi ter descoberto que esse filme foi lançado no Brasil a partir de sua sequência (Como vocês podem ver pelo nome em inglês), o que descaracteriza a melhor parte da história. No entanto, apesar de bizarro, o 1 não tem o mesmo suspense e os mesmos requintes de crueldade do segundo. Tampouco é protagonizado pela irmã do Bruce Springsteen. Ah sim, é um filme tosco. Se você é fresco nem veja.

O filme conta a história de uma supervisora de um acampamento que começa a matar os jovens que só querem sexo, drogas e rock and roll. Ou seja, todos.

6° Lugar: A Vida de Brian (Life of Brian)

Esse é o melhor filme do Monty Python, ever! Conta, de uma forma meio torta, assim daquele jeito bem inglês, a história de Brian Cohen, vizinho de manjedoura de Jesus Cristo. Obviamente foi altamente criticado pelos religiosos chorões que não sacam nada de bom humor. Posso ver mil vezes, todos os dias, que jamais enjoarei. Abaixo, a melhor cena:

5° Lugar: Carrie, a Estranha (Carrie)

Apesar dos infinitos remakes já feitos, estou falando do original. Brian De Palma humilha nesse filme, que é baseado num dos livros do Stephen King que eu mais gostei de ler. Carrie é uma menina que sofre bullying na escola, tem uma mãe maluca que a prende no armário porque tudo é pecado e foi abandonada pelo pai. Mas pelo menos ela tem poderes telecinéticos para se vingar de todo mundo. Ah, quem me dera.

4° Lugar: O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby)

Mais cliche impossível. Mas eu acho tudo nele simplesmente aterrorizante. Rosemary é uma dona de casa fofa e atenciosa que se muda para o Dakota, edifício belíssimo onde um certo Beatle viria a falecer em 1980, junto com o marido, o ator em ascenção Guy Woodhouse. Lá, eles fazem amizade com o casal Castevet. Coisas estranhas começam a acontecer, pessoas começam a morrer e a Mia Farrow come carne crua. Foda.

3° Lugar: Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música (Woodstock)

Então, o registro em vídeo do maior festival de rock já feito pode contar como filme? Se não puder, bem, vai continuar com a medalha de bronze na minha lista, pois se teve algo que me influenciou nessa vida e de fato me emocionou, foi esse documentário. Ele mostra os shows maravilhosos (Destaque para Ten Years After, Canned Heat, Janis Joplin, The Who e Joe Cocker), entrevistas com os fãs, com as pessoas da cidade que se mobilizaram em prol do festival. Enfim, te transporta para um lugar que você adoraria ter conhecido, mas infelizmente nasceu tarde demais.

Me dá vontade de cortar os pulsos quando vejo minha geração aclamando o show da Beyoncé, que tudo o que fez no Rock in Rio foi “cantar” com playback e dançar funk carioca. Não gosto de ser aquela chata que fica achando tudo o que é novo um saco. Mas é sério que vocês pagam ingresso pra isso e ficam felizes, gente?

2° Lugar: Scarface

Um clássico. Todo mundo pelo menos já ouviu falar. Al Pacino é Tony Montana, um traficante mucho loco que bate na mulher, bate nos rivais, cheira altas carreiras de cocaína e ainda é puro carisma. Assistí-lo é uma experiência incrível. As atuações são maravilhosas e os 170 minutos passam voando.

1° Lugar: O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein)

Mel Brooks, na minha humilde opinião, é o maior gênio da comédia de todos os tempos. Fez filmes incríveis como A Última Loucura de Mel Brooks, Spaceballs, Primavera para Hitler, além do subestimadíssimo A História do Mundo: Parte I. Mas O Jovem Frankenstein é ímpar na arte de fazer rir. É uma paródia da história de Mary Shelley e conta com um grande elenco, encabeçado por Gene Wilder e Marty Feldman, mas não menos bem representado por Peter Boyle e Gene Hackman, estrelando uma das melhores cenas do filme.

Ao longo da vida já assisti umas 40 vezes. Possivelmente assistirei outras 40 sem enjoar ou achar menos engraçado. É uma obra prima, de fato.

Deixei de fora alguns filmes que gosto muito, como Tales of Terror, O Iluminado e o incrível e divertido No Limite da Realidade (Twilight Zone, que é meu top 11, aliás). Mas não se pode ter tudo, se fosse uma lista com 500 filmes, caberia perfeitamente.

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  • Luiz Carlos Santos

    Bela lista, Nelly. Desses que você falou, já assisti Closer, Xeque-mate e Scarface. A minha opinião é: Closer é um fimaço-aço-aço história e interpretações sensacionais. É vendo filmes como Closer que eu não consigo entender os recordes de bilheteria de filmes como Avatar, cheios de efeitos especiais e com história lixo; Xeque-mate é um ótimo filme, a história passa rápido (ótimo sinal) e o final é muito legal; Scarface pra mim é apenas bom, já que a história é boa, mas nada que a coloque como uma obra-prima (mas tenho que confessar que aquele final do filme é inesquecível !); Os outros filmes anotei para ver,principalmente o “Heróis Fora de Órbita”, cujo argumento parecer ser sensacional e muito engraçado.

    Só tenho ressalvas (podem pensar o que quiser, mas é apenas minha opinião) quanto ao filme sobre Woodstock e do Frankenstein. O 1° por ser um documentário de um festival (tá certo que foi um festival inesquecível) mas apenas um documentário de festival de música, sem roteiro, sei lá sem uma história criativa. O 2º Por ser antigo demais. Ora, pode ser clássico e tal, mas essas coisas muito antigas comigo não funcionam tão bem, já são muito fora de realidade para mim. No meu caso são raras as exceções de filmes feitos (produzidos) antes dos anos 80 que me conquistaram, como por exemplo Laranja Mecânica. Ou vai dizer que vários de você saem por aí assistindo “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, ou “A noviça rebelde” ?

    E por último, ainda falando de Woodstock (não sei nem se esse seria o lugar para falar), mas gostaria de saber a opinião de vocês e talvez de outros leitores sobre o sacrifício de assistir a festivais e Shows em geral. Putz, eu gosto de música, mas pagar caríssimo, acampar por vários dias esperando um artista, e na hora do show, ficar se acotovelando na hora das músicas, sem poder sentar um pouco, comer ou beber alguma coisa durante alguma pausa, etc… Isso para mim beira ao fanatismo. Música é tudo de bom, mas nem a pau que eu me sujeitaria a uma coisa dessas, para “noooooosa” assistir ao vivo um artista (qualquer artista). Faço a comparação com futebol, que adoro, mas nem a pau vou a estádios. Enfrentar transito, ter que chegar horas antes, péssimas acomodações, comida cara, flanelinhas, torcidas organizadas, etc. Muito melhor é assistir na segurança de casa, com narração, comentários, comida quentinha lá na cozinha, e quando o jogo acaba, basta desligar a TV e ir para cama. Posso estar errado, mas para mim simplesmente é muito sacrifício para nem tantos benefícios.

  • Jo

    Não poderia concordar mais com você. Pra que ficar cercado de gente fedorenta pra ver alguém que tá cagando pra você tocar as músicas que cê pode ouvir no conforto de casa, tomando umas cervejas e comendo uns pedaços gordurosos de bacon? A mesma coisa pro futebol.

    E quanto aos filmes antigos, também tenho certa dificuldade pra assisti-los, mas tem uma galera no Bacon que se amarra. Acho que o Arthur e o Kirk são desses.

  • Luiz Carlos Santos

    Ahhahaha, boa, cara ! “…tomando umas cervejas e comendo uns pedaços gordurosos de bacon?” Essa frase foi matadora. Diga aí, os caras lá se matando por um show idiota qualquer, enquanto você está lá, esparramado no sofá, de cuecas, uma cerva geladíssima em uma mão, e uns cinco pedaços de bacon gordurosíssimo na outra, rindo da cara de todo mundo e pensando como a vida é boa ! Putz, nem me fale em bacon, que eu já fiquei com vontade de comer mais um pouco !

  • M

    O JOVEM FRANKENSTEIN!
    Te dedico! Melhor filme EVER! Também já milhões de vezes. Um clássico! Mel Brooks genial!
    “SÉ DI A TI VE”
    Me emocionei! <3

  • Sir Refevas

    O Jovem Frankenstein é ESPETACULAR.
    Mel Brooks e Monty Python são presenças indispensáveis em qualquer top 10!

  • Nelly Kruczan

    Em relação a Woodstock eu concordo, em partes, com você. Tanto que fiquei em duvida se deveria colocar ou não. Mas acho válido porque me transporta para um lugar que eu não estive e gostaria de estar, me dá um gostinho de algo que não pude conhecer e um bom filme faz isso com a gente. Fica preso na memória e, de certa maneira, te move.

    Em relação a questão do roteiro tenho que discordar de leve, porque apesar de ser um registro histórico e improvisado, é um registro histórico ENORME e o trabalho de edição foi muito bem feito, para mostrar não apenas o lado musical, mas te localizar no cotidiano daquelas pessoas. Tanto as que estavam no festival como os moradores da cidade.

    Tem uma cena inesquecível de um gordinho com cara de nerd na fila dos orelhões (fila enorme, diga-se de passagem) e o entrevistador pergunta pra quem ele vai ligar e ele diz: “my mom”, todo sem graça e a galera em volta rindo. É uma coisa muito simples, mas que demonstra com clareza as nuances do festival e daqueles jovens que parecem mais rebeldes do que de fato são.

    E eu não piso em festival de música. Na verdade só vou a shows se gosto *muito* da banda e se a infra é boa. Prefiro assistir da minha TV HD(/rycah), deitada no meu quarto e mudar de canal quando o show começa a ficar chato.

  • Mayara

    Concordo.

    Sobre festivais e shows é realmente muito melhor assistir em casa, mais barato e confortável.

    Sobre os filmes antigos (“Ou vai dizer que vários de você saem por aí assistindo “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, ou “A noviça rebelde” ?”), eu já discordo um pouquinho acho gosto uma coisa muito relativa, eu gosto de filmes antigos sim, é claro q tudo é diferente o ritmo e as atuações, pq como o nome já diz é um tempo totalmente diferente, mas mesmo assim não tira a qualidade(na minha opinião), ficar comparando com os blockbusters de hoje é totalmente incoerente.

  • Arthur Arantes Souza

    Eu gosto muito dos filmes antigos, mas certas linguagens são complicadas mesmo, não pela complexividade nem nada, mas por conta de estarmos em uma época diferente, e, por mais que se queira, nada é atemporal. Por outro lado eu gosto muito do cinema atual também, vide minha lista que tem 3 feitos no século XXI. Poderia ter colocado mais, porém os clássicos fizeram parte da minha vida.

  • Arthur Arantes Souza

    Inclusive acho que vou fazer uma lista dos meus 10 filmes prediletos feitos de 2010 pra cá.

  • Luiz Carlos Santos

    Boa ideia, cara.

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