O segredo do sucesso do Chorão e do Charlie Brown Jr

Música segunda-feira, 11 de Março de 2013

Vocês devem ter ficados chocados com a repentina e “surpreendente” morte do vocalista da banda Charlie Brown Jr, Chorão, nesta semana. Eu também fiquei chocado. Muito mais com os pretensos “fãs” da banda, que endeusaram a figura do vocalista e principal compositor e letrista da banda ao status de “gênio” e “poeta” do “rock brasileiro”. Se você está intrigado com o teor irônico deste texto ou pelo menos está estranhando a quantidade de aspas que ele contém até agora, clique em “CONTINUE LENDO” aqui embaixo e descubra qual era o segredo dessa “grande” banda.

Vamos lá. O segredo. Que nem é tão secreto assim. Quem conhece o mínimo de música e tem alguma bagagem musical, percebe nos primeiros 10 segundos de qualquer música do Charlie Brown que tem algo errado. Por exemplo, vejamos a música Do Surf, lançada no disco Preço Curto, Prazo Longo:

Notou algo de estranho? Não? Sabe porque? Porque VOCÊ É BURRO! você nunca deve ter escutado o clássico Too Drunk to Fuck, música muito melhor que o plágio cometido por Chorão e companhia, da banda Dead Kennedys:

Aí você pensa “Nossa cara, igualzinha! Mas eles devem ter dado os créditos né?” Não cara, não deram. Nunca nem responderam qualquer pergunta que seja por esse plágio, nem por nenhum outro. Outro? Serião cara, tem mais. SE LIGA PORRA, QUE TEM MUITO MAIS. Próximo plágio: Hoje Eu Acordei Feliz.

Que é plágio desta aqui: Black Train Jack, do Leapfrog.

Tem Champanhe e Água Benta, de 2004:

Que é plágio dessa do Papa Roach, Time And Time Again, de 2002:

É triste né? Ver que uma banda passou a carreira inteira, hit após hit, só replicando melodias de outras bandas, sem criar nada, só fazendo letras bobas e infantis por cima, posando de grande banda nacional. Mas tem muito mais, vocês ainda não viram nada, nem a ponta do iceberg. Dá uma olhada em Ela Vai Voltar:

Plágio do Lynyrd Skynyrd, Sweet Home Alabama:

Aí meu ovo! Custava dizer que era uma versão? “Que nada, vamos dizer que é nossa! Ninguém vai perceber!” Mais pra frente, quase recentemente, eles fizeram Céu Azul, essa pérola, em 2011:

Só que a prostituta profissional Courtney Love já tinha lançado, em 1998, Malibu, pelo Hole:

Deve ser realmente muito difícil mesmo compor uma música né? Assim, do nada, ser criativo e criar algo do zero. É realmente incrível que o “talento” de alguém seja apenas copiar uma melodia e criar em cima uma letra nova ridícula. Como em Zóio de Lula:

Ah! Mas essa aí não, essa é limpeza, é deles com certeza! Só que não, antes, muito antes, o Goldfinger fez My Girlfriend’s Shower Sucks:

“Eu não sei fazer poesia, MAS QUE SE FOOOODA!” Era melhor ter dito: “Eu não sei criar melodia, MAS QUE SE FOOOODA!” Cê acha que Não Uso Sapato é deles, né?

É assim que é, não é Cheir… quer dizer, Chorão! Um plágio dessa música do Fugazi (Uma das bandas mais copiadas pelo Charlie Brown Jr):

A verdade é que quase nenhuma música dos caras escapa a uma análise. Parece até que eles ou não ligavam muito pra esse lance de ser original ou simplesmente não imaginavam que, num futuro próximo, iriamos ter internet e poder pesquisar e perceber um dia que quase tudo que eles fizeram tinha um precedente. Outro exemplo: Lugar ao Sol.

O Seaweed por exemplo, agradece a minha fortuita lembrança de Crush Us All, do fundo do coração:

E essa era uma das bandas brasileiras dos anos 90 que mais influenciaram a nova geração de bandas atuais, como Strike, CPM 22, Fresno, Restart e NX Zero, bandas que são recheadas de plágios e que sempre foram adeptas do método de composição CTRL+C e CTRL+V. Nem a maior música dos caras do Charlie Brown e primeiro sucesso do grupo, Proibida Pra Mim, escapa dessa constatação, também era plágio:

Música Mr. Smiley do disco Big Daddy Multitude, lançado em 1993 pela banda Mustard Plug. Triste?

Que vergonha, que falta de profissionalismo. Milhares de fãs enganados. Nada contra os fãs, nem os de verdade nem os que “viraram” fãs depois da trágica morte do Chorão. Afinal, estamos no Brasil, terra onde “Todo mundo é fã depois que o artista morre”. Mas o troco também vem a galope, também teve plágio no caminho contrário. Em 1997, os caras lançaram o clássico O coro vai comê!:

E os talentosos meninos do Linkin Park, um ano depois, vieram com essa maravilha de A Place For My Head:

Após a gente assistir todos esses vídeos e ouvir um pouco atentamente todas essas músicas e seus arremedos compostos pelo Charlie Brown Jr, a conclusão é que a música contemporânea anda tão parecida que os plágios são acidentais. Coincidências. Homenagens. Influências. Ou então, sem sarcasmo, será que poderia mesmo haver a possibilidade, mesmo que remota, de que todas essas músicas não passam de cópias descaradas, feitas por uma banda que não tinha nenhuma criatividade, nenhuma vergonha na cara? Eu acho que a segunda opção é mais válida, mas a primeira não está totalmente descartada, claro.

Agora o Charlie Brown Jr… Quanto mais eu fuço na internet e no Youtube, mais eu encontro plágios dos caras. Parece até que dão em árvore, porque em todo lugar você encontra um. A verdade é que TODAS as bandas fazem plágios, sem querer querendo. Já fiz um post anteriormente sobre isso. No meu próximo post vocês vão ver do que eu estou falando. Aguardem.

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