O que sobrou das estréias da temporada?

Sit.Com terça-feira, 17 de novembro de 2009

Passados mais de dois meses da estréia da temporada 2009/10 da tevê americana, já sendo possível conferir diversas séries por aqui, já dá pra fazer um balanço do que realmente deve perdurar até maio de 2010 ou se juntar as já canceladas The Beautiful Life, Eastwick, Dollhouse e Hank.

Eu tive oportunidade de assisitir (E vontade/paciência) com 10 pilotos desta nova temporada, foram eles: Cougar Town (Comédia com Courtney Cox), FlashForward (Suspense/drama), Glee (Comédia dramática sobre um coral da escola), Mercy (Drama médico sob a ótica de enfermeiras), Modern Family (Comédia sobre diferentes tipos de famílias), The Forgotten (Procedural sobre mortos indigentes com Christian Slater), The Good Wife (Drama jurídico com Julianne Margulies), The Vampire Diaries (Todos devem saber do que se trata) e V (Ficção, que inclusive, foi a última a estrear).

Destas somente cinco continuo acompanhando e, inclusive, posso afirmar que duas, atualmente estão entre as minha preferidas, são elas: Modern Family e Glee.

Modern Family conseguiu o mais difícil, renovar o combatido gênero de comédia familiar de situação, aqui não há esquetes, ou mesmo aquelas risadas de fundo, a série funciona como um falso documentário acompanhando três famílias diferentes com algo em comum, um casal de gays com um bebê adotado, um homem mais velho casado com uma jovem e extrovertida colombiana e uma típica família americana de pai/mãe e três filhos. Os roteiros são de riso e gargalhadas garantidas e o elenco, um show a parte: Temos o velho Al Bundy da série Um Amor de Família (Ou Married with Children), mas o grande destaque é o personagem de Ty Burrell, chefe da família Dunphy, aquele pai que tenta ser amigo dos filhos e somente causa constrangimento, um completo sem noção.

tv_modern_family011

Glee é o grande divertimento sem culpa da temporada, uma comédia ácida sobre o high school, cheia de sarcasmo e de personagens clichês, mas que também não aprofunda muito estas questões. O que interessa de verdade são os musicais que permeiam a trama, afinal estamos falando de um grupo de coral (Tradição bem americana), cheio de releituras que grudam na cabeça, ótimos musicais e de brinde ganhamos a melhor personagem cômica da atualidade, Sue Sylvester, a treinadora das cheerleaders que odeia o coral e quase todo o resto do mundo. Detalhe: A série já lançou um CD com a trilha desta primeira parte da temporada e os atores fazem apresentações pelos Eua.

FlashForward apesar de ainda estar na minha lista de séries confesso que me decepcionei com o desenvolvimento da série, que já teve nove episódios exibidos, a série perdeu o foco e os personagens se mostraram muito fracos perante a mediocridade da narrativa. A série não chegou ao nível de ruindades como Jericho e Heroes (Ambas eu assistia e posso falar), mas está caminhando a passos largos para chegar lá. O que salva a série são alguns momentos de criatividade perante o marasmo que se transformou a mitologia da série, as investigações não levam a lugar algum, os personagens “vilões” são caricatos e o roteiro sofre com um didatismo, fica sempre se repetindo e se explicando, digno da novelo Mutantes da Rede Record. No entanto, ainda acredito que a série pode explodir a qualquer momento, pelo menos é o que eu espero.

The Good Wife veio suprir minha carência frente dramas de tribunais, desde o término de séries como O Desafio, Boston Legal e Justice, para citar algumas. O interessante da série é que além de ter casos jurídicos a cada semana, como num procedural, o roteiro se preocupa em retratar o cotidiano da advogada Alicia, que se viu obrigada a voltar a trabalhar após seu marido, o promotor de justiça, ser preso e estar envolvido num escândalo sexual. Assim, conforme acompanhamos o trabalho de Alicia na firma de um colega seu de faculdade, vemos o caso de seu marido ser trabalhado e como isto reflete no trabalho e nos filhos de Alicia.

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Terminando, temos V, que ainda está em seu início (Dois episódios exibidos), e que comentei aqui na coluna passada, serão somente quatro episódios neste ano, acho que a série consegue se destacar garantir uma temporada completa e, facilmente, uma renovação para a próxima temporada.

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  • théo

    Modern Family me surpreendeu, tem boas chances de bater The Office, série que já tá ficando cansativa apesar de ter começado bem essa temporada. Flashforward, na minha opinião, é como Prison Break: Tem história pra filme, não pra série. Porra, Prison Break é quase um Anime live-action, muita encheção de linguiça. Acho que a diferença entre as duas séries é que na primeira cê não sabe o que vai acontecer no final, o que motiva a encarar as encheções. Fora a aparição do Seth McFarlane, que até agora é o maior mistério da série. Maior que o “apagão”.

    Quanto a Glee eu peço pra patroa fechar todas as portas entre eu e ela quando ela vai assistir. Puta que pariu, como eu odeio musicais.

  • Amanda

    certamente, glee é aquela série em que você tenta parar de ver mas nao consegue (medo), acho que o que ajuda é que ela é dirigida ou criada ou algo assim pelo criador ou diretor de nip/tuck.
    não que o cara seja um gênio das series mas pelo fato de que o que esse carinha de nip/tuck conseguir fazer foi fugir do obvio, e de obvio, glee tem assunto de sobra.
    o que você pensa assim que olha a sinopse ou algo do genero em glee é “ah otimo, milhares de fãs gordas e sem vida social seguidoras de modinhas vão fazer essa serie encher linguiça como fizeram com o lixo de HSM” , mas o que se vê é o contrario, fatão, embora ainda atrairem essa praga de gordas- e magras- seguidoras de modinhas e sem vida social. o humor acido de glee me facina e as musicas do episodio ficam na cabeça ate lancarem o outro.

    concordo em flash forward com você, adorei o inicio, mas dai ela foi caindo… caindo… caindo, chegou num hiatus e eu to com receio de voltar a ver, se bem que ela tem tudo pra dá certo e eu queria saber o porquê dos criadores colocarem tantas mensagens subliminares sobre lost & cia, acho que a emissora não tá tão bem, ou é pra atrair fãs hardcore.

    quero ver V, de montão.

    vampire diaries eu só assisto porque eu sou uma garota e me senti injusta odiando tanto a merda de crepusculo e resolvi dar uma chance à vampiros no ensino médio com cara de trinta anos.

    uma outra serie que merece destaque, embora nao foi lançada esse ano é fringe, mto boa pra quem curte sci-fi e é alucinado com pistas subliminares, fringe é cheio disso.

    me empolguei.

  • sandrine

    Paulo, andas acompanhando Being Erica? É uma série canadense, tá na segunda temporada e é muito muito boa. A protagonista tem a chance de consertar pequenos erros do passado por meio de uma terapia diferenciada. Paralelamente a vida dela no hoje é bem realista, série boa de acompanhar.
    Ficadica :)

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