O que acontece com Eddie Murphy?

Primeira Fila sexta-feira, 05 de setembro de 2008

Ao me deparar com o seguinte pôster nos cinemas…

lembrei que Eddie Murphy já foi O REI DA COMÉDIA americana. No entanto, o ator está perdido em comédias ruins onde o máximo que consegue é constranger o espectador com piadas sobre gases e gordos, além de “interpretar” diversos personagens no mesmo filme (normalmente, embaixo de muita maquiagem).

Eddie Murphy surgiu para Hollywood nos anos 80 fazendo muito sucesso na série televisiva Saturday Night Live (assim como diversos comediantes de sucesso atualmente, Mike Myers e Adam Sandler, para citar alguns), de lá o ator pulou diretamente para a telona em filmes como 48 Horas, Trocando as Bolas e, seu maior sucesso, Um Tira da Pesada.

Depois destes sucesso, Murphy ainda protagonizou mais algumas produções como o clássico da Sessão da Tarde, O Rapto do Menino Dourado, mas em seguida levou um tuf ao se arriscar na direção/roteiro de Os Donos da Noite. A recuperação veio da década de 90, em continuações de seus sucessos anteriores, as comédias policiais (Um Tira da Pesada 2 e 48 – parte 2) e em novas comédias (O Princípe das Mulheres).

Depois disso, o ator embarcou numa “viagem” de se achar o melhor dos comediantes e querer interpretar diversos personagens, normalmente adiposos, com ajuda de muita, mas muita maquiagem e achar que isto era engraçado. Até convenceu no primeiro O Professor Aloprado, depois nunca mais convenceu em comédias deste tipo, como a continuação do anterior e no constrangedor Norbit.

Mesmo sendo reconhecido pelo díficil gênio e, pelo que se percebe, enorme ego, Murphy ainda têm bons amigos, pois conseguiu participar de três filmes bacanas de diferentes maneiras nesta última década: 1) na comédia Os Picaretas, graças ao bom texto do comediante veterano Steve Martin, isto no já longíquo 1999; 2) no musical Dreamgirls – Em Busca de um Sonho, inclusive tendo conseguido uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante, dizem nos bastidores que teria perdido o prêmio pois no mês no qual os votantes enviaram seus votos para a Academia estreava nos cinemas ianques Norbit – o final vocês sabem, ele não levou nada; 3) na genial animação Shrek, conseguindo somente com a voz transformar o coadjuvante Burro no melhor personagem do desenho.

Durante este intervalo trabalhou em projetos completamente medíocres/sofríveis/esquecíveis como, Dr. Dolittle 1 e 2, Pluto Nash, Showtime, Sou Espião, A Creche do Papai, A Mansão Mal-Assombrada e no super-citado, Norbit, atingindo o fundo do poço desta carreira que parecia tão promissora. Será somente problema de ego ou Eddie Murphy faz parte da turma “preciso trocar urgentemente de agente”?

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  • Entravix

    e esse rapaz tinha tanto potencial…
    agora só faz filmes ruins…
    Tão dizendo que ele vai se aposentar…

  • .Leorick.

    E pensar que eu até ria dele em alguns filmes… tsc tcs tcs

  • Putz, o seu post veio bem a calhar pois eu estou pra escrever um post que cita essa decadência do Eddie Murphy e você me poupou bastante coisa já que não vou precisar mais escrever, só linkar o seu, hehe…
    Mas você não citou outro filme da fase “pior impossível” dele que é “Um vampiro no Brooklyn”. Quando assisti, eu estava no cinema e em uma das cenas era possível ver o microfone entrando no topo da tela. Preciso dizer mais?

  • Caio, The Eldar

    Sim, ele precisa trocar de agente. E urgente.

  • Porra, ele também interpretou gordos no Príncipe em Nova York..

  • Antonio Adlei

    Velho, sou muito fã de Eddie Murfy. Só de ver sua cara, por si só engraçada (coisa que mudou com seu semblante sisudo dos últimos anos), me bate uma boa nostalgia. Amava cada filme. Um Príncipe em Nova Iorque assisto até hoje.

    Mas não sei se foi coincidência. Depois que ele foi pego com um traveco dentro do carro em 1997, sua carreira nunca mais foi a mesma. O punico bom filme que fez foi OS Picaretas e o 1º professor aloprado (mais pela novidade e ainda pela força que seu nome possuía). Daí, acabaram-se os grandes papéis em grandes filmes. Parece que passou a fazer filmes para crianças de 5 anos, pela limitação do enredo.

    Depois que eu fiquei sabendo do caso do traveco, me bateu uma tristeza… kkkkk Fiquei decepcionado com o cara. Ele era o pegador na telona mas gostava de lutar de espadas na vida real…

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