O motivo óbvio de Star Wars: The Clone Wars ser uma merda

Televisão quinta-feira, 03 de março de 2011

Eu sou fã incondicional de Star Wars. Cês podem falar o que quiserem, pra mim é uma das melhores – se não a melhor – trilogias da história do cinema. E sim, eu sei que a segunda trilogia (A que contém os episódios de I a III) perde feio da original, mesmo com computação gráfica mais avançada e tudo mais. Se a saga tivesse começado seguindo a cronologia, é claro que ela não teria feito o mesmo sucesso que fez, e Mark Hammil seria só mais um ator meia boca pobre, ao invés de um ator meia boca rico. E eu perdoo tudo isso. Sério, afinal eu me diverti assistindo aos filmes, e é isso que importa. Eu me diverti assistindo até Guerras Clônicas – e, caralho, puta desenho de três minutos bem feito.

O problema com Star Wars – e quando eu digo isso, incluo todo mundo envolvido na parada – é que os caras não sabem quando parar. Sério. Tem uma hora que basta de lançar coisas novas. Até porque, as coisas velhas ainda tão rendendo GRANA, porra. Daí pariram The Clone Wars. E eu mando todo mundo pra puta que pariu por isso.

Eu assisti a quase todos os episódios. Sim, eu falei que é uma merda, mas assisti. E não é uma merda completa, veja bem você: A guerra que é mostrada nas telonas, entre a República e a Confederação dos Sistemas Independentes, é chamada de A Guerra dos Clones (Ou Guerras Clônicas. São detalhes insignificantes) exatamente porque o exército da República é formado por clones geneticamente alterados (Isso inclui um crescimento acelerado e remoção de genes que vão contra o trabalho em equipe, necessário em um exército) de um caçador de recompensas chamado Jango Fett. E é exatamente por isso que uma parte dos episódios da série presta.

 Pai não só do Boba, mas de um exército que chuta bundas.

Veja bem, os jedis se encarregaram de comandar o grande exército da República. Sim, os jedis, aqueles caras que acreditam que a Força está presente em todo tipo de ser vivo espalhado pela galáxia… Aceitaram comandar clones. Deixando de lado todo aquele debate sobre clonagem, a coisa mais interessante é ver como os clones reagem ao fato de serem criados como soldados irmãos perfeitos, prontos para dar a vida por um sistema representativo que nunca fez nada por eles. E essa parte de serem irmãos é bem enfática. Tanto que após a vitória dos sith, a incorporação de outros soldados no exército imperial não colou muito bem, exatamente porque os clones se viam em um clube fechado – uma irmandade – que não aceitava estranhos.

Mas de qualquer jeito, o grande foco da parada deveria ser os clones. Afinal, é a guerra dos clones, não a guerra do Jar Jar Binks.

 O ESTAGIÁRIO da saga.

Existem episódios fodas, realmente fodas, que exploram o fato dos clones quererem se distinguirem uns dos outros (Por meio de armaduras diferentes, ou até apelidos), alguns debandarem do exército para viverem com famílias e até poucos rebeldes que enxergavam nos jedis uma ameaça aos próprios irmãos – que seriam tratados como escravos em uma guerra sem sentido. Coisas profundas que deixaram o conflito bem mais interessante. Entretanto, grande parte dos episódios não se volta para isso. Ok, a primeira temporada foi bacana, mas depois disso, não teve nada muito relevante aparecendo por aí.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu quero ver ação compatível ao filme; quero diversão, compatível a que eu sinto assistindo à trilogia antiga. E o que eu ganho? Episódios inteiros sobre a Padmé tentando aprovar alguma ação no senado, Jar Jar Binks negociando com alguém, um sabre de luz de uma padawan ser roubado. Porra, eu quase desliguei a tela quando vi que a trama principal se tratava do Jar Jar Binks. Ele é o pior personagem da história dos filmes. Eu não quero ouvir o sotaque engraçado dele, eu quero ouvir barulho de lasers, de sabres de luz e de granadas. Eu quero uma GUERRA, não a tanguice do episódio I e II.

O grande motivo da série ser uma merda, em geral, é a falta de ação. Nada contra colocar uma trama mais leve, mas são tempos de guerra. Não deveria ser tão difícil mostrar uma batalha por episódio, certo? E esse é o problema com todos os filmes relativamente mais novos da franquia: O empenho em aprofundar assuntos políticos do universo em que a história se passa e o descaso com as cenas de ação. Porra, eu dormi no episódio II, cara. A única coisa que valeu a pena lá foi o final, com o ataque em Geonosis – que durou uns CINCO minutos, no máximo. Mas parece que é cada vez mais difícil fazer um filme de ação. Quem dera fazer uma SÉRIE de AÇÃO.

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