O Dentista Mascarado não é mascarado

Televisão sexta-feira, 26 de abril de 2013

Não sei vocês, mas eu não consigo achar graça de maneira nenhuma num dentista nascarado que não usa máscara.

É com esta citação de nosso dançarino de frevo, Chinaski, que eu inicio esse texto. O Dentista Mascarado, nova série de Fernanda Young, é a nova aposta da Globo no humor nacional. Pelo menos enquanto o Porta dos Fundos não assina com ela. Aqui, resolveram apelar e levaram Marcelo Adnet para protagonizar a série, sendo assim, 99% dos brasileiros obrigaram-se a assistir a série e a achá-la engraçada simplesmente pela presença do sujeito, que sinceramente, tem lá seus momentos, principalmente com suas músicas. Mas porra, no final o que deu foi simplesmente mais uma série de Fernanda Young, com piadas sobre pelos pubianos e sotaques forçados.

 Juntos de Gerald Thomas, Pedro Bial e Regina Casé, eles formam a besta do apocalipse “cultural”

Caso vocês não saibam, Fernanda Young é dessas que conseguiu o lugar ao sol por ser polêmica e não por ser talentosa. Afinal, ser cult apelando pra putaria é muito fácil, temos aí Gerald Thomas pra provar isso. E não, a citação ao sujeito não tem qualquer ligação ao “escândalo mimimi” com a panicat. Ou talvez tenha, foda-se. Enfim, se putaria fosse cultura, Alexandre Frota era Groucho Marx e Mr. Catra era Beethoven. Mas voltando ao assunto, Fernanda Young é original e engraçada quando você tem um primeiro contato com uma série, livro ou qualquer outra criação dela. O problema é que ela não se expande. Tudo sempre se resume a putaria, e nem é uma putaria criativa, é sempre a mesma putaria. É como se você assistisse sempre ao mesmo pornô papai e mamãe. E aí, pra piorar tudo, além da mesmice de dona Young, temos a babaquice de Marcelo Adnet. Senhoras e senhores, convenhamos que Marcelo Adnet jamais convenceu como ator. O cara é uma figura caricata que só consegue atuar de forma caricata. Porra, isso é um fato que ninguém pode negar. Marcelo Adnet tem ótimas ideias compondo paródias musicais, porém, ele nunca foi um cara que conseguiu dar vida a personagens diferentes e convencer que aquela era outra pessoa, e não Marcelo Adnet. Todos os personagens são com a mesma cara de bosta e com a mesma forçação de barra. E é aí que temos um grande problema em O Dentista Mascarado, depois, é claro, dele não ser mascarado, o personagem criado para Marcelo Adnet, conhecido como Doutor Paladino, não convence nem como personagem feito pra não convencer, que acredito ser a ideia do personagem. Marcelo Adnet atuando é de uma diarréia tão grande, que Fernanda Young deveria queimar em uma fogueira simplesmente por ter cogitado coloca-lo como protagonista de uma série nacional.

E a coisa não para por aí, como “elenco de apoio”, já que Marcelo Adnet aparentemente não gosta de ter concorrência em seus programas, temos Leandro Hassum como o “alívio cômico”, mas porra, “alívio cômico” é válido em uma série de humor? Caras, Leandro Hassum é um sujeito engraçado, quando está livre para zoar os companheiros de cena, como em Os Caras de Pau, que também era bem ruim, mas tinha seus momentos quando o gordo começava a improvisar nas cenas. E também temos Taís Araújo, por quem eu nutro certo ódio desde sua última personagem favelada e dona da razão que deu origem aquela outra retardada do BBB. Existe também o pai do Doutor Paladino, que tem vergonha do filho por ser dentista e é interpretado por Otávio Augusto, que vocês conhecem como aquele velho gordo que interpretou o vampiro que só tinha um dente em Vamp. Lembraram dele? Se não lembram, eu não quero vocês lendo os meus textos. Sério. E tem uma outra dentista, interpretada por Helena Fernandes [Que não tá fazendo aniversário mas tá de parabéns.] que deve ser o par romântico de Adnet. E como antagonista de Doutor Paladino, temos Diogo Vilela, interpretando um delegado muito suspeito que vai aprontar altas confusões com uma galerinha do barulho, na sua sessão da tarde e muito sem utilidade até então.

Enfim, um dentista que combate o crime ao lado de um protético e uma trambiqueira gostosa nunca chamou minha atenção, tendo Marcelo Adnet e Fernanda Young então, menos ainda. Mas no final, como todo brasileiro reclamão, eu acabei assistindo. Ou deixando a TV ligada como som de fundo [E aqui eu fiz uma piada de som de fundo com peido. Rá] e acabei por certificar-me que uma vez fazendo merda, sempre fazendo merda. Se você não faz parte da galerinha que curte muito ver o Marcelo Adnet forçando sotaques, principalmente o de Pizurk playboy paulista, mantenha distância da série.

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  • Suzi

    Assisti apenas uma parte, curiosidade mata, sabe como é, mas foi o suficiente para perceber que não passa de mais uma tentativa fustrada que não creio que dure muito… mas pensando bem, o que o muitos acabam amando na TV se resume nesse tipo de porcaria.

  • Julio Kirk

    Quando eu vi as primeiras chamadas pra série, parecia legal. Quando vi a abertura, parecia legal. Aí eu vi a série e parou de parecer legal. Sabe, é assistível, mas não por motivos bons: Dá pra assistir quando não tem mais nada pra fazer, por preguiça de trocar de canal e pra fazer textos pro Bacon.

  • Pedro

    Fernanda Young ganhou lugar ao sol por ter feito Os Normais, que era bom pra caralho, mesmo sendo sobre putaria.

  • Marcelo Adnet devia era parar de frescura e fazer logo uma banda de parodias, estilo mamonas Assassinas.

  • ClaytonSlayer

    Impossível uma narrativa com um dentista de protagonista ser interessante. Nem o Al Pacino salva uma ideia ruim dessas. Ô raça que não presta!!!!

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