O Adeus de Matt Smith

Televisão terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Porra, acabou. O último dia do 11° [13°?] Doutor chegou e ele provou que é um verdadeiro herói. Tanto o personagem quanto o ator, já que permitiram um pequeno discurso de Matt Smith na hora da regeneração. Querendo ou não, todos devem admitir que Doctor Who é um clássico e merece respeito por existir a tanto tempo, e a trilogia final do 11° Doutor deixa bem claro o motivo do sucesso da série. A fodacidade das pessoas envolvidas nela. O Doutor está morto, vida longa ao Doutor.

Nós te amamos, velho.

Tudo começou no último episódio da 7° temporada da série, The Name of the Doctor, que nós achamos que seria o grande segredo revelado no episódio, mas na verdade o que descobrimos foi Trenzalore, o planeta-túmulo do Doutor, o único lugar que um viajante do tempo jamais deve conhecer. E o que aconteceu lá quase resultou na morte precoce do Doutor, se não fosse pela intervenção da melhor Companion do Time Lord desde Sarah Jane Smith, Clara, que atirou-se na linha do tempo do Doutor para impedir que A Grande Inteligência o destruísse. Neste mesmo episódio nos despedimos de River Song e conhecemos uma regeneração renegada do Doutor, aquele que não quis ser um Doutor, mas sim um Guerreiro, o Doutor de John Hurt.

E então entramos num hiato apocalíptico que não acabava nunca, até que o aniversário de 50 anos chegou. 11° Doutor e 10° Doutor juntos, além do Doutor de John Hurt, Clara, a filha do brigadeiro Lethbridge-Stewart e “Rose Tyler“. Mais especificamente a Bad Wolf. Mas para entender melhor o especial de 50 anos, devemos voltar um pouco no tempo. Entrem na cabine azul [É, eu sei. Maior por dentro] e apertem os cintos. Oh, nós não temos cintos.

‘Cause everybody Hurts.

Quando a série Doctor Who foi cancelada, nós tínhamos até o momento 7 Doutores. Então veio um filme, que nos apresentou a um 8° Doutor e que, assim como vários filmes produzidos na década de 90, serviria como um piloto para o retorno da série. Bom, não rolou. Então, em 2005 houve o tão aguardado retorno, com um 9° Doutor. Nessa “nova” série, nós descobrimos que rolou uma tal Guerra do Tempo entre Daleks e Time Lords e que o Doutor era o último de sua espécie no universo. Posteriormente, descobrimos também que o Doutor foi responsável pelo fim da Guerra do Tempo, exterminando os Daleks e o seu próprio povo. Ou era o que achávamos, até o bendito especial de 50 anos.

Em um “minisódio”, The Night of the Doctor, vimos a regeneração do 8° Doutor para o 9° Doutor, ou melhor, para o Doutor Guerreiro, o Doutor de John Hurt. Quando o grande dia do episódio de 50 anos finalmente chegou, The Day of the Doctor, entendemos tudo sobre a Guerra do Tempo e o que o Doutor havia realmente feito. Graças a Clara, diga-se levemente de passagem. Pois bem, no especial nós temos a reunião dos Doutores de John Hurt, David Tennant e Matt Smith. John Hurt está prestes a acionar uma arma que destruirá tanto os Daleks quanto os Time Lords, pondo fim a guerra, porém, a consciência da arma resolve personificar-se [Sabe-se lá Deus o porque] como a Companion mais chata de todos os tempos Rose Tyler e tenta impedir que o Doutor Guerreiro faça isso, convencendo-o a encontrar-se com suas versões futuras. Fica bem claro que os Doutores de Matt e Tennant abominam o que o primeiro fez, mas eles acabam tendo que agir juntos para impedir a destruição de Londres e posteriormente da própria Gallifrey.

E é num dos momentos mais fodas de todos os tempos que vemos todos os Doutores voando em suas cabines azuis em volta de Gallifrey para salvarem o planeta da destruição total. Sim, todos os Doutores que já existiram na série dão as caras, do Doutor de William Hartnell ao Doutor de Peter Capaldi, que nem havia atuado como Doutor ainda. Pra chutar o pau da barraca de vez, o episódio termina com uma conversa entre Tom Baker, o Doutor mais foda de todos os tempos, e Matt Smith. Caras, Tom Baker é foda. Porra, o Tom Baker. É demais pro meu coraçãozinho gorduroso!

Nós também te amamos, velho.

E então chegamos ao ato final de Matt Smith, The Time of the Doctor. Moffat resolve amarrar quase todas as pontas soltas que havia deixado nestes três anos em que trabalhou com Matt, além de dar um fim digno do Doutor incrível que ele foi. Vimos o Doutor finalmente ficar em um lugar pelo qual valia a pena lutar, mesmo sabendo que aquele lugar era Trenzalore, o seu túmulo. Vimos o Doutor envelhecer e derrotar genialmente todos os inimigos que conseguiam invadir o planeta, o Doutor tornou-se o xerife da cidade de Natal e protegeu tanto os seu habitantes quanto os Time Lords que tentavam passar do outro universo de volta para o nosso. Tá, ele partiu o coração de Clara duas vezes, mas não abriu mão de seu povo, não de novo, e “morreu” como todos esperávamos que o Doutor de Matt Smith morresse, falando muito e esperando que algo acontecesse.

E realmente aconteceu, já que os Time Lords presos no outro universo resolveram dar um novo ciclo de regenerações ao velho Doutor. E nós pudemos ver Matt Smith rindo da cara dos Daleks uma última vez. Mas então, chegou a hora do adeus. Clara entra na Tardis e encontra roupas espalhadas pelo chão. Matt Smith aparece novamente jovem e comendo peixe frito com creme, o que nos levou diretamente ao primeiro episódio, temos uma rápida e emocionante visão da pequena Amélia Pond, o primeiro rosto que aquele Doutor viu e um discurso de despedida do Doutor para Clara, que serviu também como um discurso de despedida de Matt para o fãs. Mais uma visão de Amélia Pond, desta vez crescida, e então: KABOOM! Uma rápida regeneração e temos Capaldi na tela.

Nós já te amamos, velho.

Eu sei o quanto as viúvas do Tennant reclamam do trabalho do Moffat, já que desde o retorno da série ele foi o cara que não botou o Doutor em situações românticas adolescentes, mas Moffat começou a construir a destruição do Doutor de Matt Smith desde o primeiro episódio do seu reinado como showrunner e o que ele conseguiu fazer, sabendo que estava assumindo a última regeneração do Doutor, foi algo incrível. Mas deixemos isso de lado, um novo ciclo de regenerações e uma nova era chegaram para o Doutor. Capaldi conseguiu ser um Doutor amado antes mesmo de mostrar as sobrancelhas em The Day of the Doctor ou de não se lembrar como pilotar a Tardis em The Time of Doctor. Por isso, o Doutor está morto, vida longa ao Doutor.

Ou seja, sem viuvísse por causa do Matt Smith, porra!

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  • Janine

    Post atrasado mas tá valendo. :)

    Eu amei este arco de Doctor Who, foi emocionante poder ligar pontos apresentados desde 2010, que até pouco tempo estavam ao léu, pegando os hates do Moffat (q é um sujeito foda) de surpresa.

    Toda esta história de Trenzalore e agora Gallifrey, estarem ligados com a rachadura na casa da Amy foi muito sacado. Até mesmo o pq da explosão da Tardis lá na quinta temporada ficou bom. Meio confuso ficou o arco dos Silence, q inicialmente estavam tentando impedir o Doutor (de forma amigável) de trazer Gallifrey e assim recomeçar a guerra do tempo, só q com a Madame Kovarian resolveram mata-lo :/. Mas nada q assisti o episódio umas quinhentas vezes pra entender direitinho.

    Sobre a saída do Matt, graças aos céus nem senti tanto assim. Como já tinha sofrido com o anúncio, q quando a despedida mesmo aconteceu nem senti. O q senti foi uma imensa ansiedade e animação pra ver mais do Capaldi. Ai o sujeito me vem e fala q ñ sabe pilotar a Tardis, aquilo me assustou em um nível hard.

    O bom é que está rolando as gravações da sétima temporada e já dá pra ver q Capaldi só tem cara de velho, pq o sujeito parece q vai ser muito ativo, até correndo à cavalo na era vitoriana o velho está. Nem preciso reafirmar o quanto estou animada!!!!

  • Jo

    Sinceramente, pensei que fosse o único a reconhecer a fodalidade do Moffat.

    Mas então, o lance dele não se lembrar de como pilotar a Tardis é apenas por causa da regeneração. Esses esquecimentos do Doutor recém regenerado já aconteceram antes. E corrigindo rapidamente, tão rolando as gravações da 8° temporada, não da 7°.

    E sim, Capaldi é o Doutor mais aguardado de todos os tempos. Viva Capaldi!

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