Lollapalooza é o Rock in Rio que deu certo

Música quinta-feira, 12 de abril de 2012

Realizado na cidade de São Paulo, o festival ocorrido nos dias 7 e 8 de abril, levou 135 mil pessoas que viram as 50 atrações. Muitos momentos ficarão na memória dos expectadores. Claro, tivemos o embrolio causado pelo criador de caso Lobão, que queria porque queria ser uma das atrações principais do festival, se recusando a tocar na parte da tarde (E ainda teve apoio do Detounautas, o Incubus brasileiro), mas o festival se saiu melhor até mesmo que o famigerado SWU. Confira aqui embaixo porque o Lollapalooza é o maior festival de música do mundo.

No primeiro dia, tivemos muitas atrações que merecem destaque, como o Tv on the Radio, Calvin Harris, Band of Horses, Cage the Elephant, Peaches e a Joan Jett. Tivemos o novo e o velho. Uma grande variedade de sons, timbres e estilos, mas diferentemente do Rock in Rio, tivemos boa música, mesmo sem deixar de ser rock. Muito pop, sem detrimento ao rock. Desde o reggae pop d’O Rappa ao brega punk do Wander Wildner, tudo correu bem do jeito esperado, sem surpresas. O Tv on the Radio fez um show eletrizante, um dos melhores da noite. Foi tão bom que o público nem sentiu aquele tédio de ter que esperar pelo seu final para poder curtir o show de encerramento do dia. Sim, falo do show do Foo Fighters. Pra muita gente, o Lollapalooza seria a grande oportunidade de ver a banda do incrível Dave Grohl, que não se apresentava por aqui desde o Rock in Rio 3. Uma show sem firulas, de puro rock que durou mais de duas horas e conseguiu suprir todas as necessidades dos presentes. E olhe que o Dave poupou a voz por estar com um problema na garganta. O cara simplesmente arrasou na guitarra. Foi a terceira vez que Dave se apresentou no Brasil (A primeira foi com o Nirvana em 1993). Ver o público cantando todas as letras enquanto o vocalista fazia suas pausas durante as músicas foi de uma emoção impressionante. Veja abaixo o show completo da galera:

Na segunda noite de apresentações tivemos desde o balkan beats do Gogol Bordello (Que incendiou o público) a o rap dos Racionais MCs. Falando neles, eles conseguiram lembrar que o festival ocorre no Brasil. Um atraso de mais de uma hora quase eclipsou o show dos rappers paulistas. Se queriam aparecer, conseguiram. Uma outra surpresa foi o Foster the People. Nunca mais tinha visto uma banda ser tão melhor assim no palco que no estúdio. Já o Friendly Fires mostrou a influência do samba em seu trabalho e agitou os espectadores do começo ao final da apresentação. Nem a forte chuva que desabou sobre o local do Festival Lollapalooza foi capaz de desanimar a plateia que curtia o show do MGMT, que (Tirando as músicas novas) conseguiu segurar bem o público. Já a turma do Jane’s Addiction não se animou muito. O público percebeu o desanimo e seguiu a banda nele. Uma apresentação que eu prefiro esquecer, pois Peery Farrel se perdeu em si mesmo em algum lugar dos anos 90. Só não foi pior ainda por causa dos solos generosos do guitarrista Dave Navarro. O cara realmente detona. Então chegava a hora do Arctic Monkeys mostrar os atributos que fazem deles uma das maiores bandas da atualidade. Alex Turner deixou claro que é um dos mais talentosos do ramo na atual geração. Turner tocou cerca de 21 músicas e terminou a apresentação consagrado pelo público que vibrou na catarse do cantor. Pra quem quiser ver, saque o video abaixo:

Após essa (Que espero ter sido apenas a primeira edição) grande festa que foi o Lollapalooza, fica a lição aos realizadores de grandes festivais Brasil afora (Leia-se Rock in Rio). Não é preciso muita coisa pra fazer um bom festival. Basta lotar de banheiros, bares na mesma proporção, sinalizar tudo direito, fazer uma boa line up e chamar bandas que toquem rock. Afinal, era pra ser ou não um festival de rock? Se vai ou não vai ser realmente lucrativo é uma outra historia. Se bem que terminado o festival, eu duvido muito que o Perry Farrel não volte pra casa com os bolsos lotados de cascalho. Tudo bem, ele pode ficar satisfeito. Afinal, o público também saiu satisfeito (Tirando o ingresso de 500 conto). Ou estou errado?

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  • Muito satisfeito, eu diria!

  • Janine

    Satisfeito é pouco, eu vi o melhor show da minha vida
    (espero que se repita mais e mais vezes) do Arctic Monkeys ( e o melhor do
    festival, desculpa ai quem discorda). Além disso, conheci bandas novas, e isso
    é magnífico!!!!
    E parece  que ano que vem tem mais!!

  • Gus Kondo

    Eu não entendi o “Detonautas, o Incubus brasileiro”. Alguém me explica?

  • fui ao 2 festivais, o rock in rio foi infinitamente melhor… 

  • Penny

    “Ui, eu sou engajado”. Uma referência a tentativa de boicote (ou de chamar a atenção) dos babacas. Detonautas sempre foi e sempre será uma banda que chama mais atenção pelas atitudes fora do palco do que dentro (assim como o Incubus) do que propriamente pela música (muito ruim, se é que se pode chamar aquilo de música). Acho que o Chinaski quis dizer isso.

  • Gus Kondo

    Pô, eu tô ligado que o Detonautas é assim e ainda não gostei da atitude do vocalista entrar com uma máscara de guy fawkes e ficar puxando o público pra falar sobre política no Rock in Rio… Eu só não entendi, de verdade, a comparação com Incubus, não faria mais sentido comparar Detonautas com Rage Against the Machine (apesar de eu curtir esse banda)

  • Chinaski

    Que bom.

  • Gabriel

     É que o Rage Against the Machine é bom, o Detonautas não.

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