Last.fm e alienação musical

Música sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não aguento mais escrever pra esse bando de filhos da pu… Opa. E aí, tudo certo? Por mais amargurado que eu esteja por estar escrevendo nas férias algo que apenas meus três zumbis controlados por lavagem cerebral vão ler, ao invés de estar bebendo em um bar qualquer, fiquei feliz de ver que o pessoal que passa por aqui tem um gosto musical… Humano. Falo isso porque não vi nenhuma banda bosta nos comentários do dia do rock – no máximo vi bandas que eu não gosto, mas pô, aí é o gosto de cada um – e, em meio disso tudo, tirei uma conclusão: Preciso comprar um netbook, pra escrever do bar. Isso resolveria meus problemas, afinal, como já dizia Homer Simpson, o álcool é a causa e solução de todos os problemas da vida. E chega de divagar, por enquanto.

Falando em lavagem cerebral, eu já mencionei aqui que eu já tive uma conta no Last.fm? Pois então, eu já me cadastrei nessa bagaça e passei a registrar toda e qualquer faixa que passava pelo meu Winamp. Afinal, alguém ainda usa o WMP pra ouvir música? A conclusão que eu cheguei, após baixar o programa e dar uma olhada em todo meu histórico musical na página da bagaça é que eu nunca vou experimentar drogas. Eu vicio fácil nas coisas e não foi diferente com o Last.fm, o que é algo bem tosco, por sinal.

 Imagem: Tosco.

Pra quem nunca usou, eu explico: Cê se cadastra, baixa um programa e pronto. Tudo que você escuta com o programa ligado vai pra sua página. Lá, seus artistas preferidos, faixas mais tocadas e toda essa putaria ficam registrados. Cê também pode adicionar amigos, além de ter um sistema para comparar gostos musicais. A ideia é realmente boa. Ok, não é lá essas coisas, mas o site tá aí. Na época que eu usei, um período de duas semanas, era assim.

Aí vem a chateação. Vem alguém conhecido e visita sua página. Ele fala que ouviu uma banda/álbum/música mais vezes que você e, como se isso fosse motivo pra alguma coisa, diz que manja mais. Alguém com 75.000 execuções nunca poderia ser taxado como vagabundo, não senhores, e sim como uma pessoa que prefere ficar ouvindo a mesma merda o dia inteiro durante um ano e cutucando o nariz.

Depois ainda existem aqueles caras que nem te conhecem, mas dão uma olhada no seu gosto musical, comparam e o site mostra como sendo uma afinidade “super”. Eles te mandam uma mensagem:

ADICIONA AI SUPER UAUAUAUA BJO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não importa se é homem ou mulher, todo mundo manda beijo naquela porra. E como caralhos ter um gosto musical parecido é desculpa pra aparecer DO NADA e tentar criar intimidade? Que mundo podre, cara. Na minha época, se você quisesse ser amigo de alguém (Ou comer alguém, o que é melhor) você tinha que falar com a pessoa cara a cara, e não mandar um recado por um site. “Super”. Super é o meu pau.

Do nada, você começa a se sentir estranho e começa a ouvir uma banda que você gosta, mas não liga mais, só pra tentar igualar o número de execuções. Ou até ultrapassar outro artista na sua lista. Não sei quanto a vocês, mas, pra mim, ouvir música é um ritual. Cê não pode pensar que TEM que ouvir uma banda tal, porque o mundo vai acabar se der mais atenção à outra. Bandas não têm sentimentos. Bandas não ligam pros fãs. Bandas são babacas, puta que pariu.

 Imagem: Babacas.

Das duas, uma: Ou você fica rodeado por idiotas ou você se torna um idiota. Por mais idiota que eu seja, resolvi sair daquela bagaça antes que os danos fossem permanentes. Isso faz mais de três anos, por sinal. Desde lá, nunca senti vontade de voltar a ser um usuário e passo meu tempo com heroína e maconha, mesmo.

Não sei quem foi que criou o termo orkutização. Acho um termo idiota. Peguem o Twitter, por exemplo: Aqueles que encaram essa bagaça como serious bussiness têm medo de dividir a rede com quem não sabe usá-la. É, Twitter vem com um manual, não sei se vocês sabem. O problema é que quem usa o Twitter e fica reclamando de coisas assim é idiota. Um dia – não sei se esse dia já chegou, aliás – quem usa Last.fm vai ficar com medo da mesma coisa. Sim, porque são idiotas.

É uma ferramenta tão desnecessária quanto o Twitter. Como ninguém precisa ficar sabendo se você está cagando, mijando, ou doente (Aliás, tem gente que, ao invés de ir ao MÉDICO, escreve pros contatos que está se sentindo mal, como se fosse amigo de uma cartela de Tylenol), ninguém precisa ficar sabendo do seu gosto musical. Se você ouve AC/DC e mostra pros outros, isso não te faz melhor do que ninguém; se você ouve Asa de Águia, não precisa mostrar isso pra ninguém. É igual a pantufas: Cê usa dentro de casa, mas não sai com elas. A não ser que você seja gostosa. Nada disso importa se você for gostosa, aliás.

E o Bacon tem Last.fm. Cês esperavam o que? Só tem babaca escrevendo pra essa porra, nada mais justo do que fazer parte dessa bosta. E por falar em bosta e em fazer parte, além de eu ser ameaçado pra fazer mais propagandas nos textos, apareçam logo no chat MSN do site. Sabe como é, quanto mais pato e mais log, maior a chance de ter outra Secretária Eletrônica por aqui. E o endereço é group1185561@groupsim.com.

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